16 abril 2020

[RESENHA] A Dama mais Apaixonada: 2 - Julia Quinn, Eloisa James e Connie Brockway



Entre no mundo cintilante do período da Regência e prepare-se para ter seus corações aquecidos por Julia Quinn, Eloisa James e Connie Brockway... Durante sua peregrinação anual de Natal à Escócia, para visitar seu tio idoso em seu decrépito castelo, o Conde de Rocheforte e seu primo, Conde de Oakley, recebem presentes únicos: seu tio invadiu a festa de Natal de um lorde inglês - Lorde Bretton - e sequestrou quatro adoráveis mulheres para seus herdeiros escolherem... O castelo fica isolado devido à nevasca e as horas se tornam dias, as intenções mais honrosas revelam tentações tão surpreendentes quanto irresistíveis.






    Livro:  A Dama mais Apaixonada #2
Autoras: Julia Quinn, Eloisa James e Connie Brockway
Ano: 2019||  Editora: Arqueiro|| Gênero:Romance de época/ficção
Classificação: 4 estrelas || Resenhista: Luci

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Taran Ferguson é um velho escocês que está determinado a ver seus dois sobrinhos muito bem casados, e assim garantir que a sua herança seja muito bem cuidada. Para ele, para que isso ocorra, nada mais prático do que sequestrar moças adequadas, com bons dotes, durante uma noite em que o tempo dá sinais de que não melhorará tão cedo e, assim, fazer com que todos fiquem presos no seu castelo enquanto os rituais de conquista de concretizem.

Como toda decisão tomada no ímpeto de uma bebedeira, claro que esse plano tem falhas. Por isso não é nada surpreendente que, junto às moças escolhidas, seus homens e ele tenham sequestrado por engano um poderoso duque, uma jovem de péssima reputação e outra que não possui nenhuma riqueza. 

E assim conhecemos Catriona, na história escrita por Julia Quinn, jovem de gênio forte, mas sem nenhum dote, que se vê obrigada, assim como as outras, a ficar confinada no castelo por causa do tempo ruim. Ela acaba despertando o interesse do Duque de Bretton, mas não alimenta a esperança de ficar com ele, pois pertencem a classes sociais completamente diferentes. Só que o duque, longe de ser um esnobe arrogante em questões de amor, fica determinado a conquistá-la. Afinal, estão presos dentro de um castelo, há tempo de sobra para convencer Catriona que não há obstáculos quando se quer viver um grande amor.

Na segunda história, escrita por Eloisa James, temos o casal que, confesso, mais amei: Fiona Chisholm  e Byron Wotton, Conde de Oakley. Fiona já foi noiva, e por uma atitude impensada do seu noivo, que veio a falecer, ela teve sua reputação manchada, por isso sendo condenada a viver sem a perspectiva de um casamento. Não que isso a incomode, pois sua mãe lhe deixou como herança uma imensa fortuna, e assim ela pode viver tranquilamente, sem esperar que um homem venha a pedir sua mão. Quanto a Byron, ele acabou de sair de um noivado frustrado: sua noiva o traiu com o professor de dança. Assim, ele busca uma mulher que não desonre o nome da sua família, que tenha, acima de tudo, uma moral inabalável. Mas, vai se apaixonar justamente por Fiona, a mais mal falada das terras escocesas.

E Connie Brockway nos apresenta a história de Robin e Cecily. Ele, um conde pobre com uma fama de conquistador; ela, uma rica herdeira que tem vários pedidos de casamento, podendo escolher qualquer um. Mas ela quer Robin, que evita encorajar seus sentimentos por ele, afinal, não tem nada a lhe oferecer. Porém, Cecily é do tipo determinada a ter o que quer, e se preciso for, ela vai seduzir o famoso sedutor, para que os dois possam viver livremente os sentimentos que sentem um pelo outro.



Como se tratam de histórias bem curtas, a leitura é muito rápida, tudo acontece em um ritmo bem dinâmico e leve. Os amores são instantâneos e a culminância acontece sem muitas delongas, pois os conflitos são bem resolvidos. As três autoras desenvolveram as histórias de forma bem fluída, tanto que o leitor tem a impressão de que uma única pessoa as escreveu. 

Gostei muito da forma como as autoras desenvolveram os personagens, como a dinâmica das histórias foram construídas, de forma a ter uma continuidade perfeita, sem passagens abruptas de uma para outra. Os diálogos espirituosos, os momentos de humor muito bem colocados e os de paixão vividos pelos casais foram pontos que merecem se destacados, por terem sido muito bem escritos.

Esse livro é ideal para quem quer histórias leves, do tipo que se lê em tardes preguiçosas, tendo como bônus escritoras maravilhosas, que sempre contemplam o leitor com personagens engraçados, envolventes e muito cativantes.

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4 comentários :

  1. Lucilene!
    Realmente bem interessante ver que os casais se formaram tão rapidamente e tudo deu certo, até para a tal Marília, mas... ficou a curiosidade por saber quem ficou com quem, porque ficaram juntos e quem finalmente Marília conseguiu fisgar, mesmo que seja difícil de acreditar.
    cheirinhos
    Rudy

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  2. Olá!
    Eu quero muito ler esse livro e ver essa trama que as autoras criaram. Tem uma boa premissa e espero gosta.

    Meu blog:
    Tempos Literários

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Eu li o segundo livro da duologia e achei horrível. É estranho como três autoras podem fazer uma obra tão fantástica como a acima citada e logo em seguida fazer algo tão estranho.
    Acho que já li a dama mais apaixonada pelo menos umas três vezes porque a leitura é realmente muito gostosa e fluída, e por vezes a única diferença que vemos na escrita é justamente a perspectiva que uma autora tem do personagem da outra — o que não é estranho para quem vai escrever em conjunto.
    Minha única crítica vai justamente para o casal de Fiona e Oakley, já que a autora parece demorar um pouco mais a "engatar" no que ela pretendia transmitir, como se não soubesse como chegar no ponto que imaginou, e isso se transmite no modo com que ela apresenta a personagem da Fiona e suas interações com Oakley até a chegada do clímax e fechamento de ambos. Cecile e Robin ainda são meus favoritos nesse ponto, de todos os casais, acho que tiveram a melhor execução. Catriona e Bretton são encantadores na sua evolução, Bretton inclusive arranca umas boas risadas, mas céus, *spoiler!!!* o que foi aquele beijo repentino na lareira? Ainda acho difícil de engolir, haha, tão repentino que foi. (Lembrou o beijo sem sal do Capitão América e da Sharon, haha, affs xD). Teria sido melhor ter aguardado até o último instante do que ter jogado os dois um para cima do outro daquele jeito. *spoiler down*
    Ainda assim, são todas personagens igualmente cativantes e que até conseguem arrancar boas risadas de vez em quando. Palmas para a Marilla que não somente é a melhor personagem (e eu disse o que eu disse 😆😆 pronto, falei), como também serve de gatilho para que todos os demais personagens se movimentem dentro da história sem precisar incorrer no papel de vilã ordinária. Ela é a antagonista do livro, sim, até certo ponto, mas não é e nem precisa ser odiada pelas outras, como muitas vezes vemos retratados em outros livros. Há certas críticas de cunho social que poderiam ser feitas aqui, mas são perdoáveis porque, no fundo, sabemos que foi ela quem mais aproveitou a viagem... Do princípio ao casamento. ;)

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