10 junho 2019

[Resenha] Desencontros à Beira-Mar - Jill Mansell

O amor está no ar na pequena cidade litorânea de St. Carys – mas à primeira vista nem dá para saber, pois seus habitantes são mestres em esconder os próprios sentimentos.

Após perder a hora, Clemency é a última a entrar no avião, frustrando os planos do belo passageiro que esperava viajar ao lado de um assento vazio. Durante o trajeto, ela percebe que o simpático estranho tem tudo para ser o amor de sua vida. Mas só não conta com um pequeno detalhe: ele é casado.

Três anos depois, Clemency está morando em uma casinha aconchegante perto da praia para focar na própria carreira. Tudo segue na mais perfeita ordem quando o homem apaixonante do avião, Sam, reaparece, porém não do jeito que ela gostaria: ele agora está namorando justamente sua meia-irmã, Belle.

Tentando esconder os sentimentos, Clemency convence Ronan, o melhor amigo, a embarcar em um plano maluco, fingindo um relacionamento amoroso com ela. E é aí que os desentendimentos e a confusão começam.

Enquanto o sol esquenta a areia e o mar turquesa cintila, uma verdade fica clara: segredos enterrados sempre acabam vindo à tona.

Livro:    Desencontros à Beira-Mar||  Autor: Jill Mansell 
Editora: Arqueiro|| Ano: 2019 ||  Gênero:  Romance Contemporâneo
 Classificação:  3.5 estrelas ||  Resenhista: Lud 

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Esse livro faz parte de uma nova coleção que a editora Arqueiro está lançando, chamada Romance de Hoje, que englobam os romances contemporâneos.

Logo de cara somos apresentados a Clemency, que está atrasada para pegar o voo, mas não porque ela seja essa pessoa que não respeita horários, pelo contrario, ela é o sinônimo da pontualidade. Ela chega horas mais cedo ao aeroporto, mas então, quando perde sua passagem em algum lugar de uma loja, ela sabe que é o começo de um dia ruim. 

Depois de muita correria, ela é a ultima a embarcar, e seu lugar é ao lado de um homem, com o qual ela tenta puxar papo, mas ele, no primeiro momento, não dá muita bola, até é um pouco rude. Mas de novo o destino disse que seria um péssimo dia, então ela derruba o copo de vinho nela mesma. Algo poderia dar mais errado hoje? 

Mas então o cara ao lado desperta e vê que foi rude, e então se desculpa e logo começam um papo, e a viagem ocorre melhor do que ela poderia imaginar, os dois logo sentem uma conexão entre eles, e ao final, ela lhe dá seu cartão, mas... ele é casado. Parece que o dia não melhorou, afinal.

Três anos depois, vamos conhecer a vida de Clemency na pequena cidade de St Cary, onde trabalha como agente imobiliária e tem uma vida muito satisfatória, até sua irmã Belle (irmã postiça - a mãe dela se casou com o pai de Belle) aparece na cidade com o novo namorado procurando uma casa. E para sua surpresa... é o cara do avião. 

A partir desse momento, vamos embarcar nessa aventura que irá se transformar a vida de Clemnecy, quando ela pede para seu chefe e amigo para que finja ser seu namorado para ter uma trégua da 'guerra' que ela tem com a irmã. 



Jill não é uma estranha por aqui, ela tem dois livros publicados pela editora Novo conceito, e agora está de casa nova, na Arqueiro. Acho que como o título já diz, vamos acompanhar a saga da Clemency em seus muitos encontros e desencontros com o amor. 

Eu nunca tinha lido nada da autora, e gostei muito da escrita dela. É algo leve, sem muita enrolação, rápido de se ler. 

Gostei muito da autora ter escolhido não apenas contar a história do casal, mas também das pessoas ao redor de Clemency, então temos a narração de outras pessoas contando seus desencontros amorosos, conforme suas vidas vão se entrelaçando. Então temos três linhas de narração. Temos a Clem como a principal, mas também partes com a história do Ronan e partes com a Belle. Mas todos eles têm em comum a busca pelo amor. 

Essa narração é um pouco diferente para mim, mas eu já vinha do livro Esperança, que faz a mesma coisa, então estou me habituando. O único problema é que, para mim, tem mais história do Ronan, do que da Clem, fora que o Sam é pouco trabalhado no enredo, as interações dele com a Clem eram poucas e nada profundas, não consegui sentir a construção do amor aqui. Achei que faltou um aprofundamento do casal principal. Pra mim, a história de Ronan roubou a cena em mais da metade do livro. 

Como um livro que se a propõe trazer histórias de hoje em dia, ele cumpre a promessa oferecendo assuntos como relacionamento entre familiares, casos amorosos, opção sexual, descobrir seu verdadeiro eu, e todos os assuntos que faz parte de alguma forma do nosso cotidiano.  É bonito ver que o destino parece uma pessoa ruim em alguns momentos, mas ele sempre traz de volta o que está destinado para você. 

