08 abril 2019

[RESENHA] Eu sou MALALA - Malala Yousafzai e Christina Lamb

Quando o Talibã tomou controle do vale do Swat, uma menina levantou a voz. Malala Yousafzai recusou-se a permanecer em silêncio e lutou pelo seu direito à educação. Mas em 9 de outubro de 2012, uma terça-feira, ela quase pagou o preço com a vida. Malala foi atingida na cabeça por um tiro à queima-roupa dentro do ônibus no qual voltava da escola. Poucos acreditaram que ela sobreviveria.
Mas a recuperação milagrosa de Malala a levou em uma viagem extraordinária de um vale remoto no norte do Paquistão para as salas das Nações Unidas em Nova York. Aos dezesseis anos, ela se tornou um símbolo global de protesto pacífico e a candidata mais jovem da história a receber o Prêmio Nobel da Paz. Eu sou Malala é a história de uma família exilada pelo terrorismo global, da luta pelo direito à educação feminina e dos obstáculos à valorização da mulher em uma sociedade que valoriza filhos homens. 
O livro acompanha a infância da garota no Paquistão, os primeiros anos de vida escolar, as asperezas da vida numa região marcada pela desigualdade social, as belezas do deserto e as trevas da vida sob o Talibã. Escrito em parceria com a jornalista britânica Christina Lamb, este livro é uma janela para a singularidade poderosa de uma menina cheia de brio e talento, mas também para um universo religioso e cultural cheio de interdições e particularidades, muitas vezes incompreendido pelo Ocidente. 
Sentar numa cadeira, ler meus livros rodeada pelos meus amigos é um direito meu, ela diz numa das últimas passagens do livro. A história de Malala renova a crença na capacidade de uma pessoa de inspirar e modificar o mundo.
Livro:  Eu sou Malala || Autor: Malala Yousafzai e Christina Lamb
Editora: Companhia das letras|| Ano: 2013 ||  Gênero:  Biografia
 Classificação:  5 estrelas- Favoritado ||  Resenhista: Karina

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“Eu Sou Malala” nos conta a história da garota que defendeu o direito à educação e foi baleada pelo Talibã.

Quando o Talibã tomou controle do vale do Swat, uma menina levantou a voz e recusou-se a permanecer em silêncio, lutou pelo seu direito à educação. Em 9 de outubro de 2012, uma terça-feira, ela quase pagou o preço com a vida; Malala foi atingida na cabeça por um tiro à queima-roupa dentro do ônibus no qual voltava da escola e sua sobrevivência era pouco provável.

Meu primeiro contato com o nome Malala foi no noticiário da TV e não dei muita importância, porque para mim, era apenas mais uma das atrocidades que ocorrem a milhares de quilômetros de distância de onde moro (e que, infelizmente, por hora eu não podia fazer nada para mudar), mas, ao ler o livro, conhecer mais sobre a Malala Yousafzai, foi personificar todas as heroínas da ficção que conhecemos em apenas uma única pessoa da realidade.

Junto com a jornalista Christina Lamb, Malala escreveu sua trajetória, nos apresentou seu povo, sua terra e sua cultura, incluindo as dúvidas e incertezas que qualquer menina que se torna uma adolescente tem; mas o diferencial está que ela vivia em um país onde as mulheres não tem vez (VEZ NENHUMA para que fique bem claro). A cada linha que eu lia, ficava fascinada na mesma proporção que indignada, há vários trechos que os fatores apresentados simplesmente parecem irreal para qualquer um que tenha bom senso; o senhor Ziauddin Yousafzai (pai da Malala) tem um papel importantíssimo na história da filha, chorei em partes que ele declara que a filha nasceu para ser livre e que a protegeria de tudo e de todos.
- Vou proteger sua liberdade, Malala. Pode continuar sonhando.



Ambos são visionários, mas se Malala hoje representa o que representa hoje é porque seu pai sempre a apoiou. O livro é biográfico? É sim, mas parece ficção, a cada página Malala é a personagem, vítima de uma história em que seres humanos de carne, osso e sangue, que convivem no mesmo planeta que nós, vivem baseados em um fanatismo religioso e sede por poder, a pergunta que fica é: Quantas Malalas existem por aí?
Depois do livro, percebo que essa história vai muito além da história da menina que foi baleada pelo Talibã porque queria estudar, é a história de alguém que recusou se silenciar e que lutou/luta por seu direito a educação mesmo tendo todos os motivos para desistir, é a história de uma menina que luta por direito de igualdade, que aos dezesseis anos foi convidada a falar para o mundo na sede da ONU em Nova Iorque, a história da pessoa mais jovem a receber o prêmio Nobel pela paz aos 17 anos, sua trajetória nos arranca de nossa zona de conforto, nos dá uma aula de história e ninguém termina a mesma pessoa que era no começo do livro!

Obrigada por existir, por não se calar e por nos mostrar que: ‘’ Uma criança, um professor, um livro e uma caneta podem mudar o mundo’’.

Depois do tremendo sucesso do livro houve a produção de um documentário que está disponível na Netflix e já temos um novo lançamento do livro intitulado "Longe de casa- Minha jornada e outras histórias de refugiados pelo mundo."

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5 comentários :

  1. Livro muito interessante, quero ler, adoro historias assim são uma grande inspiração, mas por outro lado é muito triste e revoltante, saber como as mulheres são tratadas, ainda mais que ela era uma criança, ela é um grande exemplo de coragem. Deve ser daquelas leituras que nos deixam arrasados, com um desconforto no coração.

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  2. Karina!
    Tive oportunidade de ler esse livro há uns 5 anos atrás e foi transformador em minha vida, pelo fato de ver essa menina, tentando mudar uma condição que para mim é básica que é estudar e ainda sofrer um atentado. Sorte que a missão dela é tão importante que seus algozes não conseguiram o intento e ela continua viva e conhecida no mundo todo por sua luta.
    cheirinhos
    Rudy

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  3. Olá!
    Eu já ouvi fala muito dessa mulher e fico encantada por tudo que ela lutou, foi maravilhoso. Eu pretendo ler esse livro em algum momento porque sei que é uma historia que tem que ser lida e contada.

    Meu blog:
    Tempos Literários

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  4. Alguns anos atrás li esse livro e conheci a história dessa garota. Uma história triste, de luta e sofrimento, tudo para ter o que deveria ser um direito, independente de ser mulher ou não. É muito bom ver que essa garota cresceu e se tornou uma mulher determinada e que deve ser espelho para muitas outras da sua cultura e pelo mundo afora.

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  5. A història dessa jovem é fortíssima e um verdadeiro exemplo. Quero muito ler esse livro, mesmo que eu ja tenha assistido várias entrevistas com ela, mas o livro deve ser bem diferente.

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