06 abril 2021

[Resenha]Casa de Terra e Sangue - Cidade da Lua Crescente # 01 - Sarah J. Maas

Metade feérica e metade humana, Bryce Quinlan ama sua vida. Durante o dia, ela trabalha para um negociante de antiguidades, vendendo artefatos mágicos ilegais. À noite, ela se diverte com os amigos, saboreando todos os prazeres que Lunathion - também conhecida como Crescent City - tem a oferecer. Mas tudo desmorona, quando um assassino implacável abala as estruturas da cidade - e do mundo de Bryce.

Dois anos mais tarde, seu trabalho se tornou um beco sem saída, e ela agora busca o esquecimento nas casas noturnas mais famosas da cidade. Mas quando o assassino ataca novamente, Bryce se vê arrastada para uma investigação e juntamente com um infame anjo Caído, cujo próprio passado brutal assombra todos os seus passos.

Hunt Athalar, assassino pessoal dos Arcanjos, não quer ter nada a ver com Bryce Quinlan, apesar de ter recebido ordens para protegê-la. Ela defende tudo o que ele, uma vez, se rebelou contra e parece mais interessada em se divertir do que resolver o assassinato. Não importa o quão perto de casa ela possa estar. Mas Hunt logo percebe de que há muito mais em Bryce do que aparenta, e que ele vai ter que encontrar uma maneira de trabalhar com ela, se quiser resolver o caso.

Enquanto Bryce e Hunt correm para desvendar o mistério, eles não têm como saber das ameaças que envolvem a cidade através do submundo, através dos continentes em guerra, até os níveis mais escuros do inferno, onde as coisas que estão dormindo durante milênios começam a despertar...

Com suspense e personagens inesquecíveis, essa nova série de fantasia ricamente criativa de Sarah J. Maas, explora a dor da perda, o preço da liberdade e o poder do amor.

 

Livro:  Casa de Terra e Sangue|| Série: Cidade da Lua Crescente # 01|| Autor: Sarah J. Maas
Editora: Galera Record  || Gênero: Fantasia, Adulto
Classificação: 3,5/ 5 estrelas || Resenhista: Lud, Luiza, Daiana || Ano: 2020
Esse é o primeiro volume da nova série de fantasia da Sarah Maas, e nesse livro acompanharemos a história de Bryce Quinlan, uma semiféerica que trabalha negociando antiguidades em Lunathion, a Cidade da Lua Crescente, que abriga muitas raças diferentes. 

Com sua melhor amiga Danika - líder da Matilha de lobos - Bryce aproveita todos os prazeres que a vida pode lhe oferecer, mas a sua vida perfeita acaba desmoronando quando um massacre brutal acontece. 

Dois anos depois, Bryce é uma pessoa totalmente diferente, e ainda lidando com o próprio luto, ela se vê no meio de uma nova onda de assassinatos semelhantes ao que destruiu as melhores partes de sua vida. 

Bryce agora precisa investigar esses novos assassinatos, e junto com Hunt Athalar, um anjo caído e escravizado pelos arcanjos - ela buscará por respostas e também por vingança.



Essa leitura foi feita em conjunto entre nós três, Lu, Lud e a Dai, porque sempre lemos os livros da Sarah juntas. Então começamos a ler devagar, uma sempre na frente da outra, mas no geral foi uma leitura bem rápida apesar do tamanho do livro.

Eu queria muito dizer que o livro tão esperado entrou para o nosso favorito - para a Daiana, sim - mas devo dizer que um livro desse tamanho apresentou uma quantidade imensa de pontos previsíveis e várias pontas soltas que entendemos que serão amarradas nos próximos livros.

Como uma fantasia urbana, a Sarah introduziu toda uma nova mitologia, com vários personagens e culturas diferentes. O livro também se divide em 4 partes, sendo a última onde acontece quase toda a ação e, diga-se de passagem, bem estilo Maas. Mas, mesmo com a empolgação e os olhos brilhando, não tive como ignorar várias falhas na história, mas isso vai de pessoa para pessoa. 

As 3 partes iniciais, foram... complicadas. Vamos começar com a linha de tempo que em alguns momentos passa muito rápido e em outros muito devagar, e lembrando que tudo isso se passa em um pouco mais de um mês. E a história enrola muito, é meio surreal tudo isso acontecer nesse período de tempo. Fora o comportamento dos personagens, que às vezes tinham uma urgência e outra não. Quem leu acho que entende que estava bem complicado a linha do tempo. 

