20 agosto 2019

Vamos falar sobre a Flipop 2019



Bora para mais uma Flipop! 

Esse é um dos eventos que mais amo depois da Bienal, eu realmente tenho um verdadeiro carinho por ele. É onde eu reencontro meus amigos, onde faço novos, e onde eu vivi as melhores experiências com autores, que foi com a Alwyn e a Morgan, que são as duas autoras que eu amo de paixão. Eu amo os livros e as pessoas que elas são, tão simpáticas e atenciosas. Definitivamente, o que me atrai no festival é reencontrar as pessoas num ambiente que amo, das três edições estive nas últimas duas, às vezes, os autores internacionais são apenas bônus!

Então devo dizer que sempre vou defender o evento, eu Karina também defendo, assim como vou criticar muito o evento, porque sempre vou querer que ele cresça cada vez mais, e proporcione as melhores experiências para as pessoas, assim como eu tive as minhas. Hoje vamos discutir dois pontos de vista, Lud foi todos os dias na Flipop 2019 e a Karina apenas no domingo. (Por isso a separação da cor, na resenha.)

Dito isso,  devo dizer que esse ano não foi uma das melhores que eu fui, ao contrario, achei a pior das três Flipop, concordo com dor no coração, mas definitivamente a do ano passado estava mais organizada, mesmo para mim, que fui apenas um dia percebi a falta de informações básicas, faltou sinalização. Acho que o lugar, mesmo sendo do lado do metro, ele não foi o melhor para esse evento, eu AMO o espaço do CCSP e acho que a ideia de levar o festival para lá é incrível no sentido que esse é um espaço da cidade que deve ser usado, mas sem nenhuma dúvida, poderia ter sido melhor aproveitado.

 


As mesas/bate papo foram muito prejudicadas pelo espaço. Uma das mesas era no auditório fechado (Sala Adoniran Barbosa), então foi bem melhor, mas quem estava em cima não conseguia entender direito porque era aberto e a área continha o letreiro da flipop e outras atrações para foto. Então acumulava muita gente, e gritaria e bagunça. Mas as pessoas poderiam descer e ficar sentada no chão lá dentro, então ok. Bem, nem tão ok assim, eu até acredito que o trânsito de pessoas no espaço aberto atrapalhava lá embaixo... o barulho se propagava, se compararmos com os anos anteriores onde os painéis aconteciam em espaços para conferências, o barulho interferia minimamente. 

Mas a área do segundo bate papo (Espaço Missão) era aberta no pátio de baixo, e não em uma sala.  E ao lado era as mesas de autógrafos e todas as outras atividades, como as brincadeiras da Seguinte, a cabine de foto, mesa do turista literário. Apesar de estar sempre cheia, eu acho complicado você estar assistindo algo com todo mundo berrando ao lado. Mesmo no domingo onde a programação estava mais "light" leia se: Não tinha a multidão de fãs que a Carina Riss sempre atrai; ainda sim, quando acabava a mesa do auditório fechado prejudicava totalmente a mesa do espaço aberto.

Os temas das mesas foram parecidos e definitivamente essa foi a minha maior decepção, todos puxando para uma vertente. E claro que eu acho legal e válida essa discussão, mas poderíamos encaixar mais coisas novas, coisas sobre editoras, como funcionam, como escolhem um livro e o processo deles até nossas mãos. Profissões ligadas com essas áreas, muitos são jovens ali e amam livros e consideram trabalhar nessa área. Até mesa de blogueiros, como começaram, como é a trajetória. E por aí vai. Mesmo que o público se renove e 80 % não tenha visto as mesas/convidados das Flipops anteriores, ainda acho que caberia novos temas e convidados, vide os assuntos que a própria Seguinte sempre traz nas lives mensais que faz, adoraríamos ver outros assuntos como : Tradução, escolha editorial, o que está no radar do mercado editorial brasileiro, qual a solução perante a crise, como formamos leitores no Brasil ( saindo do clichê HP e distopias). Complementando a Karina, como não tinha uma mesa falando sobre a crise no mercado editorial?

Ainda sobre as mesas, falta uma maior diversidade das pessoas convidadas ali também, tantas pessoas que trabalham no meio, e estão dispostas a conversar sobre isso.  E conforme os anos vão se passando, você vê as mesmas pessoas em várias mesas, e todo ano. 

