11 janeiro 2021

[Resenha] O impulso - Ashley Audrain


 O que você faria se seus filhos não fossem quem você esperava? O impulso é o romance mais viciante do ano, uma leitura que irá questionar tudo o que assumimos sobre maternidade, sobre aquilo que devemos aos nossos filhos e sobre o que acontece quando deixamos de acreditar em mulheres cujas histórias são incômodas.

Blythe Connor está decidida a ser a mãe perfeita, calorosa e acolhedora que nunca teve. Porém, no começo exaustivo da maternidade, ela descobre que sua filha Violet não se comporta como a maioria das crianças. Ou ela estaria imaginando? Seu marido Fox está certo de que é tudo fruto do cansaço e que essa é apenas uma fase difícil.
Conforme seus medos são ignorados, Blythe começa a duvidar da própria sanidade. Mas quando nasce Sam, o segundo filho do casal, a experiência de Blythe é completamente diferente, e até Violet parece se dar bem com o irmãozinho. Bem no momento em que a vida parecia estar finalmente se ajustando, um grave acidente faz tudo sair dos trilhos, e Blythe é obrigada a confrontar a verdade.
Neste eletrizante romance de estreia, Ashley Audrain escreve com maestria sobre o que os laços de família escondem e os dilemas invisíveis da maternidade, nos convidando a refletir: até onde precisamos ir para questionar aquilo em que acreditamos?

“Muito original, O impulso é uma leitura compulsiva e um mergulho nos recantos mais escuros da maternidade.” ― Kristin Hannah, autora best-seller do New York Times



 Livro: O impulso||  Autor: Ashley Audrain
  Editora: Paralela  ||Classificação: 4 estrelas || Resenhista: Lud
 Ano: 2021 || Gênero: Suspense e Mistério. Thriller

Eu recebi esse livro junto com mais alguns blogueiros como prova antecipada. Na verdade, eu não leio Thriller, mas acabei com o livro em mãos e posso dizer que não me arrependo. 

Esse é o livro de estreia da autora e já foi vendido para 25 países, além de ter seus direitos adquiridos para o cinema e TV. Então, se espera que seja uma das apostas para o ano que vem, e não só pela paralela, mas pelo mundo. 

Nesse livro vamos conhecer a história da Blythe, que prestes a ter o seu primeiro filho, se encontra com todas as inseguranças normais para uma mãe de primeira viagem, porém, as inseguranças de Blythe são ainda mais profundas, pois elas vem de uma série de gerações que tiveram problemas em serem mães. E então, a autora nos apresenta paralelamente um pouco da história da avó (Etta) e da mãe (Cecilia) da Blythe, apenas para nos ajudar a entender mais a Blythe. 

Bem, conforme as inseguranças surgem, e a Blythe procura o apoio do marido, ela escuta dele que  será uma mãe maravilhosa, dispensando qualquer conversa sobre isso. E assim ela tem a primeira filha, e as dúvidas aumentam quando ela percebe que não há um verdadeira conexão com a criança. E de novo, ela conta suas preocupações para o marido que diz que é simplesmente tudo da cabeça dela. Ela até visita um profissional, que apenas lhe passa uma receita de remédios. Então, tudo o que Blythe pode pensar é que ela está errada, afinal, Violette é sua filha, e ela PRECISA amar a criança. 

E assim, seus dias, meses e anos vão passando, com suas dúvidas enterradas dentro dela, e seguindo o que todos falam: que ser mãe é maravilhoso. Não há mesmo ninguém com quem ela possa falar, até que ela decide ter um segundo filho para provar que ela é uma boa mãe sim, e então a mágica acontece,  tudo o que esperava ter e sentir com o primeiro filho, acontece com o segundo. 

E mais dias e meses se passam com tudo no lugar como deveria ser; até a Violett se dá bem com o novo irmão, e é uma filha exemplar. Então, uma tragédia acontece, e a Blythe entra em um estado onde não consegue a ajuda de ninguém, porque ninguém acredita nela, e mais uma vez, vida segue seu caminho. 


Bem, esse livro foi uma novidade para mim, como eu disse no começo, não leio Thriller, então não tenho com o que comparar. Mas as pessoas que receberam a prova fizerem um grupo no zap e eu pude então ver coisas que não tinha me atendado enquanto lia. 

 A leitura foi meio eletrizante. Peguei para ler e terminei no mesmo dia; eu não conseguia parar. A Ashley está de parabéns, a escrita dela te prende de uma forma incrível, e conforme você avança no livro a tensão aumenta e tudo o que você quer é saber o que vai acontecer. 

 Para mim, como sendo um Thriller, se supõe que tenha um vilão, ou no mínimo, alguém com a índole duvidosa, e então você foca nisso e não vê o resto que pode estar sendo discutido ali, e foi exatamente nisso que eu falhei: em perceber justamente os assuntos pelo qual o livro está sendo vendido. Tudo o que eu fiz foi me concentrar no suspense em si. rs rs.

 E por esse motivo, eu não me vi me preocupando em assuntos como o marido que não deu apoio a ela e a sociedade com o seu estereotipo de maternidade. Confesso que até vi tudo isso, e esse é o tema central do livro e o porquê do Hype dele pelo mundo, mas não consegui tirar minha atenção das outras coisas acontecendo.

No geral, eu gostei muito da leitura,  e como não tenho com o que comparar, eu me baseei no que sentia enquanto lia. Durante toda a leitura, eu me vi envolvida na trama e dando altos xiliques no zap com as meninas, formei até algumas teorias também. 

Por isso, a meu ver, eu tive uma boa experiência apesar de achar que seria uma coisa totalmente diferente. 

E para quem gosta do gênero, esse é um ótimo thriller psicológico para conferir.



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