06 abril 2020

[Resenha] A Canção das Águas - Jornada das Águas # 1 - Sarah Tolcser


Caroline Oresteia é destinada às águas. Geração após geração, sua família recebe o chamado do deus do rio, que guia as embarcações por viagens infindáveis através das Terras dos Rios. Assim, a jovem passou a vida esperando finalmente ouvir seu chamado. Porém, passaram-se 17 anos e o deus do rio ainda não sussurrou seu nome – e se ele ainda não o fez, existe a chance de jamais fazê-lo.
Quando o pai de Carô é preso por se recusar a transportar uma carga misteriosa, ela decide então tomar o destino nas próprias mãos. Concordando em entregar tal carga em troca da libertação do pai, Carô se vê presa numa rede de intrigas políticas, piratas perigosos e… paixão. Definitivamente, a carga que está transportando está bem longe de estar segura. Como lidar com tudo isso sem a ajuda do deus do rio?
Nesta aventura, Carô precisará escolher entre a vida que sempre quis e uma outra, nova, que jamais imaginou para si.


Mergulhe n’A Canção das Águas, fantasia ricamente elaborada por Sarah Tolcser, e desbrave novos caminhos. Respire fundo: este é só o começo da jornada.


Livro:  A Canção das Águas||Série: Jornada das Águas #1 ||Autor: Sarah Tolcser
Editora: Plataforma 21   || Gênero: Fantasia, YA  
Classificação: 4 estrelas || Resenhista:Lud || Ano: 2018

Esse é o primeiro livro da autora, e faz parte de uma duologia lançada pela Plataforma 21.

Nesse livro vamos mergulhar em um onde se acredita que os Deus estão presentes no mundo, mesmo depois da grande guerra, e que eles falam com algumas pessoas, os orientando. 

Caroline Oresteia, é filha de um barqueiro que tem esse dom de escutar o Deus do Rio, e ela espera ansiosamente que o seu dom também desperte, já que corre no sangue da família por anos, mas, conforme os anos se passam e nada acontece, ela começa a pensar que é a única da família a não ser agraciada pelo Deus.

Em uma das viagens com o pai (Nick), eles se deparam com um porto incendiado e com barcas afundadas; como a única barca em pé, Nick é coagido a levar uma carga misteriosa a seu destino, mas ele se recusa, e é preso. Para evitar que o pai vá para a cadeia, Carô aceita a missão. Quão difícil seria levar um caixote até uma cidade? Pouco difícil se o que estivesse dentro fosse um objeto e não estivesse sendo caçado pelos piratas. 

Assim, a primeira viagem solo da Carô se transforma em muito mais quando vidas estão em jogo, inclusive a de seu pai. E nessa aventura ela vai descobrir muito mais sobre seu destino, e que talvez, ele não seja navegando nos Rios.

“Existe um deus no fundo do rio. Algumas pessoas podem lhe dizer que isso é só uma história. Mas nós, povo das barcas, sabemos que não é bem assim.“



"Eu não conseguia descobrir quando ele se tornara tão importante em minha vida. Era como tentar identificar o momento em que você aprendeu a respirar. "


Eu já vinha namorando esse livro há muito tempo, mas esperei sair a conclusão da duologia, e ele acabou sendo esquecido.  Mas um dia desses, as meninas estavam olhando os livros a serem resenhados da plataforma, e surgiu novamente o livro na minha lista.

Geralmente quem lê livros assim mais YA sou eu, porque nem a Luiza nem a Daiana gostam por conta da idade da personagem, mas eu amo, porque os personagens podem ter 17 anos e ser muito mais maduros e fodasticos do que um de 25. Não tem lógica esse conceito das duas, mas eu tentei mudar a opinião delas sem sucesso, rs.

Vamos ao que interessa, que é falar sobre os livro. E só tenho que começar dizendo que eu amei, não era bem o que eu esperava, nenhum livro nunca é, porque eu jamais leio sinopse.

A Carô é uma personagem mal-humorada, teimosa, mas extremamente leal e claro, corajosa, que você pode tomar como sua amiga. Claro que ela tem os seus dilemas, mas nada relacionado com algo traumático, é simplesmente questionamentos que temos ao longo da vida. Principalmente em relação ao legado de suas ambas famílias, ela não sabe exatamente onde se encaixa, ela sempre achou que era de um lado, mas no final das contas é no meio. E você pode achar ela meio comum no começo, mas é porque ela não tinha nada para se preocupar, mas a partir do momento que os obstáculos surgem, ela cresce como heroína, e quando você finaliza o livro você encontra outra pessoa, uma que seguiu seus instintos e sobreviveu aos desafios que o mundo impôs. E quando eu peguei o livro dois para ler, eu já consegui um vislumbre da personagem fodastica e chutadora de bunda que a Sarah pode ter desenvolvido, e espero não me decepcionar.

Não quero falar do mocinho para não estragar nada, mas ele é apaixonante. No começo é um pé no saco, mas eu gostei dele ao longo do livro, mas para o segundo espero algo diferente dele. Mas acho que a Sarah acertou em colocar a Carô como destaque e não fazê-la uma mocinha em perigo esperando o mocinho, por isso que eu acho que nosso mocinho as vezes ficava meio apagado na história, mas quando ele surgia, ele fazia sua mágica. 

Sobre a fantasia, ela não se apresenta logo de cara. Não vemos um mundo totalmente diferente onde o autor tem que explicar o que estamos lendo. A fantasia entra sutilmente pelas explicações dos personagens e deve ter uma abordagem bem maior no próximo livro, mas eu amei o que eu li. Não tinha lido nada sobre esse tipo de assunto e gostei da forma que a Sarah construiu tudo com um toque de suspense na narrativa. 

E um plus do livro é que também conta com muita ambientação, com personagens que vivem em um barco, conhecemos os nomes de cada coisa, e como navegar, mas isso também deixa a história maçante em alguns pontos. E quando eu acabei, eu senti que não é exatamente um livro de piratas como está classificado, é no segundo livro que talvez possamos ter um pouco disso, pois nesse aqui ela ainda não é uma pirata, ela está aprendendo a ser. 

Eu fico falando que será melhor no livro dois, não porque esse é ruim, pelo contrario. Acho que a Sarah soube construir o primeiro livro de uma forma que você acaba muito curiosa para ler a próxima aventura de ambos e não é todo autor que consegue isso.

 A Canção das Águas é uma aventura ao longo de rios e mares, protagonizado por uma heroína mal humorada e teimosa, mas extremamente corajosa e atrevida que irá te conquistar a cada página.

"– A magia não torna um homem mau – disse ele. – É apenas uma habilidade. Não é inerentemente boa nem má. É o que há no coração que o torna mau, como acontece com todo mundo."

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3 comentários :

  1. Interessante ver como as pessoas divergem em determinados aspectos.
    Li uma outra resenha onde que, justamente o ponto positivo que é para vocÊ, a ambientação dentro de um barco, foi um ponto negativo para ela.
    cheirinhos
    Rudy

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  2. Olá! Não conhecia esse livro, curto muito uma heroína mal humorada, teimosa e corajosa, essa resenha me deixou bastante interessada em conferi tudo que foi dito aqui. Bjs

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  3. Olá!
    Não conhecia o livro, mas fiquei bastante curiosa e interessada pela leitura. É raro ler livro YA mas quero muito explora esse gênero.

    Meu blog:
    Tempos Literários

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