01 junho 2021

[Crítica] Sombra e Ossos



Eu estava super empolgada e ansiosa com esse lançamento da Netflix, e já adianto que Sombra e Ossos atendeu às minhas expectativas.

A série é baseada nos livros da Leigh Bardugo: a trilogia Sombra e Ossos e a duologia Six of Crows.

Como na trilogia, Alina Starvok (Jessie Mei Li) é uma orfã de guerra que trabalha como cartografa para o exercito do seu país, mas, em uma perigosa travessia pela Dobra das Sombras (uma muralha de nuvens negras que divide os territórios e onde reside criaturas letais) para salvar seu melhor amigo Maly, ela acaba liberando uma explosão de luz. Um poder extraordinário que revela que ela é uma grisha; na verdade, a única grisha que poderá acabar com os conflitos que já duram anos em Ravka.
Diante disso, o general Kirigan (Ben Barnes) e líder do exército grisha, se encarregará de treiná-la devidamente no grande palácio do rei.

Para quem não está familiarizado com o universo da Bardugo, o mundo envolve especialmente os grishas, pessoas que nascem com habilidades especiais, existindo três classes principais e uma hierarquia entre elas.

Na série - para o surto geral de toda a nação - teremos em paralelo, o arco dos anti-heróis conhecidos como Corvos, são eles: Kaz Brekker (Freddy Carter), Inej (Amita Suman) e Jesper (Kit Young).

Também teremos um curto arco da Nina (Danielle Galligan) e do Mathias (Calahan Skogman), que provavelmente será mais substancial na próxima temporada. O Mathias não é um dos meus favoritos no livro, mas aqui, eu fiquei completamente apaixonada (provavelmente porque o ator é digno de desmaio).

Os Corvos, assim como a Nina e o Mathias, são personagens da duologia Six of Crows, e foram cuidadosamente costurados à trama da trilogia.

Houve muitas mudanças na história original da duologia para que a presença desse núcleo fizesse sentido na história da Alina. Essas mudanças ficaram muito coerentes na adaptação e o resultado foi incrível e muito satisfatório.

Eu, particularmente, não sou fã da trilogia, acho o plot de Sombra e Ossos muito fraco e batido, mas sou totalmente vendida para Six of Crows. Eu não esperava que dariam tanto destaque para os personagens, me surpreendi e surtei com o fato da história ter um papel tão importante quanto o da trilogia.

Achei que a produção foi impecável e se manteve fiel aos cenários, figurinos e, principalmente, à essência dos personagens, essa parte tendo todo - e merecido - destaque para a atuação de Kit Young, como Jesper. Também não podemos deixar de falar da  cabra, que foi a melhor adição à adaptação (uma salva de palmas para todos os envolvidos!).

Infelizmente nem a série conseguiu me fazer simpatizar com a Alina, que continua passiva e ingênua até na tela (mas esse sempre deve ter sido o ponto, não?). A atuação da Mei Li para mim também não foi convincente (ranço enraizado? Talvez!).

Não poderia deixar de ressaltar - babar e endeusar - a presença e atuação do Ben Barnes: ele é mesmo o Darkling que o grishsverse merece! (passo pano para ele? TOTAL!)

Com 8 episódios, a produção foi rica em cada detalhe da ambientação e a fotografia ficou impecável. Não sei se essa é, como tenho lido por aí, a melhor série de fantasia da Netflix, mas foi uma série muito bem estruturada, com uma dinâmica excelente, elementos fantásticos e efeitos visuais excepcionais.

A produção soube aproveitar muito bem esse universo riquíssimo da Bardugo e entregou o que foi prometido.

É uma série que, com certeza, tem tudo para crescer e se tornar ainda mais incrível, pois há muito mais a ser explorado.

Nos vemos na segunda temporada, Milo!



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