01 outubro 2018

[Resenha] O Príncipe Cruel - Holly Black


Primeiro livro da mais nova série de Holly Black. Conheça a impressionante história de uma garota mortal aprisionada em uma teia de intrigas reais.

Jude tinha 7 anos quando seus pais foram assassinados e foi forçada a viver no Reino das Fadas. Dez anos depois, tudo o que ela quer é ser como eles – lindos e imortais – e realmente pertencer ao Reino das Fadas, apesar de sua mortalidade. Mas muitos do povo das Fadas desprezam os humanos. Especialmente o Príncipe Cardan, o filho mais jovem, mais bonito e mais cruel do Grande Rei. Para ganhar um lugar na Alta Corte, ela deve desafiá-lo... e enfrentar as consequências. Envolvida em intrigas e traições do palácio, Jude descobre sua própria capacidade para truques e derramamento de sangue. Mas, com a ameaça de uma guerra civil e o Reino das Fadas por um fio, Jude precisará arriscar sua vida em uma perigosa aliança para salvar suas irmãs, e o próprio Reino. Com personagens únicos, reviravoltas inesperadas, e uma traição de tirar o fôlego, este livro vai deixar o leitor querendo mergulhar de cabeça na continuação deste universo.

 Livro: O Príncipe Cruel || Autor: Holly Black ||  Editora: Galera Record || 
Ano: 2018  ||  Gênero: Fantasia
 Classificação: 4 estrelas || Resenhista: Barbara

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Admito que nunca tinha lido nada de Holly Black, mesmo sabendo que ela já escreveu alguns livros conhecidos e famosos, mas como acabei ganhando O Príncipe Cruel e me apaixonei pela capa, acabei passando na frente de algumas leituras que eu tinha já definidas.

O livro começa de uma forma bem dinâmica, com a chegada de um misterioso ser na casa da família Duarte, e de início nos é revelado que a filha mais velha do casal, Vivienne, é na verdade filha desse ser, que logo descobrimos se tratar de Madoc, o general do Grande Rei Féerico. Sua esposa, ainda grávida, fingiu sua morte e fugiu para o reino humano, afinal, ela é uma humana, dando à luz a criança imortal lá, tendo além de Vivi, as gêmeas Jude e Taryn. Madoc, irritado com a traição da ex-mulher, a mata, junto com seu amante, diante das três crianças e as leva para seu reino, onde promete protegê-las e educá-las da melhor maneira possível.

E é assim que a história começa. Algo que gostei bastante, foi o fato da história não se focar em Vivi, a filha de Madoc, que é meio féerica, e sim em uma das gêmeas e a forma como uma humana se adapta ao mundo mágico. Passando dez anos à frente, temos uma narrativa em terceira pessoa de Jude, que nos apresenta o reino mágico de forma interessante, afinal, você espera que ela odeie tudo ao seu redor, mas isso não acontece, Jude ama o mundo mágico, não se vê voltando para o mundo humano, e além disso, espera poder participar do torneiro para se tornar uma Cavaleira do Grande Rei e entrar para Corte Féerica.

Mas a vida das gêmeas não é tão fácil e simples assim, mesmo sendo as únicas humanas tratadas como da nobreza. Por conta do título de Madoc, elas precisam lidar com o preconceito das fadas e principalmente do príncipe mais jovem, Cardam e seus fiéis amigos, Valerian, Locke e Nicasia.

“Há duas maneiras de mortais se tornarem parte da Corte: se casando ou desenvolvendo uma grande habilidade, que pode ser em metalurgia ou tocando alaúde ou qualquer outra coisa assim. Não estando interessada na primeira, tenho que torcer para ter talento suficiente para segunda.”

De início fiquei realmente empolgada com a história, tentando não me basear nos féericos criados pelo universo de Sarah J. Maas, mas admito que é muito difícil não comparar, e talvez isso tenha estragado um pouco minha visão do livro de Holly Black. Eu esperava mais, queria que ela detalhasse melhor as raças apresentadas, falar mais sobre suas características, suas habilidades, isso tudo ficou muito vago, impossibilitando que nossa imaginação viajasse com ela nesse mundo mágico e cruel. Assim como faltou detalhar mais os próprios personagens principais, pois sei que há gêmeas, mas quase não sei nada sobre elas.

