27 janeiro 2021

[Resenha] A Musa dos Pesadelos - Laini Taylor


As respostas aos mistérios apresentados no primeiro volume estão nesta linda história de amor e ódio, vingança e redenção, destruição e salvação – a emocionante sequência do aclamado Um estranho sonhador.
Sarai vive e respira pesadelos desde os seis anos de idade. Ela acreditava que conhecia todo horror e que nada a surpreenderia – mas estava errada. Após o final surpreendente do primeiro volume da duologia, Sarai e Lazlo – o estranho sonhador – lutam para compreender os novos limites de si mesmos enquanto sofrem nas mãos de uma deusa de mente sombria que deseja se vingar dos habitantes da cidade de Lamento.
Enquanto humanos e deuses temem as consequências desse embate, um novo inimigo quebra suas frágeis esperanças e os mistérios dos Mesarthim são ressuscitados: de onde vieram os deuses e por quê? O que foi feito com as milhares de crianças nascidas no berçário da cidadela? E o mais importante de tudo: ao abrir portas esquecidas que revelam novos mundos, os heróis sempre devem matar monstros, ou é possível salvá-los?
Sarai vai descobrir que apenas a mais terrível necessidade pode nos mostrar nossas próprias profundezas – e ela, a Musa dos Pesadelos, ainda não descobriu do que é capaz.
Livro: Um Estranho Sonhador || Série: Strange the dreamer|| Autor: Laini Taylor
Editora: Universo dos Livros ||Ano: 2019 || Gênero:  Fantasia
 Classificação: 4.5 estrelas || Resenhista: Daiana

Era uma vez uma garota conhecida por todos como a Musa dos Pesadelos e que acabou se tornando uma Deusa dos Sonhos. A história acabou muito bem.

O livro começa exatamente após os últimos acontecimentos de Um Estranho Sonhador, e já no início do livro, além de acompanharmos a inevitável realidade que se abateu sobre Sarai - agora um fantasma mantido sob o domínio de Minya - somos apresentados à duas novas personagens: as irmãs Kora e Nova. A história das irmãs irá se entrelaçar a do plot principal e conduzir os leitores para as respostas que eventualmente procurávamos desde o 1º livro. 

Nessa sequência vamos acompanhando o crescimento de alguns personagens e nos deparando com algumas referências a uma trilogia da autora, Feita de Fumaça e Osso (a minha favorita da vida), e gente, como.eu.surtei!


A principal força do livro, com certeza,  continua sendo os personagens. 

Gostei der ver a Mynia e os fragmentos de suas memórias e todos os estilhaços que vieram disso, além de sua raiva, que sempre foi pesada como chumbo.  Amei a (des)construção de Thyon Nero,  suas sutis descobertas e como ele nunca mais seria o mesmo e nem estaria mais sozinho. 

Senti também toda a força do sentimento desafiador entre Eril-Fane e Azareen, dois  amantes tão desesperados para resgatarem a promessa de durarem para sempre, e, apesar de não ter gostado tanto dos momentos entre a Sarai e o Lazlo nesse segundo livro, não posso negar que o amor dos dois continua sendo desses capazes de dobrar o mundo à sua vontade. 

Tudo sobre eles é intenso, onírico, mas capaz de preencher todos os espaços. 

E deixo aqui uma menção honrosa a Calixte, que de longe foi uma das minhas personagens favoritas desde o 1º livro. Feral, Rubi e Pardal, tiveram muito pouco destaque aqui, mas não é como se isso tivesse deixado algum tipo de vazio, afinal, a Pardal é responsável por devolver meu coração quando a Laini impiedosamente o arrancou nesse livro. 

Temos o ritmo da narrativa acelerada na segunda parte, e à medida que o enredo se desenrola tudo vai se encaixando como peças de um quebra-cabeça minuciosamente elaborado e onde todas as bordas quebradas se reconstroem para dar lugar a vários recomeços. 

Laini é uma autora que sempre se destaca quando se trata de criação de mundos, e aqui não foi diferente, você se agarra a sua narrativa como se fizesse parte da história e houvesse algo real e tocável diante dos seus próprios olhos. 

Em uma última análise, A Musa dos Pesadelos nos entregou uma conclusão surpreendente e digna; foi um livro devastador, dolorido e doce.  E eu não posso deixar de desejar que, apesar de ser uma duologia, a Laini escreva outro livro dando novos vértices para essa história. 

Mais uma vez, eu digo que só consigo me imaginar daqui a cinquenta anos numa cadeira confortável em frente a uma lareira, com uma xícara de chá na mão, um gato no colo, e um livro da Laini Taylor do lado.

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