04 setembro 2020

Crítica Heartland




Heartland é, na verdade, uma série bem antiga de 2007, baseada nos livros de Lauren Brooke e que acabei descobrindo por acaso no catálogo da Netflix. 

A série conta a história das irmãs Amy e Lou, e do seu avó Jack. 

Após um acidente, onde a mãe das meninas - a filha de Jack - acaba morrendo, os três passam a lidar sozinhos com os altos e baixos da vida no rancho. 

Uma das principais mudanças após o acidente, é a volta de Lou para casa. Ela largou o emprego, o namorado e toda a vida que tinha construído em Nova York para ajudar na administração do rancho da família e isso acaba gerando alguns conflitos. E, enquanto a Lou tenta se restabelecer na nova rotina, Amy se esforça para dar continuidade ao legado da mãe como encantadora de cavalos, curando aqueles que estão feridos ou que sofreram algum tipo de trauma. 

Amy realmente herdou o dom de sua mãe que é o de ser capaz de intuir as necessidades dos cavalos. Mesmo sendo ainda uma adolescente, ela também tem grandes responsabilidades e uma alma sensível, além de claro, enfrentar seus próprios dramas adolescentes, principalmente, quando ela se apaixona pelo novo ajudante que chega à fazenda, Ty. 

Lou é a irmã mais velha, que perdeu a vida que tinha em Nova York e tenta recomeçar de outra maneira quando volta para a casa. Ela é uma mulher persistente, inteligente e que adora ter ideias - o que sempre deixa todo mundo maluco, mas que no final acabam dando muito certo. 

Jack é um homem que por baixo da sua fachada de durão, esconde uma alma doce. Ele é mesmo um fofo e meu personagem favorito. 

Mallory é uma vizinha e amiga da família, que te arrancará altas gargalhadas com sua língua solta e sua falta de filtro. 

Já o Ty, é alguém que passou por muita coisa após ser abandonado pelo pai, e que mesmo agora, ainda possui muitas questões que precisam ser resolvidas.

Mas, esses são apenas alguns personagens, pois a série traz um leque bem grande deles - recorrentes ou não - cada um com seus conflitos pessoais e sempre com uma lição para dar. 

Cada episodio da série traz um plot diferente que se resolve no mesmo episódio, e é uma série que retrata muito bem a cultura dos rodeios e dos rancheiros, além de trazer toda a beleza de uma série ambientada no Canadá. 

É uma história onde você se emociona com os dramas dos personagens e dos animais, principalmente se você também for apaixonado por cavalos como eu. Vemos muitas cenas de maus tratos, cavalos tão machucados fisíca e psicologicamente que é impossível não se comover e querer lutar por eles também. 

Minha única ressalva é o romance da Amy e do Ty; acho que não precisava de tanto chove e não molha entre aqueles dois, e o romance passou tempo demais andando em círculo (e isso levou exatamente 2 temporadas) mas no fim, foi fofo ver os dois finalmente se acertando.

Eu já vi duas temporadas e a gente se vicia mesmo rápido nessa série; chega o momento que é como se ela já fizesse parte da sua rotina. 

Meus dias não são os mesmos se eu não tiver minha dose de Heartland e não ver meus novos personagens favoritos na tela.

Heartland é um drama familiar onde é muito gostoso acompanhar  o crescimento dos personagens, e possuindo 13 temporadas, eu já imagino o quão maravilhoso será ver a transição deles para a fase adulta e os novos conflitos que surgirão nessa nova etapa.



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