28 março 2019

[Resenha] Pôr do Sol no Central Park - Sarah Morgan


Após o grande sucesso do livro Amor em Manhattan, Sarah Morgan retorna às livrarias brasileiras com este novo romance da série “Para Nova York, Com Amor”, que vai aquecer seu coração.
Frankie Cole e suas duas melhores amigas inauguraram um novo negócio em Manhattan que está sendo um sucesso. Frankie é designer e ama trabalhar com paisagismo de jardins suspensos nos telhados dos arranha-céus da cidade. Entre amizades verdadeiras e um trabalho gratificante, ela tem tudo para ser feliz. Frankie nunca deu muita atenção às relações românticas, sempre preferindo focar em si e no trabalho. Ela e Matt, irmão de sua melhor amiga, se conhecem há anos, mas nunca tiveram nada além de amizade. Até que ele descobre novas coisas sobre a mulher que pensou conhecer tão bem, e decide que não quer passar mais nenhum dia longe dela. Matt sabe que Frankie se mantém segura por trás de sua barreira emocional, mas fará de tudo para superar os bloqueios e conquistá-la.


Livro:  Pôr do Sol no Central Park|| Série: Para Nova York, com amor #2
Autor: Sarah Morgan || Editora: Harlequin || Classificação: 4 estrelas 
 Resenhista: Luiza ||  Ano: 2018||  Gênero: Chick-lit, Romance, Adulto

Frankie se considera uma mulher bem resolvida. Trabalha no que ama, com suas melhores amigas, num negócio que fundaram juntas e que está começando a fazer sucesso. Prefere ficar sozinha, não acredita no amor nem no casamento, e assim vive na sua zona de conforto, como imaginou que seu futuro seria: ela, seu gato, suas plantas e seus livros.
"- Vai lá dar um abraço nela, Frankie. Diga que tudo vai ficar bem.
- Ela está prestes a se casar. Como é que as coisas poderiam ficar bem?"
Sua infância não foi fácil, seus pais (divorciados) deixaram uma marca enorme na sua personalidade e são responsáveis por muito do que ela se tornou, uma mulher fechada para o amor. Nada iria quebrar essa concha em volta do coração de Frankie...

Exceto uma paixão de muito, muito tempo...

O irmão de sua melhor amiga, Matt, sempre esteve presente em sua vida. Moravam na pequena Ilha Puffin antes de ir para Manhattan e é o dono do apartamento que ela mora. Há muito que a conecta a ele, mas Frankie jamais pensou em levar essa atração adiante.

Matt é um homem bem sucedido, com uma família que o ama e um negócio muito próspero. Ele é um arquiteto paisagista, bastante conhecido no ramo imobiliário, capaz de transformar qualquer imóvel em algo dos seus sonhos e tem muito gosto pelo que faz. Já precisou da ajuda de Frankie algumas vezes no seu trabalho, por causa da grande paixão e talento para trabalhar com plantas que ela tem. Mas, agora, algo mudou. 

Matt percebeu que sente uma atração por Frankie que não pode mais ignorar, e sabe que ela também é atraída por ele. Porém, não é tão simples... Frankie tem muitos problemas para se relacionar, não confia em ninguém, se sente incapaz de amar e nunca esteve com alguém dessa forma. Como daria certo entre eles?

Matt precisará vencer as barreiras de Frankie e ela terá que decidir de uma vez por todas se quer dar uma chance à felicidade. Uma coisa é certa: nada virá fácil para esse casal.

"Todo amor romântico deveria ser sustentado por um alicerce forte de amizade. Um homem pode ter o melhor beijo do mundo, mas eu não o desejaria se não fosse o meu melhor amigo."

Esse é o segundo livro da série Para Nova York, com amor, que conta a história de três amigas que foram demitidas e decidiram abrir seu próprio negócio. Como o anterior, esse é um livro leve e gostoso de ler, um chick-lit bem moderno que cumpre com as expectativas.

