06 outubro 2018

[Resenha] Bruto e Apaixonado - Irmãos Lancaster # 1 - Janice Diniz



Mário Lancaster e Natália Esteves parecem não ter nada a ver um com o outro: ele é um ex-peão de rodeio e ela, uma empresária sofisticada de uma metrópole. Ela deve demitir funcionários da maior fábrica local, e ele é o responsável por convencê-la a mudar de ideia.
Eles estão em lados opostos, mas a química entre os dois é impossível de ignorar. Bruto e Apaixonado é o primeiro volume da série Irmãos Lancaster e uma história irresistível de amor, superação, sedução e, claro, caubóis atraentes e possessivos.





Livro: Bruto e Apaixonado|| Série: Irmãos Lancaster # 1
 Autor: Janice Diniz ||Editora: Harlequin
Classificação: 5 estrelas || Resenhista: Tainara
 Ano: 2018|| Gênero: Romance, Nacional, Cowboy

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Nesse livro iremos conhecer o Mário e a Natália. Mário Lancaster era um vaqueiro de rodeios que fez muito sucesso pelo país, mas, em um trágico acidente, caiu e foi pisoteado pelo touro, acabando com sua vida de rodeios. Ele acaba se distanciando das arenas e torna-se um fazendeiro. Cinco anos após o acidente se encontra em situação difícil e tem que achar um meio de conseguir manter a sua fazenda e sua mãe.

Natália Esteves é uma mulher nascida e criada na cidade, vinda de uma família rica, trabalha na empresa de seu pai e gostaria de ser reconhecida como a filha do chefe, porém o mesmo a trata de igual para igual, sem regalias.

Quando ele compra a fábrica de Seu Fagundes, na pequena cidade de Santo Cristo, Natália e Jean (seu primo) são chamados para fazer as demissões do pessoal da fábrica. Mal sabe ela que seu destino seria mudado para sempre.

Quando eles se encontram a primeira vez o Mário se encanta por ela instantaneamente, como o narrador conta “ perdeu o chapéu, assim, sem vento algum”. A Nat acha o Mário maravilhoso, quem não acharia? Mas como vou dizer mais lá na frente, a Nat se retrai um pouco com a hospitalidade, a insistência do Mário em tentar ajuda-la. Afinal, ela sabe que será difícil para Santo Cristo aceitá-la, pois o papel dela ali, é deixar muitas pessoas desempregadas.

Com o desenrolar da história ocorre situações que fazem Natália ficar os oitos dias que ela passará em Santo Cristo na casa do Mário e ali é que a vida deles vai por um caminho que não tem mais retorno.

Depois que se entregam àquela velha história de “só o tempo que eu ficar aqui”, não tem mais jeito.
"—O povo está falando —disse Teófilo, ao seu lado, a mão na aba do chapéu empurrando-a para acima da testa.
—O povo tem boca, não tem? Deixa falar —respondeu Mário, desinteressado."



Quem já leu algo da Janice sabe que ela já te ganha nas primeiras linhas do livro, isso é uma das coisas mais certa sobre ela. Ela tem um carisma na escrita que te envolve rapidamente e te leva a querer ler mais e mais. Com Bruto e Apaixonado não foi diferente, a história continua na mesma temática da Jan, cowboys, romance, brutalidade, comédia, mas tudo dentro da medida, o que acaba por ser uma fórmula certa para o seu sucesso.
"— Me chamou de burra?
— Essa palavra por acaso saiu da minha boca?
— É o que está parecendo.
— Não, madame. Burra é como a senhorita está se sentindo, coisa bem diferente — disse, ajeitando a aba do chapéu para cima."
Os personagens são bem construídos e bem encaixados no enredo. O melhor personagem de todos é o Mário, bem ambientando na sua localidade, um homem bruto, mas com um coração enorme.

A Nat demora mais para cair no gosto da pessoa por ela ser chata, mas entendi os motivos dela ser assim. Na verdade, a palavra nem é chata, porque ela é do jeito que é por causa de tudo que já passou com pai, então ela acredita que se afrouxar as rédeas para qualquer pessoa acabará perdendo o controle da situação, de si própria, de tudo.

Então num primeiro momento, provavelmente, a Nat não irá te agradar. Porém, depois que o romance engatar, a visão sobre ela melhora. Como só deu para vermos um pedacinho do Santiago e do Thomas não dá para ter uma visão maior, mas creio que a história deles será até melhor que a do Mário.

Dona Albertina é aquela mãe que gostaríamos de ter como vizinha. O Andreas Esteves queria bem longe de mim. E o Killer mais longe ainda.
"Acontecia apenas que ela não entendia a sua relação com o touro, o seu algoz e cúmplice do crime de ter vivido, mesmo que por pouco tempo, a sua paixão pelos rodeios."
É uma coisa maravilhosa da autora esses locais onde a história se passa. Ela põe em alta um lugar muita vezes esquecido por algumas pessoas. Eu sou baiana e poucas vezes penso na região centro-oeste ou na região norte em um livro. É excelente quando um autor traz esse enriquecimento de cultura para o seu povo. Um lembrete de que existe muito mais além das regiões sudeste e sul do país.

