13 outubro 2020

[Resenha] Tato, o gato - Rob Scotton

O primeiro dia de aula geralmente é um dia de nervosismo para todas as crianças. Por que não o seria também para os gatos? No livro de Rob Scotton, Tato é um gatinho felpudo prestes a enfrentar seus primeiros desafios numa escola. E, por isso, sua cauda se enrola de preocupação! Ele tem medo de não fazer amigo algum. Para minimizar sua ansiedade, ele decide levar seu pequeno rato de estimação, Souza, dentro da lancheira e acaba criando uma tremenda confusão quando a turma descobre a presença dele na sala de aula. Autor de "Rodolfo, o carneiro", sucesso entre os pequenos, o ilustrador e escritor britânico Rob Scotton cativa o leitor com a história de Tato, contando a sua aventura em frases curtas e desenhos cheios de vida que escondem surpresas engraçadas nos detalhes. O livro transpõe situações do cotidiano das crianças para o universo felino com graça e leveza. E as ilustrações por si só já provocam risos. No quarto de Tato, por exemplo, há uma estante de livros com títulos como Eu amo peixe e Cães são de Marte, gatos são de Vênus. Depois de utilizar-se de várias artimanhas para evitar o desafio, Tato não consegue escapar e é levado pela mãe à Escola de Gatos. Lá, a professora, Dona Fracotinha -  ensinará que gatos são bichos espertos e rápidos, mas também que são caçadores de ratos. A informação deixará Tato confuso, já que seu melhor amigo é o rato Souza. Qual será, então, o destino do pequeno rato numa escola repleta de caçadores? Apesar da confusão, com o carinho de sua mãe, o apoio do amigo Souza e uma forcinha de sua professora e seus novos amigos, ele acaba tendo um dia muito divertido. E, no dia seguinte, ao acordar para mais um dia de aula, sua cauda se enrola de animação!


Livro:  Tato, o gato|| Autor: Rob Scotton
Ano: 2010||  Editora: Rocco Pequenos Leitores|| Gênero: Infantil
Tradução: Elvira Vigna||Classificação:   5 estrelas || Resenhista: Sheila

Com ilustrações lindas, esse livro trabalha diversos temas que as crianças passam ou podem passar em seu dia-a-dia. 

O livro começa com o primeiro dia na escola de Tato que é um gato e seus medos e como ele tenta atrasar de todas as formas sua ida a escola, por fim, vendo que não vai ter jeito, coloca seu melhor amigo na lancheira, o Souza, um ratinho. 

Ao chegar na escola, Tato descobre um mundo novo cheio de amigos e uma professora que se importa, mas que ensina que: gatos sobem em árvores, bebem leite e caçam ratos, como se isso fosse uma força que não poderia ser mudada. Tato questiona, não consegue entender porque os gatos devem caçar os ratos... a professora não consegue explicar e eles seguem para a hora do lanche, e aí acontece um escândalo na hora que abre a lancheira, os outros gatinhos veem Souza, o ratinho, e fazem o que foram treinados a fazerem, caçar ratos. 

Souza é esperto e faz o que os ratos fazem, corre ligeiro. 

Tato tenta interromper os amiguinhos mas não consegue, somente a professora, Dona Fracotinha, os interrompe anunciando que no recreio terá leite, só que para tristeza dos gatinhos, a porta da despensa não abre. Tato então conversa com Souza que concorda e entra por um buraquinho e abre a porta da despensa e todos podem beber o leite. 

A professora então escreve no quadro que gatos não caçam ratos e reforça que estereótipos e preconceitos podem e devem ser vencidos. 

Para finalizar, no dia seguinte Tato acorda super animado para a aula, sem medo nenhum da escola. 


Aqui, muitas situações são excelente para conversarmos com as crianças. A primeira é o medo de ir a escola. A segunda é que amigos podem ser diferentes de nós e a terceira e mais importante, é que não devemos aceitar tudo e que podemos questionar e mudar as coisas para melhor. 

Este foi um dos livros preferidos da minha filha na faixa de 6 a 8 anos e pasmem, até hoje aos 16 anos dela, ele segue aqui conosco e quando ela está doente ainda pede para eu ler, muito se deve porque, modéstia à parte,  faço uma voz ótima para o Tato e os gatinhos e ela adora minhas interpretações.

Esse é o tipo de livro que permite isso, você consegue dar entonação e criar vozes formando um vinculo afetivo com sua criança, ao ponto de quando se sentir mal, mesmo que grande, ela peça para você lê-lo porque se sente aconchegada amada e feliz.


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