Frankie não é daquelas personagens mais fáceis de gostar, tem um temperamento e uma teimosia que certas horas irrita, mas que é bastante compreensível dado ao passado que contribuiu para a construção de sua personalidade. Ela viveu aquela história clássica (e triste) de pai que abandonou a família para viver com outra mulher e simplesmente deletou a filha de sua vida. Sua mãe, que deveria segurar as pontas e tornar tudo mais fácil para Frankie, desabou e mudou completamente. Passou a levar uma vida inconsequentemente, mudando de namorado o tempo todo, negligenciando a filha completamente e destruindo o que ainda tinha de esperança no coração da menina. Frankie viu (e viveu) as consequências de um relacionamento que acaba mal, viu como sua mãe saiu destruída, como ela perdeu o afeto de seu pai e teve que amadurecer muito cedo. Isso tudo criou uma grande aversão à homens nela, que acreditava que todos os relacionamentos estão fadados ao fracasso.

Matt é o oposto, tem uma família amorosa que sempre o apoiou, cresceu vendo o amor de seus pais e acredita que um dia encontrará o que eles têm. Ele sabe que Frankie está atraída por ele também e decidiu que quer dar uma chance à essa paixão. Com isso, passou a perceber muitas pequenas coisas que jamais tinha reparado em Frankie, como ela usa o óculos para esconder seu rosto, como usa as roupas para se fazer invisível, como sempre acaba escapando de qualquer confraternização... E isso só fez ele se interessar mais por ela. Porém, seria suficiente para convencê-la de que ele vale à pena?

É um relacionamento construído passo a passo, com erros e acertos, muitos medos no meio do caminho e tantas incertezas sobre o que virá a seguir. Assim é para Frankie, um mundo novo, sensações novas e um pavor de tudo dar errado e ela sair ferida.

Como no livro anterior, a autora trata de temas importantes e pertinentes, como o abandono parental, traição, falta de amor dois pais e traumas da infância. E como a vida de um adulto pode ser completamente moldada pelo que ele viveu na infância, como nossos pais podem influenciar naquilo que nos tornamos e o que queremos para as nossas vidas. Tudo isso sem tornar a história pesada e sem perder a essência que me fez gostar tanto do primeiro livro.

A capa é lindíssima, combina muito com a história e só me faz ser mais apaixonada por Nova York <3

Essa é uma leitura que com certeza te conquistará e arrancará muitos sorrisos, é impossível não se envolver com Frankie e Matt e não torcer a cada momento para que dê certo e eles sejam felizes. Ao mesmo tempo, nos mostra que, mesmo as pessoas que conhecemos a vida toda podem não ser aquilo que parecem, todos guardam segredos e carregam dentro de si muitas marcas do que já viveram e só quem ama de verdade é capaz de aceitar essas marcas e buscar seu final feliz.

"Nada é possível entre duas pessoas se não houver confiança. Nenhum relacionamento é perfeito. Não importa quanto amor exista, sempre haverá conflitos. A vida é imprevisível. Ela sempre envolve o inesperado, o desafiador. Para enfrentar-la é preciso confiança e honestidade."

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3 comentários :

  1. Que legal, to louca ora ler o primeiro e nem sabia que já tinha mais um. Adorei essa premissa, personagens tão diferentes e que foram criados de formas tão opostas. Não consigo imaginar a dor da Frankie e o que ela passou que a deixou tão fechada. Por outro lado Matt vem totalmente diferente e disposto a achar o colorido que existe no interior da nossa mocinha. Com certeza vou ler

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  2. Luiza!
    Gosto desses chick-lits mais modernos, que trazem uma carga emocional mais forte, traumas, medos e ainda uma relação construída aos poucos para que posa chegar no lugar certo e o fato de serem amigos desde sempre, acredito que facilite a adaptação do casal.
    cheirinhos
    Rudy

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  3. Embora Frankie irrita, deve ser gostoso acompanhar esse crescimento dela em relação ao amor, gostei que vai sendo construído aos poucos o relacionamento deles, as barreira vão se quebrando. A historia deve mexer com as nossas emoções afinal na realidade também é assim pais que negligenciam seus filhos.

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