17 janeiro 2019

[Resenha] O Jardim Esquecido - Kate Morton


Uma criança abandonada, um antigo livro mágico, um jardim secreto, uma família aristocrática, um amor negado. Em mais uma obra-prima, Kate Morton cria uma história fantástica que nos conduz por um labirinto de memórias e encantamento, como um verdadeiro conto de fadas.

Dez anos após um trágico acidente, Cassandra sofre um novo baque com a morte de sua querida avó, Nell. Triste e solitária, ela tem a sensação de que perdeu tudo o que considerava importante. Mas o inesperado testamento deixado pela avó provoca outra reviravolta, desafiando tudo o que pensava que sabia sobre si mesma e sua família.

Ao herdar uma misteriosa casa na Inglaterra, um chalé no penhasco rodeado por um jardim abandonado, Cassandra percebe que Nell guardava uma série de segredos e fica intrigada sobre o passado da avó.

Enchendo-se de coragem, ela decide viajar à Inglaterra em busca de respostas. Suas únicas pistas são uma maleta antiga e um livro de contos de fadas escrito por Eliza Makepeace, autora vitoriana que desapareceu no início do século XX. Mal sabe Cassandra que, nesse processo, vai descobrir uma nova vida para ela própria.

 Livro: O Jardim Esquecido || Autor: Kate Morton ||  Editora: Arqueiro || 
Ano: 2018  ||  Gênero: Romance, Suspense, Literatura gótica, Ficção histórica, Fantasia romântica.
 Classificação: 3 estrelas || Resenhista: Barbara

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O Jardim Esquecido, talvez tenha sido um dos livros mais complexos e demorados que eu já li na minha vida. Foram quase três meses tentando ler esse livro, sempre travando e parando, me perguntando se eu conseguiria chegar ao fim. Não por ser um livro ruim, pois ele não é, mas pela quantidade de informações e narrações que ele abrange.

O livro se passa em diversos momentos diferentes e foi isso que me deixou mais perdida e cansada com toda a história, pelo menos nas duas primeiras partes, pois quando entra na terceira e última, as coisas melhoram, ou talvez a gente se acostume e nem sinta mais, não sei ao certo. 

Tudo se inicia no ano de 1913, quando uma garotinha de 4 anos é encontrada sozinha no porto na Austrália, sem documentos, sem saber exatamente quem é e com apenas uma mala contendo alguns pertences, sendo eles um vestido e um livro de histórias. Um homem a encontra, levando-a para casa até que a garotinha seja procurada pelos familiares, o que não acontece e ela acaba se tornando parte de sua família. Sendo ela, adotada por ele e sua esposa, que decidiram se mudar para não atraírem suspeitas.

A garotinha foi chamada de Nell Andrews e cresceu feliz com as irmãs mais novas, sendo sempre muito amada por todos. Sem se lembrar de sua verdadeira origem por cerca de 21 anos, até que seu pai, achou ser o momento certo para lhe contar a verdade. Após essa revelação, Nell se tornou fria e afastou-se da família, sempre tentando entender quem era e sentindo-se vazia por conta disso.
“Vou contar o grande segredo da família. Toda família tem um, com certeza, só que alguns são maiores do que outros.”

Já em outra narração, anos à frente conhecemos Cassandra, neta de Nell que cresceu com ela após ser deixada pela mãe, cuidando de Nell em seus últimos dias, que vem a falecer com 95 anos. Nell em seus últimos dias, já sem lucidez, ainda carrega a tristeza de não saber a verdade sobre seu passado. Com a morte da avó, Cassandra passa a descobrir mais sobre a mesma, como o fato dela não ser quem ela sempre acreditou ser e a herança de um pequeno chalé na Cornualha, que ela nunca teve conhecimento.

Cassandra parte para Inglaterra, apenas com o livro de histórias de Eliza Makepiece, do passado de Nell como pista e um novo caminho cheio de mistérios e dúvidas das quais ela nunca imaginou se prender. Deixando a vida pacata de Cassandra movimentada enquanto ela busca um passado que nem mesmo ela sabia existir.


A história envolve diversas narrações, tanto na visão de Eliza Makepiece, sua prima Rose, quanto a visão de Nell em sua busca pela sua origem e o de Cassandra que também está tentando entender as origens de sua avó e ao mesmo tempo as suas. Tornando-se um emaranhado de pensamentos e narrações que nas duas primeiras partes do livro me deixou bem confusa. São muitos detalhes, algo que me agradou muito na escrita de Kate, ela sabe exatamente sobre o que está escrevendo, ela tem conteúdo e conhecimento.

É um livro que eu acabei gostando bastante, mas como eu disse mais na terceira parte do que nas duas primeiras, pois ao mesmo tempo que Kate tem muito conhecimento e informação, ela acaba enrolando demais para chegar no que realmente importa na história, como o próprio nome do livro e o significado do Jardim, que demora para ser explicado e fica cansativo tentar entender.

Entretanto, é um livro que eu recomendo, para que gosta de mistério e acha que vai desvendar tudo de início, mas que vai ser surpreendido com um final de tirar o fôlego. É um livro que requer paciência, mas que no final vale a pena. Gostei muito da escrita da Kate Morton e já coloquei outro livro na lista para ler, talvez me surpreenda mais do que o Jardim Esquecido.

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3 comentários :

  1. Barbara!
    Nada li da autora ainda, mas achei bem interessante o fato de ser sobre a história de três mulheres que se entrelaçam de alguma forma, parece uma ficção bem escrita e cheia de aprendizado para o leitor.
    cheirinhos
    Rudy

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  2. É tão desgastante quando isso acontece de não conseguir terminar o livro e ficar meses para terminar, já aconteceu comigo. Ainda não conheço a escrita da autora, mas gosto muito de mistério e esse livro é bem misterioso, com esse passado da personagem, só achei que a Nell conseguiria descobrir antes de morrer.

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  3. Oi Bárbara,
    A história me lembrou um pouco de “O Jardim Secreto”, e fiquei encantada com tudo o que o livro propõe. Mesmo não tendo magia explicitamente no enredo, eu achei a história toda bem mágica, principalmente o que essas mulheres vivem, e fiquei bem curiosa sobre o livro de Cassandra.
    Fiquei encantada nessa edição, quero na minha prateleira, rs.
    Pena que foi uma leitura empacada.
    Beijos

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