20 maio 2020

[RESENHA] Uma Promessa e Nada Mais - Clube dos Sobreviventes 05 - Mary Balogh


Ralph Stockwood sempre se orgulhou de ser um líder nato. Mas, quando convenceu os amigos a lutarem com ele nas Guerras Napoleônicas, nunca imaginou que seria o único sobrevivente.
Mesmo atormentado pela culpa, Ralph precisa seguir em frente, arranjar uma esposa e garantir um herdeiro para seu título e sua fortuna.
Desde que a participação de Chloe Muirhead na temporada de Londres terminou de forma desastrosa, ela aceitou a possibilidade de ser, para sempre, uma solteirona. Para escapar da própria família, a moça se refugia na casa da madrinha de sua mãe. Lá, conhece Ralph.
Ele precisa de uma esposa. Ela não acharia ruim encontrar um marido. Então Chloe sugere que os dois se casem, por conveniência. A condição é uma só: Ralph precisa prometer que nunca a levará de volta a Londres.
Mas, de uma hora para outra, as circunstâncias mudam. E logo fica claro que, para Ralph, o acordo foi apenas uma promessa e nada mais...


  Livro: Uma Promessa e Nada Mais
Série: Clube dos Sobreviventes # 5 ||Autor: Mary Balogh
Ano: 2020||  Editora: Arqueiro|| Gênero: Romance de época/Ficção
Classificação: 4 estrelas || Resenhista: Luci

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A saga do Clube dos Sobreviventes continua, e desta vez temos a história de Ralph Stockwood, conde de Berwick. Como qualquer nobre de sua idade, e ainda prestes a herdar o título de duque com a morte iminente de seu avô, que se encontra com a saúde fragilizada, é pressionado, cada vez mais, a buscar uma esposa, estabelecer-se a garantir o herdeiro que o título pede.

No entanto, o jovem conde não se considera apto a casar e compartilhar sua vida com alguém, nem no momento, ou em um futuro, seja ele próximo ou distante. Desde que presenciou a morte de seus melhores amigos no campo de batalha, Ralph carrega o fardo pesado da culpa, pois acredita que, pelos seus ideais, levou os jovens amigos direto para a morte. Assim, ele se encontra vazio de sentimentos e teme não ser capaz de nutrir sequer a mínima empatia pela mulher com quem pudesse casar, pela simples obrigação de gerar um herdeiro para o título. Mas a dama de companhia de sua avó lhe faz uma ousada proposta.

Aos 27 anos, Chloe Muirhead sabe que não está mais no mercado matrimonial. Luto, escândalos familiares e segredos revelados a deixaram bem longe de ser considerada elegível para o matrimônio. E quando alguns segredos a perseguem, ela toma a atitude de isolar-se no campo, como dama de companhia de uma idosa duquesa, que foi grande amiga da sua avó. Porém, o desejo de formar uma família continua bem forte dentro dela, e quando ela descobre que o futuro Duque de Worthingham precisa se casar, ela decide ousadamente fazer-lhe uma proposta de casamento. Sem laços emocionais, apenas com o objetivo de criarem uma família para satisfazer a necessidade dos dois.

Posso lhe dar um sobrenome com tudo o que ele implica no presente e promete para o futuro e posso oferecer segurança, respeitabilidade e proteção. Posso lhe dar um lar e filhos. (...) Contudo, não lhe darei amor nem romance, nem mesmo uma afeição fingida que não sinto. Mas me comprometo a demonstrar respeito e cortesia constantes.

Com promessas seladas, iniciam esse frio acordo entre si. Mas, sutilmente, a convivência entre os dois vai mudando isso. Toques impessoais, que antes tinha a finalidade de um sexo rápido para terem filhos, passam a ter mais calor e intensidade; a obrigação de se deitarem na mesma cama passa a ser substituída pela necessidade de sentirem um ao outro. E à medida que se desvendam e conhecem mais a personalidade um do outro, solidifica uma dependência pela presença do outro em suas vidas.

E o que seria apenas uma promessa de um matrimônio sem vida, vai tornando em algo mais, que os dois precisam compreender para buscar a felicidade.



Acho que o que caracteriza essa série de romances de Mary Balogh é justamente o encontro de pessoas que precisam se curar emocionalmente. E isso fica bem evidente nesse livro.

Temos dois personagens com marcas emocionais que nunca tiveram chance de enfrentá-las, para poder viver plenamente. A união dos dois é o ponto de partida para isso, pois mesmo em um relacionamento que se pretendia ser frio, impessoal, vai tomando formas mais intensas à medida que um descobre que pode ser o apoio do outro e, com isso, criar laços mais profundos que os fortalecem para enfrentar as dificuldades que os fazem se recolher tanto dentro de si.

Um dos maiores pontos positivos desse livro foi como a autora construiu essa relação: foi lento, gradual, explorando os sentimentos de ambos os personagens. O leitor pode acompanhar cada nuance, cada transformação na evolução dos protagonistas. E isso deixou a história bem estruturada, com aquele típico final que nos deixa com a expectativa de virar a página e ver que realmente não acabou, pois queremos ficar mais um pouco na companhia de Ralph e Choe. E ainda deixa a mensagem que dores emocionais são curáveis, e o remédio está dentro de nós mesmos.

Mary Balogh, como sempre, nos contempla com uma narrativa cheia de detalhes e sentimentos - sem ser maçante - muito minuciosa ao explorar sentimentos e ações, o que faz o leitor acompanhar com detalhe o desenrolar da história. Os personagens secundários também são bem desenvolvidos, o que dá uma dinâmica bem maior ao romance.

Enfim, mais um livro da série que, para mim, está sendo apaixonante acompanhar, Por isso, aguardo ansiosa o próximo.


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3 comentários :

  1. Lucilene!
    Tão bom quando uma autora consegue construir uma relação entre os protagonistas aos poucos, mostrando a profundidade que as dores passadas podem construir um novo relacionamento e a contento.
    Quero muito ler.
    cheirinhos
    Rudy

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  2. Olá! Já li todos os livros dessa série que foram lançados aqui, também estou achando apaixonante, mega curiosa em ler o próximo livro. Bjs

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  3. Quando que um casamento por conveniência fica só na conveniência mesmo!?? Pois é, não vi isso até agora haha
    Quero ler essa série já faz um tempinho, gostei bastante da temática dos livros, mas vou esperar para ver se a editora vai lançar os próximos.

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