A maioria dos livros que eu pego para ler são ambientados em São Paulo ou no Rio de Janeiro, quando não são nessas cidades é fora do país, então é maravilhoso quando a autora traz essa valorização de nossas terras, principalmente dessas regiões mais “esquecidas”. Dá até uma vontade de ir curtir o calor infernal desses lugares e quem sabe achar um grupo de cowboys para ter certeza se são assim mesmo.

Outra coisa é que a Jan escreve de um jeito rápido e fluído, cheio de detalhes, que nos fazem entrar mais ainda na história. Algumas pessoas que pegarem pela primeira vez um livro da Janice para ler, podem achar estranho a forma que ela escreve, por usar termos e linguagem da região em questão. Mas, depois que passar aquela primeira impressão, será só amor pelos cowboys brutos e apaixonados.
“Até que um cara imenso surgiu do nada e esbravejou com a fúria de sete pitbulls e um pinscher:"
Em relação à história, eu gostei. Bem completa, com uns pontos soltos que nos levam a entender que o desenrolar do problema inicial do Mário será resolvido nos outros livros. Não tem grandes reviravoltas, não espere um clímax maravilhoso, eletrizante e alucinante, pois não terá. Se quiser ver isso, leia a série Matarana ou Cowboys de Santa Fé.

É um livro curto que corresponde com o que é ofertado, romance bruto, entretenimento, iniciação de trilogia, apresentação de alguns personagens, um cowboy espetacular e uma mocinha difícil de engolir. Sem temas profundos para ter a necessidade de uma análise mais minuciosa.
"— Vou preparar um cafezinho forte e gostoso bem igualzinho ao meu primogênito."
A Janice é uma autora nacional, que escreve exclusivamente história sobre cowboys, sexo, romance e brutalidade. Ela escreve o que se propõe a fazer e isso é incrível. Não tenho críticas negativas a fazer pois o conjunto da obra está muito bom. Espero que ela cresça mais e mais e que ganhe ainda mais visibilidade depois desse livro, pois merece tudo isso e muito mais.

Ela está lançando ainda a série Cowboys de Sacramento, não consegui ler nenhum ainda mas sei que depois que eu pegar o primeiro só largarei no último, são umas histórias que viciam demais da conta. Todos os livros da autora estão disponíveis no Kindle Unlimited.
"— Tenho também pavio curto — admitiu. — Isso assusta o povo da cidade, porque lá tem muito doido que persegue a mulherada. A gente vê isso no telejornal local, a mãe até diz: “essas picas assassinas”."
Finalizo aqui a resenha e optei por pegar umas quotes mais cômicos para deixar a surpresa da brutalidade para vocês.

Xerô!!!!!
"— E acha que isso é tempo suficiente para uma mãe passar com os filhos? — Reclamou, aumentando as passadas no seu All Star Converse vermelho. — Pensei que, quando o seu pai partisse, eles voltariam para cá. Ainda bem que nos ferramos, assim tive uma boa desculpa para manter o rebanho bem juntinho no meu curral — gracejou."

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16 comentários :

  1. Oi, Tainara,

    Aprecio muito livros como esse - leves e descontraídos -, com essa diferença de vida entre o casal, pois me deixa naquela expectativa de ver a evolução de um dos dois.

    É um livro que quero muito ler, até porque, faz tempo que eu quero conhecer a escrita da Janice.

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    1. Corre para ler qualquer livro dela pois você vai amar. Todos os livros dela tem essa evolução de casaisemana, tanto financeiramente quanto na relação.

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  2. Não li nenhum livro da autora, mas parece que é muito bom, gosto de historias com mocinhos assim tipo o Cowboy, ele parece ser tudo de bom, pena ela ser chatinha, mas pelo menos depois melhora, gostei por se passar em outro Estado, é sempre bom conhecer outros lugares, saber mais sobre eles.

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    1. Ahhhh menina. Você vai amar! Vai por mim. Se gosta desse tema, vai amar mesmo. A Janice é perita em cowboys!

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  3. Muito boa a resenha, quem fez usou muito bem as palavras. American 👏👏

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  4. Não sou muito chegada a livros eróticos, mas fiquei curiosa para ler. Amei resenha.

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  5. Se uma pessoa tão crítica diz que a história vale a pena ser lida, então não há dúvidas quanto a isso.
    Ótima resenha, maravitop.

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    1. Nunca tinha ouvido esse termo "maravitop" mas já irei usar no meu dia a dia.
      Que bom que gostou!

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  6. Ótima resenha, muito bem estruturada e detalhada sem ser cansativa. Me deixou curiosa sobre o livro. Amei.

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  7. Este comentário foi removido pelo autor.

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  8. Não gosto muito desse tipo de leitura mas a resenha está bem elaborada. Parabéns!

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    1. Mesmo não gostando desse tipo de enredo obrigada por ter dado uma passadinha!

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  9. Ótima resenha��������

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