15 maio 2019

[Resenha] Daisy Jones and The Six - Taylor Jenkins Reid

Embalado pelo melhor do rock’n’roll, um romance inequecível sobre uma banda dos anos 1970, sua apaixonante vocalista e o amor à música. Da autora de Em Outra Vida, Talvez?. Todo mundo conhece Daisy Jones & the Six.
Nos anos setenta, dominavam as paradas de sucesso, faziam shows para plateias lotadas e conquistavam milhões de fãs. Eram a voz de uma geração, e Daisy, a inspiração de toda garota descolada. Mas no dia 12 de julho de 1979, no último show da turnê Aurora, eles se separaram. E ninguém nunca soube por quê. Até agora.
Esta é história de uma menina de Los Angeles que sonhava em ser uma estrela do rock e de uma banda que também almejava seu lugar ao sol. E de tudo o que aconteceu ― o sexo, as drogas, os conflitos e os dramas ― quando um produtor apostou (certo!) que juntos poderiam se tornar lendas da música.
Neste romance inequecível narrado a partir de entrevistas, Taylor Jenkins Reid reconstitui a trajetória de uma banda fictícia com a intensidade presente nos melhores backstages do rock’n’roll.


Livro: Daisy Jones and the Six ||  Autor:Taylor Jenkins Reid
Editora: Paralela|| Ano: 2019 ||  Gênero:  Romance
 Classificação:  5 estrelas  ||  Resenhista: Karina

 Taylor Jenkins Reid talvez seja pouco conhecida no Brasil, aqui só temos um único outro título da autora "Em outra vida, Talvez? " (que você pode conferir aqui), mas com certeza esse nome foi o que me fez querer ler o livro, de todos os que eu já li da autora, uma coisa posso afirmar sem medo é o talento Taylor para narrar histórias de um modo bem único. Particularmente, nesse livro você pode estranhar um pouco no começo o estilo de narração, mas rapidamente vai se deixar envolver.

“Eu te amo tanto quanto me permito amar alguém.”

Logo no início sabemos que a banda já não existe e que, quem conduz as entrevistas está tentando entender como uma das maiores bandas da décadas de 70 chegou ao fim.

“Meus instintos me mandaram abraçar o caos. Mas meu cérebro me levou para casa, para a minha mulher.”

Conhecemos primeiro uma garota, com  pais ausentes que morava em holywood e que no auge da adolescência começou a frequentar a sunset boulevard, Daisy Jones é impulsiva, talentosa e maravilhosamente linda, o depoimento sobre o passado da Daisy nos mostra o quanto a época de 70 foi frenética, também conhecemos Simone, a melhor amiga da Daisy e cantora de sucesso da era Disco.


“Nós adoramos gente linda e destruída por dentro. E não dá para ser mais claramente destruída por dentro e ter uma beleza mais clássica que a da Daisy Jones.”

Depois conhecemos os irmãos Dunne (Billy e Graham) e como eles, outras 4 pessoas (Eddie, Karen, Warren e Pete) formam o "The six", a dinâmica no grupo funciona a ponto deles começarem a fazer bastante sucesso, até aqui temos duas potências musicais que estão em rota de colisão..

O cenário musical acaba fazendo com que os "The Six" e a "Daisy Jones" se encontrem e se transformem no maior fenômeno da música dos anos 70, todo o processo deles se transformarem em 7 pessoas num palco é poderoso, as letras que compõem e descrevem fazem você querer comprar um ingresso pro show.
  
E a partir daí vamos acompanhando a rotina de uma bando de rock, além dos conflitos pessoas de cada um dos personagens. Enquanto temos Billy preocupado com seu relacionamento com Camilia e a família que começou a construir, também temos Daisy que é a personificação de TUDO o que ASSOMBRA o Billy. Conciliar os egos de astros dois rock, turnês e a produção de discos é uma montanha russa de sentimentos. Então se prepara para o rolê.

