10 setembro 2018

[Resenha] Whitney, meu Amor - Judith McNaught


A encantadora e impetuosa Whitney não tem medo de dizer o que pensa. Por conta de seu comportamento pouco apropriado para uma moça da sociedade inglesa do século XIX, ela é forçada, pelo pai frio e severo, a mudar-se para a casa dos tios em Paris, onde recebe aulas para se tornar uma dama. Sob o cuidado dos amorosos e dedicados tios, ela desabrocha em uma mulher sofisticada e bela, tornando-se a sensação da esfuziante sociedade parisiense. Quando retorna à Inglaterra, está mudada, mas ainda deseja conquistar o belo Paul, seu primeiro amor. Mas há alguém que parece disposto a destruir sua felicidade: trata-se de Clayton Westmoreland, um poderoso duque, que está decidido a ter Whitney a qualquer preço.





 Livro:  Whitney, meu Amor||Série: Dinastia Westmoreland # 2 ||Autor: Judith McNaught
Ano: 2018 ||  Editora: Bertrand Brasil|| Gênero: Romance de época/Ficção
Classificação: 4 estrelas || Resenhista: Luci

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A jovem Whitney Stone, com apenas 15 anos, já revela toda sua impetuosidade e rebeldia. E quando se trata de sua paixonite adolescente, Paul, a jovem se revela ainda mais determinada, chamando atenção sem pudor. Não adianta estar sob a criação de um pai rígido; este não pode conter a jovem, que insiste em ter suas próprias opiniões e não mede as consequências de suas atitudes.

Desta forma, visando que a filha receba uma boa educação e contenha sua personalidade impetuosa, e seja moldada como uma boa moça de família, seu pai a envia a Paris, para que fique aos cuidados de uma tia. E sob a orientação feminina, Whitney, ao longo dos anos, vai adquirindo modos mais refinados, e não só isso: sua beleza desabrocha a cada ano, e a combinação de requinte, personalidade e beleza a faz ser destaque nos salões parisienses, conquistando admiradores por onde passa.

E em um baile de máscaras, ela acaba atraindo o olhar do duque Clayton Westmoreland, que a enerva ao mesmo tempo que a atrai. Mas como estava determinada a conquistar seu amor de infância, ao retornar a Londres, ela apaga esse homem da memória e retorna com todo esplendor de sua juventude para conquistar Paul.

Só que Clayton Westmoreland decidiu, desde o primeiro momento que a viu, que ela seria sua. Assim, aproveitando-se de que o pai dela se encontra falido, faz um acordo com ele: Clayton praticamente a “compra”, determinado a casar-se com Whitney, mas isso somente após conquistá-la e fazê-la confessar toda a paixão que sente por ele, e o duque está realmente determinado a isso. 

Mas o requinte e glamour que Whitney adquiriu em Paris escondem toda a impetuosidade de sua personalidade, e ela não está nem um pouco disposta a abrir mãe daquele que ela considera o grande amor da sua vida. E mesmo que os beijos de Clayton a façam sentir milhares de sensações, ela teimosamente fará de tudo para não se render, presa a uma ilusão de amor romântico.

Clayton e Whitney estabelece um verdadeiro relacionamento de gato e rato, os dois sempre medindo forças de vontade, principalmente porque ela faz questão de proclamar os seus sentimentos negativos por ele. Porém, quando Whitney consegue enxergar a verdade e entender os sentimentos que rondavam confusos em sua mente, uma série de mal-entendidos faz com que os dois se separem.  

E os dois corações orgulhosos terão que reavaliar seus erros e pesar a importância que um passou a ter na vida do outro, pois disso dependerá a felicidade dos dois.


Whitney, meu Amor, está definitivamente na categoria "você ama, ou odeia". Particularmente, eu tenho um séria relação de amor e ódio com esse romance. "Ah, Luci, mas você deu 5 estrelas!" Amigas, tenha um livro em mãos que faça você falar sozinha, odiando em um momento e amando no minuto seguinte. A autora cumpriu com sucesso em mexer com as emoções, então são 5 estrelas, sim. Mas deixe-me explicar minha relação de amor e ódio.

