01 janeiro 2022

[Resenha] Bethânia e a Fera - Jack Meggitt-Phillips


Atenção! Aproxime-se desse livro com cuidado: perigo de virar lanche de uma fera enorme e gosmenta e morrer… de rir! Ebenézer Pinça é um jovem de 511 anos que tem uma fera morando no sótão de sua mansão. Ele alimenta essa bolota grande, gorda e cinzenta com as iguarias mais estapafúrdias, e em troca recebe presentes valiosíssimos, como a poção que mantém sua juventude.
Parece um acordo perfeito, mas conforme o tempo passa, a fera fica cada vez mais gulosa. Já basta dessa dieta sem graça de estátuas empoeiradas, colares de pérolas e papagaios raros. Agora ela quer uma refeição especial: não é algo incomum, mas dificilmente será servido no jantar; pode ser encontrado em formas e tamanhos diversos em todos os países do mundo. O que a fera quer experimentar dessa vez… é uma criança!
Ebenézer vai ao orfanato e encontra o quitute ideal: Bethânia, a garota mais mal-educada e encrenqueira do lugar. Acostumada a pregar peças em todo mundo, agora Bethânia terá de usar toda a sua esperteza para escapar desse destino terrível. Indicado para leitores a partir de 8 anos.


Livro:  Bethânia e a Fera || Autor: Jack Meggitt-Phillips
Ano: 2021||  Editora: Seguinte || Gênero: Aventura, Infantojuvenil
Classificação: 5   estrelas || Resenhista:  Lud

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Nesse livro vamos conhecer a história de Ebenézer Pinça, um jovem de 511 anos, que está prestes a completar o seu próximo aniversário. Mas para isso precisa da poção da juventude fornecida por uma fera, que vive no décimo quinto andar da sua mansão.

Mas a fera, ao longo dos anos, cresceu e ficou mais gulosa, passando de refeições simples como esculturas e colares, para seres vivos, como gatos e papagaios, e agora ela está ainda mais faminta, e esse novo desejo será um pouco difícil para Ebenézer realizar, porque não se consegue uma criança de uma hora para outra. Entretanto o desejo de ser jovem de Ebenézer, o levará até a Bethânia em um orfanato. Agora, é só convencer a menina a ser comida. Moleza!

“A coisa vive no último andar. E não vê a hora de te conhecer.”


Primeiro vamos falar da edição que está lindíssima, com o corte colorido combinando com a capa, e as ilustrações da Isabelle Follath são perfeitas.

Você pode pensar que é apenas mais um livro infanto-juvenil, mas é muito mais que isso. O autor consegue ao longo da trama, colocar assuntos muito importantes para a formação de personalidade, ainda mais se lido junto com a criança. 

A Bethânia te conquistar logo de cara, já que não é aquela personagem boazinha e comportada, muito pelo contrário, ela apronta poucas e boas em todos os lugares que passa. Mas apesar das traquinagens, ela apresenta um senso de certo e errado muito marcante para algumas coisas. Por exemplo, ela sabe que é errado enfiar minhoca no nariz do amiguinho, mas faz do mesmo jeito porque ele merece. Mas é capaz de dar lição de moral no Ebenézer, quanto a vida que ele leva. Então, é uma personagem totalmente cheia de camadas, assim como toda criança é. 

Ebenézer é um personagem dúbio. Em alguns momentos você até acredita e torce e em outros, você já não sabe se ele é apenas egocêntrico. Ao longo da história, sua opinião sobre ele vai se alternando. E confesso que mesmo ao final, eu ainda não conseguia acreditar 100% nele. Mas como temos o livro dois, ele pode me surpreender.

Quando acabei a leitura, fiquei pensando que ele me lembrava outra história. E, realmente, ele lembra desventuras em séries. Tem muitos detalhes que se coincidem, como a Bethânia ser orfã e encrenqueira; além do tom da história.

Bethânia e a Fera tem uma escrita bem simples e fluída, já que a faixa etária é infantil. Então, precisa ter essa pegada mais rápida, com mais ações, e um leve suspense para prender os pequenos leitores.

Já digo que estou ansiosa para ler a continuação.  

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