19 agosto 2020

[Resenha] Amor(es) Verdadeiro(s) - Taylor Jenkins Reid

Emma Blair casou com seu namorado do colegial, Jesse, quando tinha vinte anos. Juntos, eles construíram uma vida diferente das expectativas de seus pais e das pessoas de sua cidade natal, Massachusetts. Sem perder nenhuma oportunidade de viver novas aventuras, eles viajam o mundo todo, curtindo a vida ao máximo.

Mas, em vez do tradicional "e viveram felizes para sempre", uma tragédia separa os dois, no dia do seu aniversário de um ano de casamento. O helicóptero com o qual Jesse sobrevoava o Pacífico desaparece e, simples assim, o amor da vida de Emma se vai para sempre.
Emma volta para sua cidade natal em uma tentativa de reconstruir a vida e, depois de anos de luto, reencontra um velho amigo, Sam, que lhe mostra ser, sim, possível se apaixonar novamente. E quando os dois ficam noivos? Emma sente que a vida lhe deu uma segunda chance de ser feliz.
Pelo menos é o que parece — até que Jesse é encontrado. Ele está vivo e tentou voltar para casa, para Emma, todos esses anos que passou desaparecido. Agora, com um marido e um noivo, Emma precisa descobrir quem ela é e o que quer, enquanto tenta proteger todos que ama.
Emma sabe que precisa escutar seu coração, ela só não tem certeza se sabe o que ele está querendo dizer.


Livro:  Amor(es) Verdadeiro(os) || Autor:  Taylor Jenkins Reid 
Tradutor: Alexandre Boide||Editora: Editora Paralela
Ano: 2020 || Assunto: Romance Contemporâneo
 Classificação:  5 estrelas || Resenhista: Karina

Não se deixe enganar por essa capa simples, e se você assim como eu não tem o costume de ler sinopses, se prepare para ser surpreendido logo nas primeiras páginas. Taylor Jenkins é a autora responsável por me fazer rever algumas certezas literárias que eu tinha, quem me conhece sabe que eu odeio triângulos amorosos, mas agora preciso reformular minhas afirmações, eu odeio triângulos amorosos que não são escritos pela Taylor Jenkins Reid; calma eu explico...
"Uma coisa é despedaçar o coração de alguém. Outra bem diferente é destruir o seu orgulho."

Vou tentar dizer, minimamente, o que esperar do plot para que a experiência de narrativa da Taylor te conquiste como me conquistou em todos os livros da autora que já li até hoje. Vamos acompanhar Emma, no momento atual da sua vida com 31 anos, mas temos bastantes flashes da sua adolescência, e nesse período vamos acompanhar como Emma acabou no auge da vida com dois grandes amores, mas espera aí, essa não é só uma história de uma pessoa que ama outras duas.

"Durante anos você ouviu as pessoas dizerem coisas como "Que a memória dele esteja com você." E você percebe que é justamente isso. Você está mais feliz por tê-lo conhecido do que triste por tê-lo perdido."


Essa é uma história sobre como crescer pode ser confuso, como as escolhas de vida podem ser desgastantes quando não correspondemos as expectativas da nossa família e o quanto é difícil perceber que nossas escolhas já não fazem mais sentido; é sobre o quanto precisamos ser corajosos para mudar e recomeçar tudo novamente. 

Apesar de ter uma narrativa focada no ponto de vista exclusivamente da Emma, a mágica de narração da Taylor faz com que todos os personagens sejam importantes na mesma medida, o circulo familiar de todos que rodeiam a Emma, por exemplo, por menor que seja a interação deles, nos dá a sensação de conhecê-los há muito tempo. 

Durante a leitura, e pós leitura também, prepara-se para se pegar pensando sobre quem você ama e consequentemente se questionar se: Será que você ama a pessoa ou a versão de quem você é quando está com  ela?
 

"Não parecia fácil, a ideia de me apaixonar por alguém de novo. Mas parecia possível."

Durante essa leitura, você vai se questionar sobre os caminhos que a vida te levou, sobre o fato de que se um dia você passar a amar um outro alguém não necessariamente significa que o primeiro não foi amado de verdade. Nossa personagem principal aqui em sua adolescência, foge com todas as suas forças do que os pais sonharam para ela um dia, até que a vida a obriga a olhar pra dentro de si e descobrir se aquele destino era realmente ruim.

Taylor Jenkins já lançou outros livros no Brasil, como o "Em outra vida talvez", "Daisy Jones and the six" e "Os sete maridos de Evelyn Hugo", e não há uma só história que não nos deixem com uma vontade de nos tornarmos alguém melhor, alguém mais sincero (sincero com nosso próprio eu). Terminei o livro na esperança de que seja publicado tudo e qualquer coisa que ela decidir lançar.

Essa é uma leitura fácil de se fazer em um dia, mas você passará longos outros dias pensando no "e se isso acontecesse comigo?" e, obviamente, também iremos ficar mal acostumados com personagens perfeitos e decepcionados por eles não existirem  na vida real.

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2 comentários :

  1. Karina!
    Leitura de um dia que nos faz refletir por muito tempo, é bem interessante.
    Tão bom ler uma história que nos envolove, não é?
    Deve ser bem angustiante…
    Realmente a autora trouxe uma situação da vida real e o que mais gostei, foi o fato de poder mostrar a dualidade e todos os sentimentos pelos quais a protagonista teve de passar e após ter consigo superar a korte do marido. Deve ter sido bem difícil para ela, tomar uma decisão e como falou, alguém saiu decepcionado do problema.
    cheirinho
    Rudy

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  2. Olá! Nossa, essa é a primeira resenha que vejo desse livro, já tinha ficado bem interessada em ler só pela sinopse, agora então essa sua resenha me deixou super curiosa em conferi tudo que foi tido aqui. Bjs

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