Esse foi o primeiro romance de Judith Mcnaught, que a fez ser lançada com sucesso no mercado de literatura romântica. As adversidades que ela teve para publicá-lo fez com que ela fosse minuciosa na escrita, reescrevendo até termos essa versão em mãos. E é fato: sua escrita é primorosa, detalhista, com uma narrativa bem envolvente, que insere o leitor nos cenários, e o mais importante: na mente dos personagens, por isso sentimos tantas sensações contraditórias em relação a eles, pois suas personalidades são bem construídas, e mesmo em sua complexidade, elas se tornam claras para quem lê. Esse livro, certamente, foi um prenúncio da grande escritora que McNaught se tornaria.

Indo para os personagens, é justamente neles que reside a imensa gama de emoções, a qual todas as pessoas que leram ou vão ler esse romance são, ou serão vítimas. Whitney... É, Whitney... Chata, mimada, chata, voluntariosa, chata, teimosa, chata, irritante. Já falei chata? Meu Deus, que mocinha tão... chata! 

Sim, ela é determinada, mostra convicção em suas ideias e sobre o que ela quer, mas em parte, isso a deixa cega para a realidade, e foi o que mais me enervou. Mas em meio a isso tudo, não posso deixar de apontar a construção de uma personagem que, longe de aceitar os padrões rígidos de sua época, faz questão de se impor sobre as rédeas do próprio destino. Isso chega a compensar sua falta de noção em determinadas questões, ouso dizer que a sua evolução como personagem compensa os pontos negativos, pois à medida que a narrativa evolui para um ponto culminante na obra, ela também evolui.

Agora, Clayton. Você gosta dele, ou não. Eu decidi gostar, apesar das falhas. Vejo muitas leitoras apontando seu machismo, mas estamos falando de um personagem do século XIX, que carrega um título e foi educado, desde o berço, a assumir as responsabilidades que ele acarreta. Então, é comum seu comportamento, não é condenável, com exceção de uma decisão violenta que ele tomou. Isso não há perdão, realmente. Porém, o personagem em si é um retrato de uma sociedade, e enquanto o seu orgulho e suas atitudes impensadas foram condenáveis, amei a sua natureza apaixonada, a forma como ele ama, incondicionalmente. É um personagem polêmico, sim, mas me prendo na profundidade de como ele foi escrito, nas nuances de humor e paixão que ele demonstra, por isso, para mim, ele é o personagem que teve destaque no romance.

Eu não quero me aprofundar muito, pois corro o risco de soltar spoiler. Apenas quero destacar que é um romance profundo, bem escrito, que mexe realmente com as emoções de quem lê. Com uma narrativa bem dinâmica, é um livro que contorna os clichês, apesar de abordar temas já conhecidos, pois Judith escreve com tanta maestria, que cada capítulo nos transporta para vivenciarmos a história. Nem preciso dizer que indico a leitura, e apara quem não conhece a escritora, digo que vale realmente a pena.

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5 comentários :

  1. Oi, Lucilene,

    O livro mostra quão indecisa a personagem, é. Acompanhar o processo de evolução da personagem, o desabrochar da mesma, vale a pena para o leitor.

    Em relação ao Conde, eu iria ficar com um pé atrás, em relação a tais atitudes apontadas.

    Enfim, não sei se é um livro que eu iria gostar...

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  2. Lucilene!
    A autora tem uma forma de escrita bem envolvente e traz essa montanha russa de emoções que mexem com nosso coraçãozinho ao lermos.
    Não li esse ainda, e achei interessante as personagens e a intensidade das personalidades descritas.
    Semaninha de amor e paz!
    “O mais feliz dos felizes é aquele que faz os outros felizes.” (Alexandre Dumas)
    cheirinhos
    Rudy

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  3. Fiquei curiosa em ler, não conheço a escrita da autora, mas parece ser muito boa, deve despertar vários sentimentos no leitor essa leitura bons e até raiva rs. Gosto quando os personagens são assim nessa luta de cão e gato deixa a leitura divertida e dinâmica. Só fiquei com receio da personagem se vou gostar por ela ser chata rs.

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  4. Olá Lucilene!
    Li poucas resenhas sobre esse livro, uma foi bem negativa, quase me desanimou, agora me deparo com sua linda resenha, já me animou mais ainda.
    Eu sou fã do gênero e qro mto conhecer a escrita da autora, parece linda.
    Bjs!

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  5. Aos poucos estou comprando os livros dela uma das minhas escritoras favoritas!! Mas esse livro me deixou um pouco decepcionada com a atitude que os protagonistas tomavam. Mas quanto a escrita da autora é simplesmente fantastica

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