15 agosto 2018

[Resenha] Um Sopro de Neve e Cinzas - Diana Gabaldon

Sexto livro da série Outlander, que se tornou um fenômeno mundial e foi transformada na bem-sucedida série de TV. Uma história sobre escolhas difíceis. América, 1772. Poucos anos antes da guerra de independência, o caos reina na colônia. Cadáveres espalham-se pelas ruas, vizinhos lutam entre si e grupos de salteadores aterrorizam a população por toda parte. Na Carolina do Norte, o incêndio de uma cabana e o assassinato de uma família inteira anunciam mudanças perturbadoras no cotidiano dos habitantes da Cordilheira dos Frasers. Nesse cenário, Jamie Fraser recebe uma mensagem do governador Josiah Martin. Ele pede sua ajuda para conter os rebeldes e manter o domínio da Coroa britânica sobre as terras americanas. Mas Jamie já sabe o que está por vir. Sua esposa Claire, uma viajante no tempo nascida no século XX, conhece perfeitamente o destino reservado aos súditos leais do rei da Inglaterra: exílio ou morte. Além disso, Claire surge com uma nota de jornal de 1776 que relata a morte dos dois num incêndio. Pela primeira vez, Jamie espera que ela esteja errada sobre o futuro. Em meio às tensões, é chegado o momento de fazer uma escolha difícil, porém inadiável. À medida que se formam as linhas de combate e lealdades são testadas, Jamie e Claire sentirão na pele que absolutamente ninguém está seguro nesse novo país.

Livro: Um Sopro de Neve e Cinzas|| Série: Outlander 06 || Autor:  Diana Gabaldon
 Ano: 2018 ||  Editora: Arqueiro  || Gênero: Romance Histórico
Classificação: 5 estrelas || Resenhista: Gaby

Resenha 01; 02; 03.1; 03.204; 05


Essa resenha pode conter SPOILERS dos livros anteriores.

Livro seis e finalmente, a editora ouviu nossos apelos e lançou um livro único. Embora seja pouco prático andar com 1165 páginas por ai, é muito bom poder ler tudo num folego só, até porque a Diana cria alguns problemas logo no inicio que sempre se resolvem só no final e é ótimo ter essa continuidade dos fatos.

O tamanho do livro pode assustar a primeira vista, mas assim como os outros livros da série, todos os fatos e acontecimentos parecem importantes e relevantes, cada personagem secundário, cada sub-trama tem seu apelo e mexe com a gente. Diferente do livro passado, A Cruz de Fogo, que demonstrava os pequenos indícios de uma revolução futura e parecia focar nos aspectos domésticos da Cordilheira dos Fraser, esse livro é mais agitado, com direito a raptos, assassinatos, bigamia e incêndios. Se no livro passado vimos a fumaça da Revolução Americana, nesse livro temos uma visão clara de suas labaredas, e posso adiantar a certeza que andaremos por elas em próximos livros.


Logo nas primeiras páginas já nos é apresentada uma cena angustiante e que define o clima de perigo que o período pré-revolução tem, uma casa incendiada com uma família dentro, um crime brutal motivado simplesmente por diferenças ideológicas. Isso nos mostra em que situação complicada se encontra a família Fraser, saber o resultado da Revolução não é o suficiente, é preciso habilidade e astucia para permanecer vivo em meio as intrigas e a politica da colônia.

A Cordilheira já é uma propriedade bem estabelecida agora. Jamie é quase um laird para as pessoas que vivem em suas terras. Claire é reconhecida e procurada por ser uma excelente curandeira. Roger não pode mais cantar porém a perda de sua voz fez com que ele se voltasse mais para sua espiritualidade e decidisse se tornar um pastor, o que faz com que ele tenha um bom relacionamento e controle sobre os novos colonos protestantes que chegam cada vez mais à Cordilheira. E por fim temos Brianna, o que dizer sobre essa mulher incrível? Bree passa os dias cuidando do Jemmy e usando sua mente de engenheira para tentar trazer comodidades como fósforos, canos de água quente, seringas e afins para a dura vida do século XVIII. Como inimigos de toda a tranquilidade bucólica da Cordilheira temos a Revolução, Stephen Bonnet, que tem tirado o sono dos Frasers desde o quarto livro da série e o recorte de jornal que noticia a morte de Claire e Jamie em um incêndio. 


