09 agosto 2018

[Resenha] O Dia em que o presidente desapareceu




O presidente desapareceu. O mundo fica em estado de choque. Mas o motivo do desaparecimento é muito pior do qualquer um pode imaginar. Com detalhes que só um presidente poderia conhecer, e o tipo de suspense que só James Patterson é capaz de criar, surge um dos maiores thrillers dos últimos tempos.








Livro: O Dia em que o presidente desapareceu || Autores: Bill Clinton e James Patterson
Editora: Record || Ano: 2018 || Gênero: Ficção policial
 Classificação: estrelas || Resenhista: Amanda
"Hoje as mudanças ocorrem com tal rapidez, num ambiente envolto por uma tempestade de informação e desinformação, que nossas próprias identidades são questionadas.
O que significa ser americano hoje?"
O que você faria se nas suas mãos estivesse os destino de uma nação inteira?

O presidente Duncan é um líder nato, mas de repente tem em suas mãos uma problema em que qualquer atitude impensada, qualquer escolha imprecisa, pode resultar em um desastre. Mas mesmo sendo cuidadoso, suas ações vem sendo questionadas, isso porque com um comando seu, um terrorista perigoso acaba conseguindo fugir impune enquanto um soldado acaba sendo morto para evitar a morte do mesmo. A mãe do soldado levanta a questão: "Porque um defensor do país teve que morrer para salvar um terrorista?", para piorar a situação, encontram registros de uma chamada do presidente para o terrorista... e é aberta uma comissão especial para questionar o presidente e exigir um impeachment. 
"Mais cedo ou mais tarde, todo presidente enfrenta decisões em que o melhor a fazer não é bom politicamente, pelo menos a curto prazo."

O que quase ninguém sabe, além do próprio presidente, é que Suliman Cindoruk é apenas a ponta do iceberg. Recentemente, os servidores do pentágono foram atingidos por um vírus de computador, sem que nenhum alarme fosse ativado e sumiu da mesma forma misteriosa, sem deixar rastro. Um aviso. O vírus tem potencial para desativar vários sistemas de controle remoto, qualquer sistema controlado à distância pode parar a qualquer momento e todos os dados apagados, por isso passam a chamá-lo internamente de "Idade das Trevas" e apenas o círculo íntimo do presidente tem acesso ao nome do vírus. Desde então, o presidente espera que alguma exigência seja feita. Quando sua filha repassa o nome do vírus a ele intermediando uma conversa com uma mulher chamada Nina, o presidente aceita se encontrar com ela na Casa Branca. Mas a conversa real deve acontecer entre o presidente e o parceiro de Nina, em um estádio, sem a presença do serviço secreto... Loucura? Com certeza, mas o presidente resolve assumir o risco e vai disfarçado e sem proteção pessoal. Para o meu choque eterno.
"A mídia sabe bem o que vende: conflitos e divisões. É rápido e fácil. Em geral, a raiva é mais valorizada do que as respostas; o ressentimento, mais que a razão, a emoção é mais forte que a evidência. Uma declaração inflamada desdenhosa, não importa quanto seja mentirosa, é vista como verdade, enquanto uma resposta ponderada, com argumentos, é vista como algo armado e falso. Isso me lembra uma piada antiga que se encaixa muito bem na política: por que você não gosta das pessoas logo de cara? Porque isso poupa bastante tempo."
A conversa no estádio entre ambos é rasa, cheia de tensão e ameaças. Augie, o parceiro de Nina, deixa claro que o presidente precisa de ambos para desarmar o vírus, uma vez que Nina é o gênio por trás da criação enquanto Augie é o hacker que conseguiu espalhar o vírus em toda a rede.

O caos então se instala, pois quando estão saindo do estádio, o carro onde a mulher esperava por ambos é alvejado e Nina é atingida fatalmente. O serviço secreto, desobedecendo as ordens diretas do presidente aparece para salvar a pátria e resgatam Augie e o presidente. Começa então, um corrida contra o relógio para impedir que o vírus seja ativado e descobrir quem está por trás da contratação de Suliman e sua organização terrorista - os filhos de Jihad - e quem de seu círculo íntimo o traiu e está ligado ao ataque. Mas a medida que o tempo vai passando novas peças do quebra cabeças vem sendo reveladas e por mais que o presidente se esforce talvez já seja tarde demais.
"Dez pessoas observando a mesma situação poderiam apresentar dez relatos completamente diferentes."


O livro é muito rico em detalhes, embora demore um pouco para engatar, no começo achei que não fosse gostar tanto, por tanta fala política e justificativas e mais justificativas por trás do comportamento de um presidente e como tudo que ele faz é tão importante. Não me entendam mal, eu entendo a importância que tem um presidente, mas acho que todos sabemos disso sem que seja preciso ficar se alongando tanto. E fica bem nítido, a participação do ex-presidente Bill Clinton na construção do personagem.Assim como fica bem nítido a escrita do James durante a narração e principalmente quando a ação começa de verdade, eu até esqueci do resto e me envolvi por completo na leitura. 

Uma coisa que achei curiosa e muito legal foi que o livro humanizou um pouco a assassina contratada pelos filhos de Jihad. Sempre ouvimos falar de terroristas como monstros, aberrações da natureza, como se eles não fossem pessoas de verdade, com uma história, família, etc. Claro que em nenhum momento nada disso redime suas ações, eles são os caras maus, mas eles não nasceram assim, houveram circunstâncias por trás disso e por mais que isso não mude que eles devam ser capturados e punidos pelo sistema, acho que literariamente falando, foi a primeira vez que eu tive um vislumbre do outro lado da cortina.

Fica a dica para quem ama um livro de suspense carregado de ação, O Dia em que o presidente desapareceu  é o seu livro.

Pergunta: Por que os vilões amam música clássica...? Vou deixar vocês com uma das músicas da  trilha sonora da nossa assassina:


Compartilhe!

3 comentários :

  1. Oi, Nanda,

    Nesse cenário político - em meio a muitos conflitos - o surgimento da ameaça presente no livro, prende ainda mais a atenção do leitor. Pena que o livro deixa a desejar em alguns quesitos.

    Confesso que a ideia de ter o Bill Clinton como um dos autores do livro, me desanimou. Então, não é um livro que desejo ler.

    ResponderExcluir
  2. A premissa é muito boa e acho que o leitor conseguiu inserir elementos que prender o leitor. Mas esse não é meu gênero favorito e o livro não me prendeu.

    ResponderExcluir
  3. Oi Amanda, eu não sabia que Bill Clinton estava se aventurando como escritor e achei isso interessante, imagino que a riqueza dos detalhes deva vir toda da experiência dele e mesmo que essa parte possa deixar a história mais lenta é no minimo interessante. Gostei muito da resenha e achei a trama com cara de filme, dá pra visualizar ela no cinema e mesmo já tendo tido muitos filmes envolvendo presidentes e terroristas acho até que iria gostar de assistir ;)

    ResponderExcluir





Copyright © 2017 Every Little Book. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS | OddThemes | ILUSTRAÇÃO: Yuumei