19 janeiro 2019

[Resenha] A Rainha Vermelha - A Rainha Vermelha 01 - Victoria Aveyard


Edição especial limitada do primeiro volume da série que já vendeu mais de meio milhão de exemplares no Brasil. Em capa dura, o volume traz ilustrações exclusivas e conteúdo inédito!
O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses. Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho?
Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe ― e Mare contra seu próprio coração.
Diferenciais desta edição:- Capa com novo design;- Encadernação em capa dura com sobrecapa;- Laterais pintadas de vermelho;- Cinco ilustrações do artista Weberson Santiago;- Conteúdo inédito que mostra os bastidores da Guarda Escarlate!
Esta edição primorosa é o presente ideal para fãs da série, assim como para novos leitores que queiram se surpreender com esse universo movido por sangue, intrigas e poder, onde a única certeza é que todo mundo pode trair todo mundo.

Livro: A Rainha Vermelha|| Série: A Rainha Vermelha #01 ||Autor: Victoria Aveyard
  Editora: Seguinte || Classificação: 4 estrelas || Resenhista: Luiza
 Ano: 2018|| Gênero: Fantasia, YA

O mundo de Mare Barrow é cruel e e dividido. Há aqueles que tem sangue prateado, uma raça dotada de poderes mágicos e muito poder. E há aqueles que tem sangue vermelho e não tem poder algum, e trabalham para sustentar a elite prateada.

É um mundo autoritário, em que toda uma raça é subjugada a servir a outra, através do uso da força, da manipulação e da livre demonstração de poder. Quem não obedecia, morria. Dois extremos formados por um lado na extrema riqueza e outro na extrema pobreza existiam num equilíbrio precário e cheio de exploração.

Cada região de vermelhos proviam matérias primas e produtos necessários à vida dos prateados, além de trabalharem como escravos, lutarem em suas guerras e aceitarem pacificamente, senão morriam. E todo mês, na primeira sexta feira, haviam lutas públicas entre os prateados, em que todos os vermelhos eram obrigados a assistir, para presenciar o poder da raça que os dominava e lembrar a todos sempre quem manda, quem tem o poder.

Era uma vida cruel em que as pessoas viviam esperando o pior o tempo todo. Quando completavam 18 anos, os jovens que não possuíam algum talento eram mandados para guerra, e os que possuíam, iam trabalhar naquilo que sabiam fazer.

Mare Barrow estava prestes a completar 18 anos e não tinha nenhum talento. Ela ajudava a manter a família como podia, roubava pequenos itens, revendia coisas, enfim, se virava. Ao contrário de sua irmã menor Gisa, que sabia bordar lindamente, Mare não tinha uma ocupação, então seu destino certo era a guerra, assim como seus três irmãos mais velhos, que foram e nunca mais voltaram para casa, apenas escreviam, ocasionalmente.  Ela não tinha saída e não sabia o que fazer para escapar do seu iminente destino.

Reviravoltas acontecem em sua vida e ela recebe um comunicado que conseguiu um emprego no palácio dos prateados. Era a sua saída, sua chance de mudar o futuro. Mas nada era tão fácil assim...
Seu primeiro dia seria num evento de grande importância, em que jovens prateadas de todos os lugares eram apresentadas à família real, para que se fosse escolhida uma noiva para o príncipe, o filho mais velho do Rei, que o sucederia no trono. Existiam diversas classes de poderes, tanto ofensivas, quanto defensivas ou mais passivas. Obviamente os mais poderosos eram aqueles que controlavam o ar, o fogo, a água, a mente e por aí vai. 

Nesse mundo novo em meio a tantas demonstrações de poder, Mare se vê um uma situação impossível em que precisa se defender ou morreria ali. E o resultado disso é uma grande descoberta: Mare tem um poder, mesmo tendo sangue vermelho. Como isso é possível? Ninguém sabe...

No meio de tantas pessoas manipuladoras e sedentas por poder e controle, ela vê sua vida virada de cabeça para baixo. Tudo muda, ao ponto de não conhecer mais o seu próprio lugar. Ela era apenas uma mera plebeia tentando ajudar a sua família, e agora precisava de todas as forças para sobreviver nesse ninho de víboras. Além de aprender a lidar com esse lado novo de si mesma: ter um poder. Uma coisa que em um momento não existia e em outro já era parte dela. O que ela faria? 

Em meio a tantas intrigas e manipulações, Mare precisa de toda a sua força para não perder a si mesma e para escapar de um destino que parece tão certo quanto a morte. Ela sairia viva disso? Como ela lutaria contra tantas pessoas poderosas quando sempre foi nada para eles?