As mesas de autógrafos foram uma confusão. Não teve brigas nem nada, mas não tinha organização, foi falado que seria pela ordem da pulseira, que você poderia ficar no bate papo que eles avisariam, assim como nos anos anteriores, mas não foi. Você tinha filas, e mesmo assim, algumas passavam na frente da outra e nenhuma informação batia. As filas não eram tipo bienal (gigantes), mas comparando com os anos anteriores essa parte não estava organizada; Eu, na verdade, nem sabia dessa informação que seria pela numeração de pulseiras, autografei apenas 1 livro nacional, assim que vi a Clara Alves sentadinha autografando entrei na fila e fiquei esperando, ai a moça me disse passa na frente porque você tem só o livro dela (vamos aproveitar o espaço para pedir desculpa se passei na sua frente na fila, a culpa não foi minha).

A distribuição da prova do livro Nocturna, foi complicado. No primeiro dia, eles não distribuíram as 14 horas porque estava tudo atrasado, mas foi as 16 horas, sendo que as meninas perguntaram e eles disseram que não ia ter naquele dia. No segundo dia, foi às 14 horas, mas já tinha fila para entrar desde as 12 horas, e quando abriu a porta, saiu todo mundo correndo igual louco. Então, quem chegou cedo para pegar essa prova, ou saia correndo ou não pegava. Fora que tinha escadas, e as pessoas poderiam se machucar nisso. Muito mais simples entregar lá em cima na fila montada a horas, já que eram apenas dez provas por dia. E foi o que, finalmente, fizeram no último dia.



Parece besta essas críticas, as pessoas devem falar : "tá falando mal porque não conseguiu pegar". Mas eu consegui sim a prova, justamente porque uma amiga saiu correndo igual louca, passando todo mundo para pegar. É que comparando aos anos anteriores, não teve essa vibes jogos vorazes e eu achei péssimo para quem estava lá há horas em pé esperando, acontecer algo assim. Sendo que poderia ter feito como no último dia e nos anos anteriores.

 


Sobre o credenciamento, ele não dava conta da quantidade de pessoas. Então as pessoas chegavam cedo, mas mesmo assim, na hora do bate-papo ainda estava lá na fila para pegar a pulseira ou a credencial com o nome. Mesmo abrindo antes, era apenas uma pessoa (depois eram mais), e não dava a vazão para a quantidade de gente. Aparentemente, no domingo, as coisas estão mais calmas e me credenciei até que com certa rapidez, porém, era apenas uma única fila para quem queria se credenciar e para que já estava credenciado, mas precisava pegar a pulseira de autógrafos (que no final, não serviu para muita coisa)

Eu sei que esse ano deu um público maior que nos outros anos, e teve bem mais autores nacionais, inclusive abriu o leque de editoras participantes, e isso é maravilhoso pela diversidade. Mas por isso mesmo, que a organização mais precisa era fundamental, acredito que a simples identificação de quem era do Staff além dos rostos que já conhecemos das redes sociais já ajudaria. 

Eu acho que isso que estou dizendo não deve ter sido notado pelas pessoas, porque muitas ali estavam pela primeira vez, e não tinha como comparar com os anteriores. Mas mesmo assim, vocês vão ver poucas críticas, porque todo mundo amou. Mas acho que conforme você vai ficando mais velho, fica com um olhar mais aguçado nesses eventos, de tantos que vamos. São pequenos detalhes que podem ser melhorados para o próximo ano, então porque não contribuir para uma flipop cada vez melhor?


Finalmente, consegui ir no mesmo dia em que a Lud <3 e continuamos apaixonadas pela experiência da cabine de fotos, é sempre divertidíssimo juntar a turma e eternizar mais um evento; as pessoas que cuidam da cabine estão sempre dispostas e entram no clima do festival (e olho que eles precisam muito de paciência pra lidar com a gente em looping na fila); ainda em relação a cabine de fotos não posso deixar de exaltar uma das atividades da mesa da Seguinte, achei simplesmente SENSACIONAL a atividade correlacionada ao livro "Conectadas", foi divertido caçar os amigos que estavam em outras edições e me despertou o interesse no livro.

Apesar de tudo que foi dito, como eu disse no começo, continua sendo um dos eventos mais esperados por mim. Então, nos vemos na Flipop 2020?


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