26 dezembro 2021

[RESENHA] Indomável - Damas Rebeldes # 03 -Julia Quinn


Henrietta Barrett, que atende desde pequena pelo apelido de Henry, nunca seguiu as regras impostas pela sociedade. Prefere calças a vestidos e, em vez de frequentar chás e bailes e fazer aulas de artesanato, administra pessoalmente a propriedade de seu idoso tutor, localizada em um canto remoto da Cornualha.
Mas quando seu guardião morre, as terras que Henry tanto adora vão parar nas mãos de um
primo distante, um homem que pode ameaçar a vida que está acostumada a levar e também o ganha-pão das pessoas que ela mais ama.
William Dunford, o solteiro mais esquivo de Londres, fica surpreso ao saber que herdou uma propriedade, um título... e uma pupila decidida a expulsá-lo o mais rápido possível da Cornualha.
Henry está determinada a continuar administrando Stannage Park sem a ajuda do novo lorde, embora o charme que ele exala quase a faça esquecer as próprias convicções. Mas Dunford tem certeza de que pode mudar as coisas para melhor, começando por sua pupila indomável. Só que transformar Henry em uma dama faz com que ela se torne não apenas a queridinha da alta sociedade, mas também uma tentação irresistível para o homem que pensava que nunca seria conquistado…

Livro: Brilhante|| Série: Damas Rebeldes # 03 || Autor: Julia Quinn
Ano: 2021 ||  Editora: Arqueiro  || Gênero: Romance de Época
Classificação: 3 estrelas || Resenhista: Luci

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William Dunford é o típico libertino da sociedade londrina: vem fugindo das debutantes e suas mães casadoiras enquanto mantém relacionamentos amorosos sem nenhuma ligação sentimental. O máximo de sentimento amoroso que ele tem visto nos últimos tempos é entre seus amigos mais íntimos, entre eles sua amiga Belle (que conhecemos no livro anterior), que mantêm um casamento apaixonado, algo que ele não pensa mesmo para si.

Sua vida de solteira convicto começa a mudar quando ele recebe a inesperada notícia que herdou uma propriedade na Cornualha, que vinha atrelada a um título de barão. Mas, junto com a propriedade e o título, ele também herda algo também inesperado: uma jovem linda, mas nada convencional, como tutelada.

Henrietta Barrett, ou Henry, vem administrando Stannage Park desde os 14 anos, quando seu tutor passou a ficar alheio a tudo quando ficou viúvo. Ela não se interessa por bailes ou eventos sociais (viver ao lado dos empregados e animais da propriedade já é bom o suficiente), nem de roupas da última moda (seu par de calças confortáveis é bem mais útil no seu dia a dia). Ou seja, sua vida se resume a cuidar do seu lar.

Por isso se sente ameaçada quando um completo estranho herda Stannage Park, após a morte do seu tutor. Porém, logo um plano se forma em sua mente: assustar o novo barão, que acostumado com a cidade grande, logo vai temer os obstáculos que ela vai impor e correr para bem longe dali.

Obviamente seus planos são frustrados por Dunford, que não se deixa ludibriar pela jovem tão audaz. Além disso, rapidamente ele começa a sentir uma forte atração por ela, que é correspondida, mas é frustrada ao descobrir que ele é seu novo tutor, e assim ele assume a função de introduzi-la na sociedade londrina, tal como uma dama tem direito, e, quem, sabe, conseguir-lhe um bom partido, já que não ousa investir em um relacionamento amoroso com sua tutelada.

Mas logo, quando Henry começa a chamar a atenção de vários cavalheiros, Dunford pressente que pode perder uma aposta que fez com sua melhor amiga, e uma que envolve sérios sentimentos por uma jovem dama nada convencional...



Dunford é o tipo de personagem que, mesmo coadjuvante, chama a atenção sobre ele, e ao longo da série, sua participação nos livros anteriores desperta a curiosidade para lermos a sua história. Afinal, amamos ler sobre libertinos que se transformam completamente quando se apaixonam. De fato, é um personagem perspicaz, divertido e intenso, ou seja, alberga as qualidades que gostamos de ver em protagonistas.

E seguindo à risca o título da série, Henry é a típica mocinha nada convencional para a sua época: audaciosa, atrevida e ocupa um papel que raramente se via em mulheres da época, que é a de administrar uma propriedade. Resumindo, totalmente fora do padrão, mas que está confortável com o papel que assume e a posição que ocupa.

A formação desse casal, logo de cara, faz o leitor pensar: sim, é um casal explosivo, que vai me garantir um ótimo entretenimento. E, sim, temos cenas engraçadas e bastante envolventes, bem no estilo Julia Quinn, que sabe mesclar na medida certa as doses de humor, sedução e romance em um livro. O relacionamento dos dois tem um ótimo desenrolar, passando pelas etapas típicas de um casal que vai descobrindo os sentimentos um pelo outro. Porém, a autora peca em determinado ponto da construção da história, dando uma interrupção abrupta e meio sem sentido, que se estende mais do que gostaríamos, mas, no fim, ela consegue arrematar com um bom final.

A narrativa é bem fluida, com diálogos divertidos e inteligentes, e a participação dos personagens dos outros livros enriqueceu mais a trama. As outras damas rebeldes dos livros anteriores são essenciais para o desenvolvimento de Henry, as três juntas criam uma narrativa bem gostosa de ler. Mas como no livro anterior da série, os pontos de conflito não são muito sustentáveis, mas considero perdoável, por se tratar da primeira trilogia da Julia Quinn, e quando comparamos, vê-se o quanto sua escrita evoluiu e amadureceu ao longo dos anos.

Basicamente, esse último livro da trilogia Damas Rebeldes nos presenteia com um romance agradável de ler, do tipo que nos arranca sorrisos e outros sentimentos. Achei um bom fechamento da série, mas confesso que ainda queria sobre mais um personagem.

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