“Uma sociedade dividida pelo sangue. Um jogo definido pelo poder.”


Essa é uma série aclamadíssima pelo mundo todo. Sempre tive curiosidade de ler para ver se era isso tudo mesmo, rs. Posso dizer com certeza que esse foi o meu primeiro livro de distopia com fantasia e tinha tudo para ser super top, mas não achei essa coca-cola toda não....

Certamente é um enredo bem complexo. Descreve um mundo pós-guerra completamente dividido em que uma parte governa e oprime a outra, uma distopia bem cruel. um povo vive na pobreza e trabalha muito para manter o outro na riqueza. Ao mesmo tempo em que existe magia, com classificações de poder e diversos tipo de aptidões. Sinceramente, tinha tudo pra ser O livro....

Me incomodaram várias coisas, e a principal delas é o fato de ter muitos elementos que já li em outras séries, então nada foi muito novo além da premissa, inclusive fatos, diálogos e alguns relacionamentos. Isso que incomodou bastante e eu não consegui me conectar com a história.

O livro é lindíssimo, cheio de ilustrações e com um papel diferenciado. A capa é dura e muito bonita. Essa é uma edição especial de colecionador feita especialmente para os milhares de fãs que a série ganhou pelo Brasil.


Os personagens foram muito bem compostos, e muitos personagens secundários tiveram bastante participação e tornaram a história melhor. Mas, justamente a protagonista, que narra a história, foi o personagem que menos gostei, rs.

Mare é a típica mocinha destemida e inconsequente. Vive numa situação difícil, mas não se conforma e faz de tudo para mudar. Enxerga as desigualdades, sente muita raiva pelas injustiças e tem dentro dela uma grande sede de lutar pelo que acredita. Mas, sabe o seu lugar, sabe o que a espera e, quando sua vida muda repentinamente, é como se ela ficasse sem chão. Essa trajetória de auto redescobrimento e construção de seu novo "eu" é um dos pontos altos para mim. Mas, ela me pareceu o tempo todo uma pessoa muito ambígua, cheia de pensamentos e ações contraditórias e com tanto mimimi que me cansou.

Quem exerce um papel importante na história são os dois príncipes: Carl (o mais velho e herdeiro do trono) e Maven (o mais novo). São duas pessoas completamente diferentes, um é prepotente, cheio de si e sedento de poder, enquanto o outro é mais complacente, mais humano, mais acessível. Não dou muitos detalhes pois acho que tudo que se fala a partir do ponto que a vida de Mare muda é spoiler, e odeioo spoiler rs.

O melhor amigo de Mare, Kilorn, também é um personagem importante. Eles são muito ligados, desde pequenos, dois jovens que cresceram em meio a tantas dificuldades, mas que se uniram para se ajudar. Não achei que ele tenha aparecido na história tanto quanto poderia, mas pode ser que nos próximos livros isso aconteça.

Todo o panorama político nos faz pensar bastante. Mesmo sendo um livro de fantasia, há muitas mensagens importantes que dizem muito respeito ao nosso mundo atual. Como um governo pode manipular todo um povo com informação, e assim causar medo naqueles menos privilegiados. Como toda uma raça é explorada continuamente e permanece sempre oprimida, senão morre. Como as pessoas que detém o poder só querem mais poder o tempo todo. Como uma só pessoa pode pôr em risco todo um sistema....

Certamente é um livro que divide opiniões pelo fato de ter tantos elementos conhecidos em uma premissa inovadora. É uma história que te prende e que tem reviravoltas a todo momento, você se surpreende em várias partes. O final é daqueles que mudam tudo te deixa desesperado para ler a continuação. 

"Todo mundo pode trair todo mundo"

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2 comentários :

  1. Luiza!
    O que acho melhor nas distopias é justamente o fato de criar um mundo ficcional muito próximo da nossa realidade.
    Mesmo que tenham sangue diferente, o ponto principal é justamente a diferenciação entre os mais abastados que aqui tem poderes, e os mais desfavorecidos. Nossa realidade, né?
    Fato é que gostei de acompanhar o drama de Mare…
    Li ainda na edição anterior.
    cheirinhos
    Rudy

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  2. Confesso que esperava algo novo nesse livro, pois estava causando um furor e como não foi essa coca cola toda rs, estou com medo de me decepcionar. É estranho quando a protagonista não nos conquista fica faltando algo e também odeio personagens cheios de mimimi fico sem paciência. Mas é um enredo que nos deixa refletindo e comparando com a nossa realidade.

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