21 outubro 2018

[Resenha] Desejo à meia noite - Lisa Kleypas - Os Hathaways #1

Após sofrer uma decepção amorosa, Amelia Hathaway perdeu as esperanças de se casar. Desde a morte dos pais, ela se dedica exclusivamente a cuidar dos quatro irmãos uma tarefa nada fácil, sobretudo porque Leo, o mais velho, anda desperdiçando dinheiro com mulheres, jogos e bebida. Certa noite, quando sai em busca de Leo pelos redutos boêmios de Londres, Amelia conhece Cam Rohan. Meio cigano, meio irlandês, Rohan é um homem difícil de se definir e, embora tenha ficado muito rico, nunca se acostumou com a vida na sociedade londrina. Apesar de não conseguirem esconder a imediata atração que sentem, Rohan e Amelia ficam aliviados com a perspectiva de nunca mais se encontrarem. Mas parece que o destino já traçou outros planos.
Quando se muda com a família para a propriedade recém-herdada em Hampshire, Amelia acredita que esse pode ser o início de uma vida melhor para os Hathaways. Mas não faz ideia de quantas dificuldades estão a sua espera. E a maior delas é o reencontro com o sedutor Rohan, que parece determinado a ajudá-la a resolver seus problemas. Agora a independente Amelia se verá dividida entre o orgulho e seus sentimentos.
Será que Rohan, um cigano que preza sua liberdade acima de tudo, estará disposto a abrir mão de suas raízes e se curvar à maior instituição de todos os tempos: o casamento?

  Livro:  Desejo à meia noite ||  Série: Os Hathaways #1  ||Autor: Lisa Kleypas 
Ano: 2013 ||  Editora: Arqueiro|| Gênero: Romance de época/Ficção
Classificação: 3 estrelas || Resenhista: Luiza

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Nessa série maravilhosa de Lisa Kleypas, vamos conhecer a família Hathaway ❤️

É uma família diferente e cheia de peculiaridades, que se vê em um momento de desespero após a morte dos pais. Sempre foram pessoas simples e bastantes excêntricas, criadas com muito amor. O pai era um estudioso, um acadêmico, e criou seus cinco filhos de uma forma bastante diferente do que se considera aceitável na sociedade londrina. São quatro mulheres: Amelia, Winifred, Poppy e Beatrix; e um homem: Leo. 

Um dos motivos de os Hathaways serem considerados tão excêntricos foi terem criado em seu seio familiar um menino cigano, que encontraram à beira da morte. Merripen passou a ser considerado parte da família, mesmo sendo bem diferente dos Hathaways: quieto, reservado e um tanto quanto selvagem. Existia muito preconceito na sociedade londrina, o povo cigano não era bem visto, e era no mínimo estranho ter um circulando e vivendo na sociedade. Mas os Hathaways nunca ligaram para  a opinião alheia mesmo.

Eles se veem em um período extenso de má sorte. Parecem perdidos, sem saber como continuar a vida. E tudo piora ainda mais quando Leo herda um título de visconde de um parente distante, e assim vira Lord Ramsay.

O título vem com pouquíssimas bonificações, uma propriedade abandonada e uma maldição. Todos os lords predecessores sofreram morte precoce.

A família decide mudar de ares e se mudar para a propriedade Ramsay, em Hampshire, no interior. Ali poderiam construir uma nova vida e seguirem em frente. Só que nada seria fácil para eles. Nunca foram nobres, não sabem agir como tal, não têm condições financeiras e ainda têm que tentar resolver a situação em que Leo se encontra.

Ele perdeu os pais e logo depois a noiva, a quem amava muito, e depois disso a vida acabou para ele, que faz de tudo para não permanecer sóbrio. Se antes era um jovem extrovertido e amoroso, agora é um homem sombrio, amargo e bêbado. Não se importa com mais ninguém. Gasta tudo em bebidas e mulheres, e não dá a mínima para a condição das irmãs.

Quem segura as pontas é Amelia. Ela é a força entre eles. Toma as decisões, faz o possível pelas irmãs, cuida da transição para o novo lar e ainda tenta consertar as besteiras do irmão. Considerada uma solteirona convicta por ter 26 anos e não ter casado ainda, ela está confortável nessa posição e não pretende casar mesmo. Sofreu uma grande desilusão amorosa no passado e isso acabou com as esperanças de Amelia. Impossível amar novamente. Seu único objetivo agora era cuidar de sua família.

Numa noite, quando ia atrás de Leo, que estava há dias desaparecido, Amelia e Merripen foram parar em uma casa masculina de apostas. E lá conheceu Cam Rohan. 

Um homem misterioso, um cigano que vivia na sociedade. Amelia sentiu na mesma hora que era um homem perigoso e muito, muito enigmático. Não era tão estranho para ela estar na presença de um cigano, pois vivia com um. Porém, era no mínimo incomum ver um na posição de gerência de um Clube.

Ela o pede para ajudar a encontrar Leo, e assim, no meio da noite, partiram para tentar achar seu desmiolado irmão.

Cam Rohan estava absurdamente entediado com a vida. Nada mais o agradava, nada mais o dava prazer de viver. Ele era um cigano que foi abandonado criança para viver na cidade. Dono de uma mente brilhante, conquistou muito com seu grau elevado de inteligência e perspicácia. Acumulou muito dinheiro para uma vida, mas nada daquilo o agradava. Os ciganos não viam sentido em bens materiais. Por mais que tentasse se livrar do dinheiro, mais grana voltava para ele.

