29 maio 2019

[Resenha] Stalker - Tarryn Fisher


Ela não quer ser igual a você. Ela quer a sua vida.Quando Fig Coxbury compra uma casa na West Barrett Street, sua maior motivação não é o amor pelo bairro, ou ter se apaixonado pelo imóvel. É para ficar mais próxima de tudo o que ela deseja: o marido, a criança e a vida que pertence a outra pessoa.Com os olhos fixos na família Avery, Fig se insere gradualmente na rotina de Jolene, Darius e sua filha, Mercy. E não para por aí. Fig invade a privacidade familiar, e logo acredita que pode assumir, definitivamente, o lugar de Jolene.Ela persegue. Copia. Manipula. Cobiça. Usa táticas e cenas a cada momento.Toda stalker tem um objetivo. Para Fig, nada deve ficar em seu caminho.E SE VOCÊ DESCOBRISSE QUE ESTE LIVRO É BASEADO NUMA HISTÓRIA REAL?
Um livro que vai te tirar da zona de conforto e te fazer pensar sobre quem são as pessoas que entram em nossas vidas e o que elas realmente querem de nós. 
Como uma amizade se tornou uma doença obsessiva sem que traços desse mal fossem notados até ser tarde demais. 


Livro: Stalker || Autor: Tarryn Fisher
Editora: Faro Editorial ||Ano: 2018 || Gênero:  Suspense, Mistério, Drama
 Classificação: 5 estrelas || Resenhista: Lala
Antes de mais nada, preciso confessar (novamente, não canso de repetir o quanto eu amo essa mulher), Tarryn Fisher é minha autora favorita! Amo todas as loucuras que ela escreve, me envolvo em todos os livros e ela sempre tem um jeito de me alcançar que não importa o que escreva, eu amo!

Vou tentar contar o mínimo possível, por que esse livro me encheu de surpresa e eu não quero estragar isso para ninguém.

Mãe desnaturada. Tem gente que não nasceu para ter filhos.

Começamos o livro com a Fig, e eu não vejo outro jeito de descrevê-la além de uma mulher louca e perturbada. Ela perdeu a filha meses atrás, mas não consegue seguir em frente, e em um dia, ela vê uma menina no parque, e nesse instante, se convence que aquela criança é sua filha que voltou.

Movida por esse sentimento de que é sua filha, ela descobre que a criança é a Mercy, filha da Jolene e Darius. E para conseguir ficar mais perto, ela vai se aproximando calmamente do casal. Então, ela compra a casa al lado, e começa a ser a vizinha perfeita, faz amizade com a Jolene, e de todas as formas possíveis ela vai se infiltrando na vida da família, que não tem a menor ideia das intensões dessa mulher.

Mas ai longo da convivência, os sentimentos de Fig vai mudando, agora ela começa a pensar em como Jolene tem a vida perfeita, a filha, o marido maravilhoso. E sua obsessão começa a intensificar. Tudo que a Jolene compra ou faz, Fig também decide fazer, e ao seu ver, de uma forma melhor que a própria Jolene.

A partir dai vamos acompanhando o desenrolar da história dessas três pessoas. E também não posso contar mais nada da história, porque você precisa das surpresas que contém nesse livro.

"Ver você conseguir as coisas sem merecer, e ainda por cima se esbaldar com elas, é um horror. Isso me revolta. Quem deveria tê-las sou eu, pois mereço muito mais que você. Na verdade, eu poderia ser uma versão sua melhorada. Sou todas as mulheres; tenho todas dentro de mim."

O começo do livro é todo narrado pela Fig - a psicopata, depois pelo Darius - o sociopata - e por fim pela Jolene - a escritora. E a cada mudança de narração, nós vemos que tudo o que acreditávamos era mentira. Esse livro me lembrou um ditado espanhol que meu avô sempre me dizia, a tradução é mais ou menos assim 'nesse mundo traidor nada é verdade nem mentira, tudo depende da cor do cristal com que você olha' e Stalker é exatamente isso, cada um tem a sua versão dos fatos e tudo só faz sentido no final.

E pooooorra, que final. Tive calafrios e fiquei andando pela casa falando: 'pqp, o que foi isso???'. A Tarryn encerrou o livro com uma maestria que faz você ter certeza que tudo isso aconteceu, apesar de toda a loucura, e depois de pesquisar um pouco, você descobre que isso aconteceu mesmo com a própria Tarryn. O que é verídico da história eu não sei, mas, segundo ela, foi bem parecido... É de dar calafrios!

Lambi o açucar dos dedos e fiquei olhando pra ela. Estava ali a prova de que a doida varrida tinha discernimento. O desprendimento dela das etiquetas sociais e sua percepção aguçada dos humores eram os aspectos da Fig que eu mais apreciava. Ela chamava a gente de maluco, sendo que a desequilibrada era ela. Isso, de certo, tinha seu apelo sexual. O que menos me agradava nela eram os olhos esbugalhados. Meu Deus, eles me davam arrepios. Era até possível me imaginar transando com ela, mas aí eu lembrava dos olhos. 

Suuuuper indico Stalker. Porém, sinceramente não sei nem como descrever esse livro. Até tem um certo romance, mas esse não é o foco do livro e é meio doentio. O propósito dele é mexer com a sua cabeça, é um romance psicótico se você insistir em rotulá-lo. Se você espera um romance fofo, aconselho que leia F#ck Love da autora (resenha aqui), se você procura o thriller dramático, um livro para mudar sua vida, leia O Lado Obscuro também da Tarryn (resenha em breve), a regra é: você precisa ler a Tarryn Fisher, confira mais sobre a autora:


Se você ainda tem dúvidas, só posso complementar que as histórias da Tarryn fogem do convencional, te fazem pensar fora da casinha, e muitas vezes te deixam em uma confusão de sentimentos, fora que seus personagens são tão complexos e nunca são o que apresentam, sempre há mais por baixo.

A edição da Faro está lindíssima como todos os livros deles, a diagramação e revisão impecável, vale todos os centavos que investimos nesse livro. Stalker é uma história que vai mexer com seu psicológico e irá te chocar até as últimas páginas. Um livro forte e viciante como nenhum outro. Inicialmente o livro foi lançado como Bad Mommy (Péssima Mamãe) mas recentemente foi alterado para I Can Be a Better You (Eu posso ser melhor que você).

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3 comentários :

  1. Olá!
    Eu já tinha visto esse livro mas não parei para saber mais sobre ele. Agora lendo a resenha fiquei bastante curiosa e um tanto interessada pela trama. É um suspense, mistério tudo incrível, bem que é uma historia de da calafrios como você diz, já quero ler!

    Meu blog:
    Tempos Literários

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  2. Ainda não li nada da autora e com essa resenha, fiquei super curiosa para conferir esse livro, adoro esse gênero, fiquei horrorizada com essa Fig que mulher louca, e impressionada que isso aconteceu de verdade com a autora, embora nesse mundo existe pessoas pra tudo e deve ter muita gente assim igual ela, não da para saber em quem confiar. Parece ser uma leitura eletrizante, daquelas que ansiamos para saber o final, que me deixou muito curiosa.

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  3. Meu Deus! Sério que aconteceu algo parecido com a autora? Ainda não li o livro, mas só de ler a sua resenha já comecei a imaginar e me deu calafrios. Acho que preciso mesmo conhecer a escrita da Tarryn. Você me convenceu que eu preciso ler.

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