05 junho 2020

[Resenha] Cidade de Bronze - Daevabad, 01 - S. A. Chakraborty

Cuidado com o que você deseja...
Nahri nunca acreditou em magia. Golpista de talento inigualável, sabe que a leitura de mãos, zars e curas são apenas truques, habilidades aprendidas para entreter nobres Otomanos e sobreviver nas ruas do Cairo.
Mas quando acidentalmente convoca Dara, um poderoso guerreiro djinn, durante um de seus esquemas, precisa lidar com um mundo mágico que acreditava existir apenas em histórias: para além das areias quentes e rios repletos de criaturas de fogo e água, de ruínas de uma magnífica civilização e de montanhas onde os falcões não são o que parecem, esconde-se a lendária Cidade de Bronze, à qual Nahri está misteriosamente ligada.
Atrás de seus muros imponentes e dos seis portões das tribos djinns, fervilham ressentimentos antigos. E quando Nahri decide adentrar este mundo, sua chegada ameaça recomeçar uma antiga guerra.
Ignorando advertências sobre pessoas traiçoeiras que a cercam, Nahri embarca em uma amizade hesitante com Alizayd, um príncipe idealista que sonha em revolucionar o regime corrupto de seu pai. Cedo demais, ela aprende que o verdadeiro poder é feroz e brutal, que nem a magia poderá protegê-la da perigosa teia de intrigas da corte e que mesmo os esquemas mais inteligentes podem ter consequências mortais.

Livro: Cidade de Bronze  || Série: Daevabad 01||  Autor: S. A. Chakraborty
Editora:  Morro Branco || Ano: 2018 ||  Gênero:  Fantasia, 
 Classificação:  4 estrelas ||  Resenhista: Daiana

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Tivemos no mês passado o anúncio maravilhoso de que a Netflix vai adaptar A Cidade de Bronze, uma fantasia incrível.
Tem como ficar mais feliz?

Nahri, nossa protagonista, é uma garota orfã que não acredita em magia, e também uma golpista e ladra talentosa. Ela engana os otomanos com suas leituras de mãos e seu serviços de curandeira. 

Apenas sobrevivendo nas ruas do Cairo, e em meio ao conflito do Egito com o exercito francês, Nahri deseja apenas ter dinheiro suficiente para aprender medicina, pois ela tem o dom de detectar e curar doenças. Mas o que acontece, é que acidentalmente em um dos seus rituais sagrados falsos, ela acaba convocando um guerreiro Djin, e todo o mundo mágico em que ela não acredita se revela bem diante dos seus olhos.

Logo depois de ser salva pelo djin de um ataque de ifrits no ritual, Nahri fica sabendo por ele sobre a sua verdadeira descendência, e também que os ifrits não desistirão de tentar levar Nahri para onde quer que eles estivessem planejando levá-la. Então, depois de o djin que se chama Dara ser aconselhado por um Peri, Nahri segue com ele atravessando o deserto, rumo a Cidade de Bronze, onde nenhum ifrit poderá passar pelo véu, e a cidade a qual Nahri está misteriosamente ligada. 

Depois de conseguirem finalmente atravessar o deserto, Nahri e Dara chegam a cidade de Bronze, e não demora para os caminhos de Dara e Nahri cruzarem com o do príncipe Alysad al Qahtani, e tudo o que Dara espera, é que família Qahtani acredite na palavra de Nahri, uma menina de aparência humana perdida e cuja vida se tornou sua responsabilidade.



Quem não compraria essa edição só pela capa? Comigo não foi diferente, mas depois de ler a sinopse, eu a compraria do mesmo jeito. 

Todo o mundo mágico aqui é complexo e impressionante, repleto de ação e seres míticos curiosos, e cada detalhe desse livro só faz com que você se encante ainda mais por essa fantasia exuberante que se passa no século XVIII do oriente médio.

Temos aqui uma protagonista forte e corajosa, um jovem príncipe idealista, e um Djin ancestral poderoso e com um passado misterioso; exatamente todas as coisas que os amantes de fantasia gostam. 

Nahri é uma protagonista determinada, mas que não sabe nada sobre o seu passado, de onde veio ou quem ela realmente é, e um dos seus maiores desejos é desvendar todo esse mistério sobre si mesma, e Dara é responsável por oferecer uma luz para ela nessa questão. Não só durante a travessia dos dois no deserto, mas durante toda a estadia deles na Cidade de Bronze, muitos segredos são revelados. E é um tiro atrás do outro.

O livro traz duas perspectivas diferentes, do Ali e da Nahri. E a trama segue com suas narrações alternadas. 

Os capítulos do Ali não funcionaram muito bem para mim. Achei o personagem muito ingênuo, e na maior parte do tempo, tedioso; eu detestava de verdade passar muito tempo com ele. E mesmo que na segunda parte do livro seus capítulos tenham alcançado um timing melhor, ainda assim, eu preferiria que ele não fosse um dos narradores. Mas, um passarinho me contou que eu serei recompensada no segundo livro com capítulos narrados pelo Dara (suspiros).

Mesmo que eu não tenha gostado muito do Ali - tudo indica que esse personagem irá melhorar no próximo livro- , isso não tirou a magia do livro em si, pois a Chakraborty nos encanta com suas descrições dos costumes, história, folclore e da religião islâmica. Toda a ambientação do livro é apaixonante, a escrita da autora realmente te hipnotiza; é como se você realmente estivesse vivendo no oriente médio. Eu quase consegui sentir o cheiro das especiarias do mercado de Daevabad.

E falando na Cidade de Bronze, ela é uma cidade protegida por magia localizada no meio do deserto. Existem muitos conflitos e uma divisão entre as tribos na cidade e isso resulta em muitas intrigas políticas, o que acaba se tornando um dos pontos importantes da história. Há muitas coisas acontecendo, como tráfico de pessoas, abusos, além de ficar bem claro a dificuldade que existe nas pessoas de Daevabad em aceitarem as diferenças um dos outros. Por conta disso, teremos muitos momentos de fogo no parquinho por aqui. 

Diante de uma escrita tão afiada e da beleza que encontramos em suas páginas, foi realmente difícil acreditar que este é o livro de estreia da S. A. Chakraborty. 

A Cidade de Bronze é realmente uma história surpreendente e com uma ambientação incrível, e eu mal posso esperar para voltar a esse mundo e continuar essa jornada. 

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3 comentários :

  1. Daiana!
    Bom ver que o livro traz vários pontos de vista, porque assim podemos ter uma visão mais panarâmica de todo enredo.
    Nunca li nenhum livro que traz a mitologia árabe, curiosa por saber como tudo acontece no Islã.
    cheirinhos
    Rudy

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  2. Olá! Tenho esse livro, porem ainda não li, curto muito fantasia, e também a cultura do oriente médio, essa sua resenha agora me deixou bastante curiosa em conferi essa história, deu até vontade de passa ele na frente da minha fila enorme de leitura. Bjs

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  3. Não faz muitos anos que fantasia era um dos meus gêneros literários favoritos, mas faz muito tempo que não leio o gênero, então não sei o que esperar muito quando fizer alguma leitura.
    Adorei que o livro traz uma boa aventura e um pouco sobre os costumes e tradições de uma cultura totalmente diferente da nossa (gosto quando um livro proporciona isso). Espero que o próximo livro seja ainda melhor.

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