Dentro de si existia um imenso desejo pela vida que deveria viver, ao ar livre, na natureza, sem destino nem amarras, longe de estar entre quatro paredes. Já havia um tempo que nada mais o alegrava.

Até conhecer Amelia. Uma mulher diferente, exótica, nada como se costuma ver nos salões de Londres. Ele ficou instantaneamente intrigado por essa mulher impetuosa. Mas sabia que não existia a menor compatibilidade entre eles, pois era um cigano e ela uma dama da sociedade, os dois não devem se misturar.

Só que ele não sabia que os Hathaways não é uma família tradicional. E quando seus caminhos se cruzam novamente, não sabe se pode ficar distante.

Amelia não se sentia atraída por um homem há muito tempo, e está resoluta em se manter distante. Nada bom sairia disso. Só que o destino é imprevisível e pode pregar muitas peças. Em breve, Amelia descobrirá que não é preciso carregar todo o peso da família nas costas, não quando se pode ter alguém com quem dividir. E Cam descobrirá que o que tanto procura na vida pode estar ao alcance das mãos. E ambos se veriam frente ao maior desafio de suas vidas.



Comecei a ler esse livro com zero expectativa e sem saber do que esperar. Me surpreendi muitoo! Não tive uma boa experiência com a autora em outra série, então estava com o pé atrás. Mas Os Hathaways surpreende já no primeiro livro!

Os personagens são muito cativantes. Todos muito diferentes entre si, mas que encontraram uma maneira perfeita de viver em família, convivendo com as peculiaridades de cada um e se amando acima de tudo.

Amelia é a irmã mais velha, responsável, às vezes até demais. Ela se cobra muito, sente uma profunda responsabilidade pelos irmãos e enterrou bem fundo o desejo de amar e formar uma família um dia. Sofreu muito pelo seu primeiro amor e não iria jamais repetir aquilo de novo. Quando se vê em um lugar completamente abandonado, uma casa caindo aos pedaços e quase nenhum dinheiro para viverem, ela se desespera. O que iriam fazer?

Leo era o responsável, mas não tinha condições de gerir nem a própria vida. Amelia estava cansada, abalada e sem esperanças, mas seguia em frente.

Cam é diferente de todos. Um cigano, amante da natureza, com um profundo desejo de viver livre. Ao mesmo tempo, possui uma mente única, capaz de enxergar detalhes e com muita aptidão para multiplicar o dinheiro. Não quer riqueza, nem luxos, não sente mais prazer com nada na vida. Até encontrar Amelia ❤️

Não tem como não amar quando duas pessoa TÃO diferentes se encontram e se apaixonam mesmo fugindo tanto. E elss fogem e resistem muitoo!

Os Hathaways passam pelo mais diverso tipo de situações, mas seguem unidos e acreditando que o melhor está por vir. São TÃO unidos! Mesmo sendo tão diferentes. 

Beatrix, a mais nova, ama os animais e faz de tudo para protegê-los. Poppy sonha em formar sua família, Win é a mais delicada, com a saúde muito frágil depois de ter se recuperado da escarlatina. Leo está totalmente perdido e com um forte sentimento de autodestruição. Eles não são nada convencionais, mas são o porto seguro um do outro ❤️

Achei alguns reencontros muito forçados, e isso tirou uma estrela no meu conceito. A escrita é leve e fluida, mas tem alguns momentos com muitas descrições. Posso também ter tido a impressão de que as coisas estavam indo muito rápido mais para perto do final.

Recomendo muito esse romance de época que tem uma história divertida e sensível. É impossível não se apaixonar pelos Hathaways e suas peculiaridades. Indico para todos, leiam e se apaixonem também!

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4 comentários :

  1. Oi, Luiza,

    A premissa é idealizadora, tendo como base uma personagem tão forte e independente como a Amélia. O romance também parece ser intenso.

    O que chama mais atenção é o personagem secundário, Léo, pois com certeza o mesmo reserva muita história a ser contada e passada para o leitor.

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  2. Luiza!
    Adoro os romances de época também, trazem um cenário totalmente diferente do nosso, vestuário, comportamento, etc... E quando as personagens tem personalidade forte e diferente, nos faz analisar o comportamento. E adoro a Lisa Kleypas, não li essa série, mas já li outros livros dela e amo!
    Desejo uma semana feliz!
    “Algumas quedas servem para que levantemos mais felizes.” (William Shakespeare)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA OUTUBRO - 5 GANHADORES – BLOG ALEGRIA DE VIVER E AMAR O QUE É BOM!

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  3. Achei diferente, porque é todos da família que não liga para as regras da sociedade, geralmente é só um integrante que não liga e gostei por ter ciganos na historia, nada de mocinhos da realeza como personagens principais. E o que chama atenção é que a Amélia que toma as rédeas da família, ao invés de ser Léo que é o homem.

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  4. Oi Luiza!
    Que linda resenha, parabéns!
    Eu sou fã da escrita da Lisa, li apenas um livro dela e já me encantei com a forma que ela desenvolve os personagens, espero ter outras oportunidades de ler as séries dela.
    Bjs!

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