16 junho 2021

[Resenha] Um Novo Capítulo Para O Amor - Jenny Colgan


 Zoe é uma mãe solteira que corta um verdadeiro dobrado para sustentar a si mesma e a seu filhinho de 4 anos, Hari. Quando o valor do aluguel de seu apartamento em Londres se torna exorbitante, Zoe fica sem saber o que fazer.

Então, a tia do menino sugere que ela se mude para a Escócia para ajudar a gerenciar uma pequena livraria. Sair de uma cidade em que se sente tão solitária para morar num vilarejo acolhedor nas Terras Altas pode ser a mudança de que Zoe e Hari tanto precisam.
No entanto, ao descobrir que seu novo chefe, o temperamental livreiro Ramsay Urquart, é um poço de hostilidade, e que os filhos dele são mais do que malcriados, Zoe se pergunta se tomou a decisão certa.
Só que o pequeno Hari encontrou seu primeiro amigo de verdade. Além disso, ninguém resiste à beleza do lago Ness brilhando ao sol de verão.
Sem falar que é em lugares assim que os sonhos começam...


 Livro: Um Novo Capítulo Para O Amor  |Coleção: Romances de hoje ||Autor: Jenny Colgan
Ano: 2021||  Editora: Arqueiro|| Gênero: Romance Contemporâneos, Chicklit
Classificação: 4 estrelas || Resenhista: Lud

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 Mais um livrinho da coleção Romances de hoje da editora arqueiro. Esse é o quarto livro da autora aqui no Brasil.  

Nesse livro vamos conhecer a história da Zoe, mãe praticamente solteira de um menininho de quatro anos que se vê sem opções a não ser se mudar para um outro país para trabalhar em dois empregos. Um dos emprego é ser babá de 3 crianças em uma casa onde ela teria moradia, e o outro, para trabalhar na van/biblioteca da Nina, que está muito grávida, e precisará se afastar em breve. 

Mas o que Zoe pensou que seria um novo começo para ela e para o filho, se torna um desastre quando ela chega na Escócia e se depara com as dificuldades não só por parte das pessoas, que não gostam de estrangeiros, mas também dos seus dois empregadores. 

Eu demorei um pouco para engatar a leitura, mas isso foi porque eu estava em um humor que não combinava muito com o livro. Mas quando peguei novamente, eu li muito rápido, assim como todos os livros da Jenny.

Esse livro, em especial, eu acho que foi um pouco mais denso que os anteriores, os assuntos abordados foram mais complicados, e ainda mais envolvendo crianças. Temos alguns assuntos que podem ser gatilhos como automutilação. 

Eu adoro quando personagens de outros livros aparecem nas histórias mais recentes, é aquele sentimento gostoso de nostalgia. Aqui temos a Nina, personagem de A pequena livraria dos Sonhos, aparecendo muito, já que a Zoe vem para ficar no lugar dela na van quando a criança nascer. E aqui eu fui surpreendida, porque não temos uma amizade entre as duas. Na verdade, todas as vezes que temos um diálogo, elas se estranham. E eu fiquei: esperava muito mais da Nina aqui. Depois, é claro que eu entendi os sentimentos e os motivos dela agir assim, mas só fiquei querendo algo diferente.

E eu acho que foi isso que me pegou nesse livro, eu senti falta de uma amizade para a Zoe, ela já era sozinha com aquele traste como pai do Hari, e então a vida dela muda totalmente. Ela se vê em uma cidade nova, com as pessoas não sendo simpáticas e todos os problemas da vida. 

Mas a Zoe é uma personagem maravilhosa, ela é uma pessoa muito resiliente, ela não senta e chora quando algo não dá certo, ela simplesmente para e bola um novo plano e segue a vida. E isso é um reflexo dela não poder contar com ninguém, e justamente isso pesa no livro, você se ressente das pessoas pelas Zoe. Você deseja que ela encontre a felicidade porque essa menina merece. 

O drama apresentado no livro são vários, além de cada personagem ter o seu próprio, inclusive a Nina, temos um plot central que gira em torno da família para a qual a Zoe trabalha. O descaso com as crianças, o distanciamento do pai, todo mundo passando pano para a situação, fora uma cena que pode despertar gatilhos para algumas pessoas, que é uma cena de automutilação. 

Sobre o romance, eu queria um para a Zoe, uma pessoa de verdade, um homem, não aquele traste que é o pai do Hari. Mas não sei se gostei do par que ela teve na história. Achei que ele tinha que ser muito mais desenvolvido, que deveria ter muitas explicações para as ações dele. 

Antes que eu esqueça, o próprio Hari tem seu plot. Ele é uma criança que não fala, mas não porque tem algum problema físico, mas porque ele escolheu não fazer isso agora. E eu achei muito interessante esse tema dentro da história, como as pessoas não compreendem, como elas julgam e rotulam.

Apesar da escrita fluída e despretensiosa da Jenny, é um livro um pouco mais pesado que os outros. Mas claro que eu recomendo de olhos fechados e estou ansiosa para os próximos livros da coleção.  

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