04 maio 2019

[Resenha] O Destino das Terras Altas - Os Murrays # 1 - Hannah Howell


Em O Destino das Terras Altas, primeiro livro da série Os Murrays, Hannah Howell nos apresenta o esplendor da Escócia medieval com uma saga de guerra entre clãs, lealdades divididas e amor proibido.
Quando o destino coloca Maldie Kirkcaldy na mesma estrada que sir Balfour Murray e seu irmão ferido, ela lhes oferece seus serviços como curandeira. Ao saber que tem em comum com sir Balfour um juramento de vingança, decide seguir com ele para cumprir a sua missão.
Mas ela não pode lhe revelar sua verdadeira identidade, sob o risco de ser acusada como espiã. Enquanto luta para negar o desejo que a dominou assim que viu o belo cavaleiro de olhos negros pela primeira vez, Maldie tenta a todo custo conservar o aliado.
Balfour, por sua vez, sabe que não pode confiar nela, mas também não consegue ignorar a atração que nasceu entre os dois. E, ao mesmo tempo que persegue seu objetivo de destruir Beaton de Dubhlinn, promete descobrir os segredos mais profundos dela e conquistar o seu amor. Para isso, não deixará que nada se interponha em seu caminho.


Livro:   O Destino das Terras Altas||  Série: Os Murrays 01|| Autor: Hannah Howell
Editora: Arqueiro|| Ano: 2019 ||  Gênero:  Romance de época, Highlander
 Classificação:  2,5 estrelas ||  Resenhista: Lud e Luci

 O Destino das Terras Altas, é o primeiro livro de uma série - Os Murrays - de 22 livros já publicados pela autora. Sendo esse livro lançado em 1998. A ideia original era um trilogia de três irmãos, mas a autora foi ampliando, até termos várias trilogias compondo uma série.

Esse livro foca na história do chefe do clã Murray, Balfour, que não herdou somente o feudo da família, mas também uma rixa com o chefe do clã das terras vizinhas, William Beaton. A esposa de Beaton o traiu com o pai de Balfour, e quando ela teve um filho, Eric, ele não quis abrigar o bastardo, jogando-o assim para morrer. O garoto foi encontrado pelos Murray e foi criado e tratado como filho legítimo, sem distinção.

No entanto, Beaton está à beira da morte, sem filhos para deixar suas terras. Sua longa lista de amantes só lhe deu meninas, assim, ele decide legitimar a criança que ele desprezou, tomando-o como filho legítimo, e para isso, o sequestra dos Murray, ocasionando disso uma guerra mais intensa entre os dois clãs.

Fracassando na missão de resgatar Eric, e ainda saindo com outro irmão seriamente ferido em batalha, Balfour, no caminho de volta para casa, após ser derrotado nas terras do seu inimigo,  encontra  Maldie Kirkcaldy, uma jovem que imediatamente o atrai. Como ela oferece seus serviços como curandeira, ele a leva ao seu clã, e mesmo diante da insistência de Maldie carregar um certo mistério em torno de si, ele está determinado a seduzi-la.

Maldie tem um objetivo: cumprir a promessa feita no leito de morte da sua mãe, que é matar o causador de toda infelicidade e desgraças acontecidas com sua jovem mãe que, depois de seduzida por ele, foi abandonada à própria sorte.

Quando vê o clã de Balfour, ela vê a oportunidade de conseguir aliados para o seu intento, mas quanto mais vive entre os Murray, tem receio de revelar seu maior segredo e assim, ser banida do meio deles. E quando o chefe do clã Murray se mostra disposto a seduzi-la, ela se vê cada vez mais presa à atração que sente por ele e a cada dia mais disposta a entregar-se.  Mesmo que isso signifique sair machucada, quando descobrirem quem ela verdadeiramente é.


Bem, vamos às considerações...
Esse livro, para mim, foi  muito esperado, porque a Hannah tem uma certa fama lá fora, e as séries de Highlander são muito bem cotadas. E a capa que a Arqueiro fez é daquelas que tem lugar garantido na minha estante. Mas a história simplesmente não me pegou. 

Não sei o que foi que aconteceu com o livro, mas senti a minha leitura arrastada demais. Havia momentos que cogitei pular umas partes, porque a história estava muito chata. Nada conseguia me fazer entrar no livro e aproveitar a leitura. 

Não sei se foi a construção dos personagens, não senti uma química entre eles, achei meio forçado e, sinceramente, eu jamais digo isso em resenhas porque não considero razão para não gostar de um livro, mas a mocinha foi o problema para mim. Claro que aceito mocinhas fortes, que tomam as rédeas da própria vida e forjam seus caminhos independente dos homens, mas a Maldie não conseguiu me ter do seu lado, torcendo por ela ao longo do enredo. Eu juro que me esforcei para gostar, não foi nenhuma atitude dela que eu questionei, só não rolou um sentimento entre nós. 

A repetição de vários pensamentos e ações de personagens começou a ficar cansativo, e o romance que deveria conquistar acaba sendo apenas sexo. Mesmo ficando junto no final, eu não vi a construção do relacionamento, os motivos de eles se amarem, e isso por si destruiu um pouco do enredo. Os diálogos não foram muito bem desenvolvidos, mais um dos motivos de não entendermos o amor dos dois.  

Os personagens secundários me prenderam um pouco, porque como eu sabia que seria uma série familiar, então o próximo seria um dos irmãos, até ela ampliar o enredo e trazer primos e parentes, porque estamos falando de 22 livros, não se esqueça. 

Eu realmente queria ter algo bom para falar, porque livros de Highlanders são meus favoritos de sempre, e eu fico chateada quando um deles não me conquista. Mesmo assim, continuo querendo ler o próximo, que é do Nigel, e realmente comprovar se não me dou com a escrita da autora. 


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3 comentários :

  1. Ai ai. Fiquei super interessada com a leitura desse livro. Mas aí fiquei preocupada em ser o primeiro livro de uma série com 22 livros. Tem que ser bom demais pra chegar até o fim. E aí, fiquei imensamente preocupada quando você disse que a sua leitura ficou arrastada. Hum!
    Eu quero ler porque a curiosidade me vence mas estarei indo com as expectativas bem mais baixas agora.

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  2. Oi Lud,
    Romance de época é um gênero que onde já temos muitos livros publicados no Brasil e não sei se é porque O Destino das Terras Altas foi publicado há mais tempo, mas sua sinopse tem algo que o difere um pouco dos outros livros do gênero, ao menos para mim que não tenho muita experiência com romances de época. Eu gosto do tema vingança, mas é um elemento delicado para se abordar na trama, pois o leitor se envolve com a saga do personagem e se este acaba se desviando do objetivo, isso muda todo o rumo da história. Por isso até entendo você ter achado a relação entre os protagonistas forçada, pois inicialmente não era para eles se envolverem, pois ambos tinham missões a cumprir. É uma pena essa história não ter sido desenvolvida como merecia, pois sua sinopse tem potencial e, realmente, me chamou atenção.

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  3. LUD!
    Sinto que não tenha se prendido ao enredo e às pernosagens, muito triste quando isso acontece.
    Como gosto da autora de de romances históricos com ambientação nas Terras Altas da Escócia, darei uma chance para a leitura.

    cheirinhos
    Rudy

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