02 junho 2020

Sobre o movimento #Black Lives Matter


Olá leitores, 

Vim hoje falar do movimento Black Lives Matter. Nós, como leitores, temos as ferramentas para entender, explicar, dialogar e tudo isso com argumentos válidos. Nós, como pessoas que desejam difundir a leitura e a cultura, temos a obrigação de incentivar e ajudar as pessoas a compreenderem o estado atual das coisas com base em conhecimento. E é isso que quero fazer hoje. Quero explicar o movimento para quem não conhece, e indicar algumas leituras. 

O que é o Black Lives Matter? (Wikipedia)

o Black Lives Matter (As Vidas Negras Importam) é um movimento ativista internacional, com origem na comunidade Afro-americana, que campanha contra a violência direcionada as pessoas negras. BLM regularmente organiza protestos em torno da morte de negros causada por policiais, e questões mais amplas de discriminação racial, brutalidade policial, e a desigualdade racial no sistema de justiça criminal dos Estados Unidos.

Em 2013, o movimento começou, com o uso da hashtag #BlackLivesMatter em mídias sociais, após a absolvição de George Zimmerman na morte a tiros do adolescente afro-americano Trayvon Martin. O movimento tornou-se reconhecido nacionalmente por suas manifestações de rua após a morte, em 2014, de dois afro-americanos: Michael Brown, resultando em protestos e distúrbios em Ferguson, e Eric Garner na cidade de Nova York.

Desde os protestos de Ferguson, os participantes do movimento têm se manifestado contra a morte de numerosos outros afro-americanos por ações policiais ou enquanto sob custódia da polícia, incluindo: Tamir Rice, Eric Harris, Walter Scott, Jonathan Ferrell, Sandra Branda, Samuel DuBose, e Freddie Gray, o que levou a protestos e tumultos em Baltimore. No verão de 2015 (meio do ano), Black Lives Matter começou a questionar publicamente os políticos—incluindo os candidatos à eleição presidencial nos Estados Unidos de 2016—para declararem suas posições nas questões do BLM. O movimento no geral, entretanto, é uma rede descentralizada e não tem nenhuma hierarquia ou estrutura formal.

Em 2016 o movimento, que começou nos Estados Unidos, chegou a países como Brasil, África do Sul e Austrália, onde ativistas tomaram as ruas e as redes sociais em solidariedade às vítimas da violência policial. Eles adotaram o grito de guerra “Black Lives Matter” (Vidas Negras Importam) para amplificar suas lutas em seus próprios países e para apontar o que consideram uma abordagem hipócrita da imprensa e do governo.

Em 25 de maio de 2020, George Floyd, um homem afro-americano morreu depois que o policial Derek Chauvin de Minneapolis se ajoelhou no pescoço de Floyd por pelo menos sete minutos, enquanto ele estava algemado e deitado de bruços na estrada. A partir do dia 26 de maio os protestos começaram na comunidade de Minnesota, e se expandiu com o apoio do movimento BLM. E também para todos os cantos do mundo, inclusive aqui no Brasil.

Esse é o panorama do movimento. Mas no site deles, https://blacklivesmatter.com/, eles englobam muito mais do que pessoas negras. 


Confira o que está no site deles:

"Nós somos expansivos. Somos um coletivo de libertadores que acreditam em um movimento inclusivo e espaçoso. Também acreditamos que, para ganhar e trazer tantas pessoas conosco ao longo do caminho, devemos ir além do estreito nacionalismo que é predominante nas comunidades negras. Devemos garantir que estamos construindo um movimento que nos traga à frente.
Afirmamos a vida de pessoas negras e trans negras, pessoas com deficiência, pessoas sem documentos, pessoas com registros, mulheres e todas as vidas negras ao longo do espectro de gênero. Nossa rede centraliza aqueles que foram marginalizados dentro dos movimentos de libertação dos negros.
Estamos trabalhando para um mundo onde as vidas negras não são mais sistematicamente alvo de morte.
Afirmamos nossa humanidade , nossas contribuições para essa sociedade e nossa resiliência diante da opressão mortal.
O chamado para que as vidas negras importem é um grito de guerra para TODAS as vidas negras que lutam pela libertação."

Acho que deu para entender um pouco mais do movimento e das ações que estamos presenciando no momento e que estará escrito na história daqui há alguns anos. 

É importante ter o conhecimento para opinar e não apenas seguir o que as pessoas postam ou falam. É importante que quando você for confrontado, ou que tenha que se levantar para defender alguém, você possa ter as ferramentas para isso. Que você possa sempre aprender e evoluir como pessoa. E por isso os livros são tão importantes, cada um deles, independente do gênero te ensinam algo a mais através do conhecimento e da empatia. Que cada vez, as pessoas possam se expressar e serem elas mesmas. 

"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar." - Nelson Mandela



Agora quero indicar alguns livros para vocês:

-  Na Hora da Virada - Angie Thomas
- O Ódio que você semeia - Angie Thomas
- Todos os livros da Chimamanda Ngozi Adichie, temos algumas resenhas aqui : Americanah
- Pequeno Manual Antirracista - Djamila Ribeiro
- Não basta não ser racista, Sejamos antirracistas - Robin Diangelo (livro novo da Faro, resenha em breve)
- Um Casamento Americano - Tayari Jones




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