Com toda certeza o que me fez encarar esse livro gigante foi a certeza de que em nenhum momento faltaria emoção. A Diana tem aquele talento raro de conseguir criar uma miríade de personagens e fazer com que a gente se importe com todos eles, fazendo com que personagens secundários sejam tão queridos quanto os protagonistas, criando sub-tramas que se entrelaçam e formam uma tapeçaria linda em forma de livro, é impossível não se perguntar como essa mulher consegue escrever sem se perder em tanto conteúdo. Para além disso preciso citar a profundidade histórica desse livro, percebe-se o quanto de embasamento a autora tem e o quanto ela deve ter pesquisado para retratar o período com perfeição, é frequente no meio da leitura que nos coloquemos junto com os Frasers encarando as incertezas do período, mergulhando no século XVIII pintado por Diana e nos esquecendo do presente.

Quando penso na série Outlander me maravilho em pensar como a história se expandiu e se desdobrou de forma tão surpreendente e grandiosa. Ao passar pelas pedras com a Claire pela primeira vez nunca seriamos capazes de imaginar a aventura que iriamos viver na Escócia, na França e no Novo Mundo, no século XVIII e no século XX. Toda emoção que esses livros transmitiram, os personagens que conhecemos, tem sido uma aventura e tanto, e digo que mal posso esperar pelo próximo capítulo dessa saga épica que sem duvida nenhuma é formada pelos melhores romances de ficção histórica que já li na vida.

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9 comentários :

  1. Oi, Gaby,

    O contexto histórico - no qual a autora transporta o leitor - contribue e solidifica o imaginário em uma leitura com muita desenvoltura e nada parada, aparentemente.

    A autora mostra ter jogo de cintura, ao construir uma história de tamanha intensidade. Confesso que livros assim costumam ser uma espécie de tentação para mim.

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  2. Eu ainda não li nenhum livro dessa série, mas sempre ouço elogios enormes sobre eles e sobre a escrita da autora. Eu aprecio muito histórias que tem um forte panorama histórico e factual por trás de seu enredo fictício, e é exatamente isso que acontece aqui. É interessante demais mergulhar em outra época, em outra cultura, e tentar compreender os problemas que ali se desenvolvem. Além disso, acho que as personagens desses livros são muito bem construídas, tanto é que nos identificamos e nos apegamos a elas logo de cara, por sua complexidade e veracidade. Tô bem curiosa pra ler os livros e mal vejo a hora de começar!

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  3. A autora escreve muito mesmo e parece escrever super bem a ponto de conquistar tantos leitores. Por enquanto só tenho visto e amado a série e a criatividade e inteligência da autora é perceptível através da história apresentada e amo <3
    Tenho pensado em começar os livros e sei que serei sugada uma vez que isso aconteça, as histórias são longas e emocionantes, vai ser difícil ler outros livros :D

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  4. Sou suspeita pra falar porque realmente sou muito fã de outlander, aliás, onde comprou esse funko do jamie ??? hahaha. A Diana me surpreende em cada livro com um escrita maravilhosa e uma história cheia de emoção que te faz querer devorar o livro de uma só vez. To super curiosa com esse livro e pra saber como Jamie e Claire vão lidar com esse novo lugar.

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  5. Tenho muita vontade de ler esses livros, assisto a série e adoro. Ainda bem que ficou um volume só, embora seja cansativo para manusear é paginas demais, ainda bem que a autora tem assunto e muitos acontecimentos assim a leitura fica ágil. Os acontecimentos históricos são bem interessantes.

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  6. Gaby!
    Preciso viver toda essa emoção que a leitura passa, viajar por todos esses lugares e pelo tempo...Quero demais poder ler essa série.
    Comecei assistir a série, mas resolvi suspender até poder ler os livros.
    Menina! Mais de 1100 páginas, só dá para ler em casa, não dá para levar para canto nenhum, a menos que seja ebook.
    “O amor é a força mais sutil do mundo.” (Mahatma Gandhi)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA AGOSTO - 5 GANHADORES - BLOG ALEGRIA DE VIVER E AMAR O QUE É BOM!

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  7. Oi Gaby.
    Não li nem vi a série, mas quero muito.
    Confesso que a quantidade de livros e o tamanho deles me desanima um pouco e isso foi um dos motivos pelos quais ainda não comecei a ler a série.
    Mas, eu vejo tanta gente falando bem dela, que fiquei curiosa.
    1165 paginas é realmente muita coisa. Mas, acho que também iria preferir um volume único.
    Beijos

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  8. Olá Gaby!
    Eu não li os livros ainda, sempre acompanho resenhas sobre a série, a história até parece ser bacana, mas não em prendem atenção como eu gostaria...
    Tentei ver a série, mas não consegui tempo pra continuar, acabei parando, mas quem sabe eu consiga ver e começar á gostar.
    Bjs!

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  9. Sei que a história é fascinante, mas porquê tem que ter tantas páginas? É de assustar. Comecei a ler uma vez e não aguentei, então assisto a série que é òtima, mas tenho certeza que o livro é bem melhor, é so ter paciência.

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