Só que ao mesmo tempo o livro apresenta bastante detalhe sobre a mitologia, sobre a crença das fadas, explorando isso pelo lado humano de Jude e a luta para sobreviver aos encantos diariamente, como encher o bolso de frutas secas, comer sempre com sal ao lado e virar a camiseta do avesso. Se tornando interessante entender um pouco mais sobre essa crença.

“Você não é assassina.
Madoc não faz ideia do que eu sou.
Talvez eu também não saiba. Talvez eu nunca tenha me permitido descobrir.”
Jude é o tipo de personagem principal que me conquista. Mesmo possuindo uma gêmea, não se limita a ser o espelho da irmã, ela é diferente, tem uma personalidade única e forte, não baixando a cabeça para ninguém, nem mesmo o príncipe Cardan, que não lhe dá paz e faz de tudo para transformar sua vida num completo inferno. Assim como me agrada que o romance, que não é como esperamos e shippamos de início, não seja o centro de tudo. Ele tem sua importância, mas não vemos Jude o tempo todo suspirando ou apenas se focando nesse sentimento, ela tem coisas mais importantes acontecendo à sua volta, e o desejo de provar seu valor é mais importante do que qualquer outra coisa.

“No fundo do meu coração, eu desejo ser a melhor.”
É um livro cativante, com uma escrita envolvente e rápida, pois quando você se dá conta já está na metade e no meio de uma confusão e quer saber como tudo aquilo vai acabar, e quando acaba, você percebe que nem chegou a metade do que pode ser explorado nesse mundo e quer cada vez mais.

Há muito para Holly explorar e acredito que essa série tenha um grande potencial, mesmo que às vezes eu tenha me visto perdida diante de tantas raças e nomes estranhos. Estou ansiosa pela continuação, para ver até onde a história de Jude vai chegar. E para aqueles que já são apaixonados por Féericos e esperam que seja algo parecido com o mundo de Sarah J. Maas, vão perceber algumas semelhanças, mas é completamente diferente, mas que vale a pena ser explorado.

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6 comentários :

  1. Oi, Bárbara,

    A ideia central de uma das irmãs ficar em segundo plano, não me é estranha, visto que a Jude apresenta um pouco mais de aspectos subliminares.

    Vemos que a autora fez um belo trabalho, desenvolvendo um mundo totalmente rico em detalhes e unânime. Nunca li nada relacionado à fadas, mas acho que essa seria uma boa experiência.

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    1. Oi Daiane,

      Siim, eu acho isso fantástico, pois inicialmente achei que a história focaria em Vivi, filha do Madoc, mas focar em outra personagem que tem uma visão completamente diferente do esperado é fantástico. E eu amo esse tipo de história com féericos e um mundo criado, vale muito a pena se puder ler mais livros assim, eu pelo menos acho.

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  2. Bárbara!
    Não li esse livro ainda da autora, mas gosto muito da ficção fantasia criada por ela, porque gosto de toda mitologia de seres fantásticos, como fadas, feéricos, etc...
    Gostei foi muito de sua resenha e fiquei curiosa e interessada por fazer a leitura.
    Desejo um mês abençoado e uma semaninha de luz e paz!
    “A gratidão é o único tesouro dos humildes.” (William Shakespeare)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA OUTUBRO - 5 GANHADORES –
    BLOG ALEGRIA DE VIVER E AMAR O QUE É BOM!

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    1. Oi Rudy,

      Ah se você gosta desse tipo de trama, vai se apaixonar por essa e se puder ler, vem me contar se gostou e me contar mais sobre livros que já leu sobre esse tipo de fantasia, vou amar poder conhecer mais.
      Boa semana, beijos.

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  3. Oi Bárbara!
    Não conhecia o livro ainda, por gostar mto do gênero gostaria de conhecer a história, pela sua resenha se nota que a leitura vale a pena e que a autora parece ter feito um bom enredo.
    Bjs!

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  4. Ainda não conheço a escrita da autora, mas tenho vontade seus livros são bem comentados. Confesso que quando comecei a ler a resenha achei que o foco seria na Vivi e que surpresa que não é. Adoro esse mundo de fadas e outros seres e gostei por já começar de forma dinâmica deixando a leitura envolvente, não gosto desses livros que começam parados rs.

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