26 abril 2020

[Resenha] A Cova da Minha Irmã - Robert Dugoni


"Eles achavam que tudo tinha sido enterrado no passado. Até que os ossos apareceram… Tracy Crosswhite passou vinte anos questionando os fatos em torno do desaparecimento de sua irmã Sarah e do julgamento por assassinato, logo em seguida. Ela não acredita que Edmund House - um estuprador convicto e o homem acusado pelo assassinato de Sarah - seja o culpado. Motivada pela oportunidade de obter justiça de verdade, Tracy tornou-se uma detetive de homicídios da polícia de Seattle e dedicou sua vida para encontrar assassinos. Quando os restos mortais de Sarah são finalmente descobertos perto da sua cidade natal, Tracy está determinada a obter as respostas que sempre buscou. Enquanto procura pelo verdadeiro assassino, ela desvenda segredos obscuros, guardados há muito tempo, que mudarão para sempre sua relação com o passado - e abrem a porta para um perigo mortal. "
"Um dos melhores livros que vou ler este ano."" - Lisa Gardner, autora de Bem atrás de você e A garota desaparecida"

Livro: A Cova da Minha Irmã|| SérieTracy Crosswhite #1 || AutoraRobert Dugoni
Editora: Editora Pausa || Classificação:  4 estrelas || Resenhistas: Luiza
 Ano: 2020 || Gênero:  Suspense, Thriller, Policial


Tracy Crosswhite perdeu sua irmã Sarah há 20 anos. Sarah e Tracy eram muito unidas. Melhores amigas, dividiam tudo, não se desgrudavam.

Vinte anos atrás, em uma noite fatídica, a vida mudou completamente. As duas tinham acabado de participar de uma competição de tiro, quando Sarah, que tinha apenas dezoito anos, decidiu voltar sozinha para casa, pois Tracy iria jantar com o namorado. Só que Sarah não chegou em casa e nunca mais foi vista.

A vida de Tracy deu uma guinada. Ela nunca se perdoou por ter deixado a irmã voltar sozinha, sempre se culpou por sua morte. E isso não diminuiu vinte anos depois. A dor é intensa, ela se lembra todos os dias de Sarah e por isso renunciou ao seu sonho de ser professora para se tornar uma detetive de homicídios.

Na época do desaparecimento da irmã, um estuprador que já havia sido preso, Edmund House, foi condenado pelo assassinato de Sarah, em grande parte com evidências circunstanciais e também no testemunho do xerife local, que alegou que House confessou ter matado Sarah, mesmo sem existir nenhum tipo de prova ou testemunha para confirmar essa confissão.

Tracy nunca acreditou nisso. Ela sempre soube que havia algo muito errado com esse caso, e continuou investigando por si própria. Sabia que a justiça não havia sido feita, só não tinha como provar.

Até que são descobertos restos humanos nos arredores da cidade por dois caçadores, em uma área que antes havia um lago. Isso levanta ainda mais questões sobre o caso contra Edmund e faz com que Tracy fique ainda mais determinada em desvendar realmente o assassinato de sua irmã. O que ela não esperava é que muitas pessoas da pequena cidade em que cresceu começassem a se mover contra ela. Com certeza há muito mais sobre esse caso do que parece...

Toda essa reviravolta pode ajudar Tracy a finalmente alcançar a paz com a morte da irmã, mas o que ela não imagina é que outra vida pode estar em risco naquele momento: a dela própria. Obviamente há muitas pessoas que não querem que ela mexa nesse vespeiro, e isso torna tudo ainda mais perigoso. 

Para saber o desfecho dessa história eletrizante, leia A Cova da Minha Irmã.
“Às vezes, é melhor que nossas perguntas não tenham respostas.”


Que livro foi esse?!?!?! Eu simplesmente não conseguia largar. Que thriller de respeito!

A história começa com o descobrimento de restos humanos que acabam por ser da Sarah. A partir daí se desenrola a história de Tracy tentando reabrir o caso e tem muitos flashbacks que ajudam a entender tudo.

O livro é narrado em terceira pessoa, dividido em duas partes. A parte um começa com a descobertas dos restos mortais de Sarah, com muitos flashbacks do passado, da infância das meninas e o desaparecimento. A parte dois, melhor nem comentar porque senão estraga boa parte do mistério. E que mistério!!!!
“Café?
— Não, obrigada. Estou tentando diminuir.
— Pensei que café fosse um pré-requisito para ser policial.
— Rosquinhas é que são. O que os advogados comem?
— Um ao outro.”
Eu gostei bastante dos personagens, mesmo dos vilões, houve uma boa construção da história e todos se encaixaram muito bem. Não achei que tenha havido partes desnecessárias que atrasam a leitura, no geral o andamento da história foi muito bom e em determinado ponto é impossível largar o livro. Me fiz várias perguntas ao longo do livro e achei bastante divertido ficar o tempo todo procurando respostas. Eu amo esses thrillers que me deixam mais e mais curiosa. Confesso que teve sim algumas partes previsíveis, mas nada que estragasse a grande revelação.

Sinceramente, meu primeiro pensamento foi - para que mexer nessa história minha filha?!?! Com certeza, a Tracy deveria ter feito isso, mas era impossível largar todo esse sentimento relacionado ao passado. É uma detetive bastante obstinada e teve muitos avisos para largar o caso. Mas fez o contrário e pediu ajuda, cobrou favores, fez de tudo para retomar as investigações. E quando consegue - ela é incansável. Se todos detetives fossem assim, eu teria pena dos criminosos.

A cidade delas é daquelas que todo mundo se conhece e não se pode confiar em absolutamente ninguém. Criei várias e várias teorias, achava que o assassino era um, depois outro, cheguei a pensar que a própria Tracy estava meio doida com isso tudo na cabeça. Se tem um thriller que me pegou nos últimos tempos, foi esse.

Mas esse livro não foi apenas sobre o mistério. Em muitas partes pudemos perceber a profundidade do relacionamento entre as irmãs, e a conexão que elas tinham. Impossível não se emocionar em alguns momentos. A dor da Tracy é sentida ao longo de toda história, de diversas formas. A lealdade que ela tem pela irmã, de não descansar até descobrir tudo. É aquela irmã que todos gostariam de ter. Isso eu achei interessante, não é todo livro de suspense que mostra essa profundidade.
“Tracy sabia que algumas dores nunca sumiam totalmente. Eram só reprimidas debaixo de uma fachada de normalidade.”
A Cova da Minha Irmã é o primeiro livro da série e veremos a detetive Tracy novamente nos próximos, mas em casos diferentes. Não precisa nem falar duas vezes, essa é uma leitura confirmadíssima na minha lista. =)

Essa é uma história muito envolvente que combina elementos de um thriller eletrizante com um suspense policial para não colocar defeito. Tracy Crosswhite é o tipo de protagonista que te conquista e te envolve na busca implacável por respostas, é quase impossível parar de ler antes de chegar ao fim.
“O mundo não para de rodar por causa do nosso luto. Um dia você acorda e percebe que tem que seguir em frente porque… bem, o que se pode fazer?”

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2 comentários :

  1. Luiza!
    Nossa! Deve mesmo ser um livro excepcional, porque dá para sentir por suas resenha, o quanto o livro é bom.
    Adoro thrillers policiais e esse parece um daqueles que não dá para largar.
    cheirinhos
    Rudy

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  2. Olá!
    Uau, que livro. Só de ler a resenha fiquei bastante interessada e curiosa pelo desfecho. Adoro um thriller e esse com certeza vou querer ler.

    Meu blog:
    Tempos Literários

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