23 setembro 2020

[Resenha] Mistborn: O Império Final - Brandon Sanderson


O que acontece se o herói da profecia falhar? Descubra em Mistborn! Certa vez, um herói apareceu para salvar o mundo. Um jovem com uma herança misteriosa, que desafiou corajosamente a escuridão que sufocava a Terra. Ele falhou. Desde então, há mil anos, o mundo é um deserto de cinzas e brumas, governado por um imperador imortal conhecido como Senhor Soberano. Todas as revoltas contra ele falharam miseravelmente. Nessa sociedade onde as pessoas são divididas em nobres e skaa – classe social inferior –, Kelsier, um ladrão bastardo, se torna a única pessoa a sobreviver e escapar da prisão brutal do Senhor Soberano, onde ele descobriu ter os poderes alomânticos de um Nascido da Bruma – uma magia misteriosa e proibida. Agora, Kelsier planeja o seu ataque mais ousado: invadir o centro do palácio para descobrir o segredo do poder do Senhor Soberano e destruí-lo. Para ter sucesso, Kel vai depender também da determinação de uma heroína improvável, uma menina de rua que precisa aprender a confiar em novos amigos e dominar seus poderes.


Livro: O Império Final|| SérieMistborn #1 || AutoraBrandon Sandersonn
Editora: Editora Leya || Classificação: 4 estrelas || Resenhistas: Daiana
 Ano: 2014 || Gênero:  Fantasia

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Houve um tempo no Império Final, antes do Senhor Soberano — um deus imortal — existir, onde os skaa não eram escravos, onde não existiam chibatadas e nem havia um sol vermelho no céu. 

Nessa nova sociedade que se divide agora entre nobres e skaa. Kelsier foi a única pessoa a sobreviver e escapar da prisão do Senhor Soberano, e agora, ele planeja atacar o palácio e derrubar esse governo que já dura mil anos.

Nesse mundo pós-apocalíptico de Mistborn, onde não existem mais flores e nem um céu azul, a classe escrava dos skaa são subservientes, e o trabalho no campo e nas fábricas e maneira de pensar, são um reflexo de mil anos de opressão. Para todos, o plano de Kelsier parece uma loucura total, mas Kelsier está mais do que determinado a ser o símbolo de esperança para essas pessoas e ir até as últimas consequências para se tornar o herói que salvará o mundo.


“Ele deve defender seus costumes, ainda que venha a violá-los. Será seu salvador, mas o chamarão de herege. Seu nome será Discórdia, mas o amarão por isso.”


Kelsier é um Nascido da Bruma, um personagem carismático, cheio de si e um verdadeiro gênio. Alguém que tem sempre um sorriso estampado no rosto, mesmo quando ninguém mais nesse mundo caótico encontra motivos para sorrir. 

Ele acaba recrutando Vin, uma ladra habilidosa, para sua gangue formada por um grupo seleto de skaas. Vin é um skaa, mas também é uma Nascida da Bruma que desconhece o potencial e verdadeiro significado de suas habilidades. 

Kelsier torna-se seu mentor e ela acaba fazendo parte do grupo e do plano de derrubar o Senhor Soberano, afinal, ter uma skaa Nascida das Brumas disfarçada de nobre no meio da aristocracia poderia se tornar uma vantagem poderosa no seu plano de rebelião louco e audacioso. 

Mas, o que seria um Nascido da Bruma? 

A magia de Mistborn consiste na Alomancia, que é a capacidade que algumas pessoas tem de ingerir e ‘queimar’ metais. Existem 8 tipos de metais, e cada um desses metais dá uma habilidade diferente para a pessoa, além de sentidos melhorados. As pessoas nesse mundo com habilidade alomântica, são chamados de Brumosos, mas eles são capazes de queimar apenas um tipo de metal. Mas, existem aquelas raras pessoas capazes de queimar todos os metais, e estas são chamadas de Nascidos da Bruma. 

Além dos Brumosos e dos Nascidos da Bruma, existem outras figuras estranhas e malignas nesse universo. Particularmente, eu amei os chamados ‘espectros das brumas’, criaturas que se escondem nas brumas e que constroem seus corpos dos restos mortais de qualquer coisa que encontrem pelo caminho. 

 Kelsier
                                   

Vin é a protagonista mais irritante que eu já conheci, e eu também não aceitei nadinha a existência de uma adolescente em uma alta fantasia. Por ser muito nova e por ter tido uma vida sofrida e de maus tratos, Vin passa o livro todo como uma pessoa desconfiada, e, como se não bastasse, ela incorpora o papel de criança mimada e enxerida excepcionalmente bem; confesso que quis abandonar o livro milhões de vezes só por causa dela.


Kelsier é responsável por ensinar a Vin não só sobre a Alomancia, mas também sobre amizade, confiança e lealdade, no entanto, minha opinião sobre ela continua igual mesmo depois de ter terminado o livro. Espero, em nome do senhor soberano, que essa personagem evolua nos próximos livros.

Sazed é um personagem que eu preciso destacar, o mistério das suas habilidades e a história sobre o seu próprio povo, alem de sua sagacidade e mente brilhante, o fazem ser de longe o melhor personagem do livro para mim.

Também amei Brisa e Ham, outros membros da gangue de Keksier. A lealdade e a amizade desse grupo é, sem dúvida, uma das maiores forças que compõe essa história.

 

“Tudo está mudando, Sazed, e não posso deter. 
Sazed sorriu afetuosamente.
– Então, senhora – ele disse em voz baixa –, simplesmente aproveite o que tem. O futuro a surpreenderá, creio.”


Vin

                                      
Mistborn não é uma leitura fácil, esse primeiro livro é praticamente um grande manual de estratégia. E a complexidade do sistema mágico, às vezes, torna difícil visualizar algumas cenas, principalmente as de lutas alomanticas, mas, é evidente e impressionante o poder de imaginação do Brandon. 

Apesar de todo o meu desgosto com a Vin - o principal motivo de não ter favoritado esse livro - eu gostei bastante do universo de Mistborn e a escrita do autor é, com certeza, uma obra prima da literatura. Toda a descrição do mundo e os diálogos sagazes e cheios de embates filosóficos são como a cereja do bolo; você fica preso nesse universo ímpar e sua curiosidade vai ganhando força a cada página. E devo dizer, que mesmo tendo visto o final do livro chegando eu ainda senti todo o seu impacto. 

Fico feliz em ter finalmente dado uma chance a esse autor que realmente criou algo novo e extraordinário.


“– A crença não é simplesmente uma coisa para os momentos felizes e os dias brilhantes, creio. O que é a crença, o que é a fé, se você não continuar com ela depois do fracasso?”

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