“Eu não podia ficar lá. Porque quando olhei para Daisy, toda molhada, sangrando e se mantendo de pé sei lá como, eu não pensei: Graças a Deus eu parei com isso. Eu pensei: Essa ai sabe se divertir.”


"Daisy Jones and the Six" tem tudo para se tornar um dos seus livros e série de tv favoritas muito em breve; apesar de ser um livro extremamente recente, lançado em março de 2019 mundialmente, chega nas livrarias aqui no Brasil agora dia 10 de junho e com os direitos do livro já foram comprados pela produtora da atriz Resse Witherspoon e o martelo já está batido, até onde sabemos essa história em breve será lançada como um série de 13 capítulos pelo serviço de streeming da Amazon.

Esse foi um livro que li em 2 dias (no formato de ebook, cedido pela paralela via Netgalley) e estava relendo depois de 4 dias ( no formato audiobook, que se você lê em Inglês, eu recomento MUITISSIMO, porque é uma experiência surreal). Tenho certeza que você vai ficar devastado em saber que essa história/banda é fictícia.

Com uma capa meio genérica, e um título que sugere um biografia, não se deixe enganar essa é uma história sobre seres humanos que se apaixonam, que estão perdidos, que se encontram e desencontram e no meio disso tudo, cantam o bom e velho rock n roll; a narração faz com você se sinta assistindo um desses documentários de bandas famosas que a Netflix tem produzido.

Os depoimentos dos personagens nos envolvem em flash backs e o cenário de Backstage do mundo dos músicos é fascinante, conhecemos Camilia e nos apaixonamos instantaneamente por ela assim como Billy, o vocalista do "The six", dá para se envolver e torcer por todos os personagens (menos o chato do Eddie).

Foram bem poucas as vezes que a narração oral dos acontecimentos ficaram um pouco repetitivo, mas como são 7, 8 versões de uma mesma história tentar pescar a verdade entre todos os acontecimentos é exatamente o que nos mantém intrigada. A narração excessiva do consumo de drogas me incomodou, mas não muito, no fim é apenas como as coisas eram. Confesso que enquanto eu lia, imaginava o Bradley Cooper como Billy e a Lady Gaga como a Daisy é tudo culpa da vibe " A Staris Born" que ainda reina no meu subconsciente e isso me deixou ainda mais ansiosa pela adaptação.

Tudo isso ainda tem como pano de fundo uma aura feminista MARAVILHOSA, Karen , Daisy e Camila são sem dúvida as melhores personagens que poderíamos querer num livro que mostra o quão poderosa pode ser a voz das mulheres no cenário musical, sem dúvida o livro é uma celebração aos vários tipos de mulheres que existem.

“Eu magoei a Camila. Só Deus sabe o quanto. Mas o amor não se resume a perfeição, diversão, risos e sexo. Amar é perdoar, ter paciência e fé, e de vez em quando levar um muro no estômago.”

 O que me faz dar 5 estrelas a essa experiência é que cheguei ao final da história e me dei conta que aprendi umas lições que nem eu mesma sabia que precisava, mergulhei em perspectivas novas tão subjetivas que naturalmente só percebi depois de ficar pensando sobre o livro, esse é o tipo de leitura que te dá vários conselhos sem nem que você peça.


E claro, por último e não menos importante, depois que você lerem e chegarem ao fatídico show de 1979, com aquela performance em especial, me digam o quanto vocês ficaram destroçados.

E o melhor ainda é falar com quem te entende:

Nem eu, nem ninguém da editora sabe como seguir a vida sem as músicas da banda pra escutar!

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Um comentário :

  1. Já fiquei imaginando toda a loucura do backstage, das apresentações dessa banda de sucesso. Deve ser uma loucura. E quando a autora consegue expor e passar tudo isso para o leitor é maravilhoso. Fiquei super curiosa para ler, principalmente sabendo que em breve vai virar uma série.

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