Até entendemos essa pegada com um quê de investigação, mas para quem lê esse gênero, vai se sentir completamente frustrado, porque os personagens, em algumas horas, nem ligavam para isso. E, de novo, o fator da linha de tempo entra aqui, quando se tem um mês para resolver um caso com muito em jogo, é meio que esperado que as pessoas no caso sejam mais energéticas. E, nesse ponto, a Daiana diz que o livro não é fantasia e sim, um romance com fantasia. Mas, se for pensar assim, pra mim é pior ainda, porque não acreditei no romance.    

Não tem nem como começarmos a falar do casal, que desde o começo a Lud disse: não estou acreditando muito. E mesmo no final do livro, depois de algumas explicações e atos, não conseguimos mesmo acreditar nesse casal (a Daiana sim), e isso foi complicado, porque a Sarah sempre construiu muito bem os casais, eles sempre tiveram aquela conexão. Achamos que não tem nada que justifique os dois juntos, apesar da Daiana tentar nos convencer do contrario.

Outra coisa que foi um ponto ruim - principalmente para a Luiza - foi termos acertados todas as teorias que escrevemos enquanto líamos. Um livro de quase 900 páginas evidenciar tantas coisas importantes no plot, tirou um pouco da nossa empolgação ao ler.

Além de várias teorias serem descobertas facilmente, tem muita coisa que se remete aos livros anteriores dela, inclusive muitas frases ditas pelos personagens de Trono de Vidro estão aqui. Ao mesmo tempo é nostálgico e um pouco preocupante. Fora que se você fizer um comparativo, você consegue ver vários personagens de ambas as séries anteriores nos personagens desse livro. 

Não é que não gostamos do livro em absoluto, mas se espera muito mais depois de duas séries fodas da autora, apesar de sabermos também do complexo do primeiro livro, que a Sarah sempre fala que os primeiros livros dela são ruins, não tem como não levar um bom banho de água fria com esse livro. 

Mas claro que também tem os pontos positivos, o mundo é imensamente complexo e é uma junção de muitas mitologias. Quem lê sobrenatural e fantasia há muito tempo consegue entender bem e ficar até empolgado com esse puta mundo. Mal podemos esperar para ver como será a ambientação dos próximos livros. 

E os personagens secundários, que não são tão secundários assim, deram um banho. O Ruhn, que personagem com potencial maravilhoso (e pensa ai em quem ele te lembra de Trono), esperamos grandes feitos dele no próximo livro, assim como a nova Rainha Bruxa, que chegou abalando as estruturas, e já estamos shipando esse casal, é claro.  E os Lordes que acompanham o Ruhn devem crescer na série, e juntos, eles devem formar aquele laço de amizade que tem em todos os livros da Sarah, e que constroem uma das coisas que eu mais amo na escrita dela. 

Para contrapor a opinião negativa de Luiza e Lud sobre o casal, a Daiana diz:

Confesso que o livro é realmente lento sim, a Sarah esqueceu um pouco o plot principal e focou na construção dos personagens como um casal (mesmo que isso tenha sido feito em apenas um mês), mas funcionou maravilhosamente bem para mim. A Bryce e o Hunt foram construindo uma amizade bonita, se conhecendo, sendo a ancora um do outro, se curando para que depois eles pudessem aceitar tudo o que lhes foi tomado ou que achavam que não mereciam. 

Pela Sarah ter encaixado um elemento novo nesse livro, que é todo esse lance do suspense e da investigação, talvez ela não tenha de fato acertado no desenvolvimento dele, por ser algo novo pra ela também. Mas para mim, que não gosto muito de plots investigativos não foi nenhum incomodo.

Precisamos falar também  que esse livro é +18, não por conta de cenas de sexo (que na verdade nem existem nesse 1º livro, apenas duas cenas mais quentes), pois tem muita gente achando que se trata de uma fantasia hot, não, Casa de Terra e Sangue é um livro adulto pela linguagem explícita, pelo consumo de drogas e violência, além de ser uma história com gatilhos: depressão, luto, tentativa de suicídio. 

Enfim, foi um livro de muitas horas acordadas, surtos, lágrimas... e apesar das ressalvas, estamos ansiosas para o próximo livro e como a Sarah irá trabalhar esse mundo gigante que ela criou. 

E e as nossas teorias já estão formadas!

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