Mas a parte do romance em si deixou a desejar para mim, principalmente pelo nome do selo ser romances de hoje, eu e mais algumas pessoas imaginamos grandes histórias de amor. E após ler esse livro, eu fui atrás de saber mais sobre o selo, e peguei um pedaço da matéria que saiu no estadão:  “Eles são menos focados no romance enquanto ‘história de amor de um casal’, e mais nas lutas cotidianas das mulheres ‘normais’”, explica Nana Vaz de Castro, diretora de aquisições da Sextante. “Elas não passam por situações épicas, mas estão lá na batalha, tentando dar conta de mil demandas e ainda conseguir encontrar um final feliz - não só junto de um cara maravilhoso, mas principalmente em paz consigo mesmas, felizes com a própria companhia”, completa."

Então, na minha conclusão, o selo segue mais o gênero chicklit. Que nada mais é que "um gênero de ficção dentro da ficção feminina que aborda as questões das mulheres modernas. Chick-Lits são romances leves, divertidos e charmosos, que são o retrato da mulher moderna, independente, culta e audaciosa. Ele geralmente lida com as questões das mulheres modernas, com humor leve. Apesar de algumas vezes incluir elementos românticos, a literatura feminina (incluindo chick lit) geralmente não é considerada uma subcategoria direta do gênero romance, porque no Chick lit a relação da heroína com sua família ou amigos pode ser tão importante quanto a seus relacionamentos românticos."

Eu já tinha escrito a resenha quando fiquei incomodada com o conceito do selo, e fui procurar informações. Vi muitas pessoas achando que os livros serão os superrrrr romances, e na verdade, o romance não é o destaque dos três livros lançados pelo selo até agora. Eu, justamente, li achando que seria exatamente isso, mas agora, sabendo o conceito por trás do selo, já posso ler os próximos dois com uma visão totalmente diferente e não ficar esperando uma coisa e sair decepcionada ao final. 

Para finalizar, só posso dizer que Desencontros à Beira-Mar é uma história cativante sobre não apenas a busca do amor, e que às vezes a vida parece um mar de desencontros, mas o destino tem um jeito de encaixar tudo no seu lugar, você só precisa esperar a hora certa.

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6 comentários :

  1. Eu já li Dizem Por Aí da Jill Mansell e achei a escrita bem fluida e fácil de ser lida, super rapidinha. Desencontros à Beira-Mar parece ser um livro bem gostoso e divertido, mas sem esperar por um romance arrebatador, né? Gostei da ideia do selo da editora mas talvez ele não tenha sido bem explicado inicialmente mas sabendo que são romances mais tranquilos, acompanhando a vida cotidiana, aí dá pra saber o que esperar.
    Gostei e quero ler mais esse livro da Jill.

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  2. Quando vi essa capa, confesso que achei que seria um Chick lit mesmo, não sabia que seria romances contemporâneos, que na verdade não foi. Não sei se me agradaria esse livro, esperava um romance mais profundo e arrebatador também. Mas desperta uma curiosidade em saber o que vai acontecer com a protagonista e esse seu cunhado, se vão afinal de contas ficar juntos. Deixa o leitor pensando nos desencontros da vida, se tudo volta mesmo.

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  3. Oiii ❤ Ahhh, que capa mais fofa! Num primeiro momento, deu vontade comprar o livro só pela capa rsrsrs ❤
    Que confusão essa em que Clemency se meteu! Tem algumas decisões de mocinhas em muitos livros que me irritam, espero que não aconteça isso com esse livro.
    Bom saber que a escrita é leve e sem enrolação, pois perco o interesse com facilidade quando os livros são muito enrolados.
    Que pena que falta profundidade entre Clemency e Sam, acho muito importante que romances em livros sejam bem trabalhados.
    Obrigada pela indicação ❤

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  4. Olá! Achei interessante essa nova coleção que a Arqueiro está lançando, pelo que percebi bastante gente gostou da ideia. Gostei de saber que o livro tem uma pegada mais leve, estou precisando de livros nesse estilo. É uma pena que a autora não aprofundou muita a história do casal principal, mas entendo que a proposta desses lançamentos não são focar no romance. Gosto de chicklit, mas faz um bom tempo que não leio nada nesse estilo. Espero poder conhecer a escrita da Jill Mansell em breve! Beijos!

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  5. Olá!
    Estou amando ver a editora trazendo livros com situações bem atuais. Eu adorei o livro, tem uma ótima premissa que me deixou bastante curiosa para ler. Não sou muito desse tipo de gênero mas já estou desejando.

    Meu blog:
    Tempos Literários

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  6. Tô com muitaaaaaa vontade de ler esse livro!
    Ainda não li nada da Jill Mansell, mas quero todos!
    Parece ser uma história leve, divertida, fofa e que traz assuntos bastante relevantes como opção sexual.
    Assim que der lerei.
    Bjs

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