02 agosto 2018

[Resenha] A luz que perdemos - Jill Santopolo

Da lista de mais vendidos do The New York Times, USA Today e Publishers Weekly. Lucy e Gabe se conhecem na faculdade na manhã de 11 de setembro de 2001. No mesmo instante, dois aviões colidem com as Torres Gêmeas. Ao ver as chamas arderem em Nova York, eles decidem que querem fazer algo importante com suas vidas, algo que promova uma diferença no mundo. Quando se veem de novo, um ano depois, parece um encontro predestinado. Só que Gabe é enviado ao Oriente Médio como fotojornalista e Lucy decide investir em sua carreira em Nova York. Nos treze anos que se seguem, o caminho dos dois se cruza e se afasta muitas vezes, numa odisseia de sonhos, desejo, ciúme, traição e, acima de tudo, amor. Lucy começa um relacionamento com o lindo e confiável Darren, enquanto Gabe viaja o mundo. Mesmo separados pela distância, eles jamais deixam o coração um do outro. Ao longo dessa jornada emocional, Lucy começa a se fazer perguntas fundamentais sobre destino e livre-arbítrio: será que foi o destino que os uniu? E, agora, é por escolha própria que eles estão separados ?  A Luz Que Perdemos é um romance impactante sobre o poder do primeiro amor. Uma ode comovente aos sacrifícios que fazemos em nome dos ­nossos sonhos e uma reflexão sobre os extremos que perseguimos em nome do amor. 

Livro: A luz que perdemos
Autor:  Jill Santopolo || Editora: Arqueiro
Classificação:  3,5 estrelas || Resenhista: Karina
Ano: 2018 || Gênero: Romance Contemporâneo 


"Fãs de Um dia e Como Eu Era antes de Você vão se apaixonar e chorar por este livro." Esse é o “blurb “ do New York Post na capa do livro. Baseado nisso, se você é fã de um desses dois livros pode se jogar, porque realmente a narrativa tem vários pontos em comum (Apesar de não ter chorado pelo livro); Além disso, esse livro faz parte do clube do livro da Reese Witherspoon (e já tem os direitos de adaptação para o cinema comprados). Depois disso, como não ter altas expectativas?

O livro é narrado pela Lucy, em momentos que alternam o presente e o passado. Começamos exatamente no dia em que ela conhece o Gabe, em Nova York, na data de 11 de setembro de 2001, dia do atentado as torres gêmeas. Tudo que é contado para o leitor é através das memórias que Lucy decide compartilhar.
Há momentos que alteram a vida das pessoas. Para tanta gente como nós que morávamos em Nova York então, o 11 de Setembro foi um desses momentos. Qualquer coisa que eu tivesse feito naquele dia teria sido importante. Teria sido gravado a ferro e fogo na minha mente e marcado meu coração. Não sei por que te conheci naquele dia, mas sei que, por isso, você passou a fazer parte da minha vida.

Gabe é filho de um pai ausente e abusivo, o que fez com que ele estreitasse os laços com a mãe, ainda mais quando o pai os abandonou. O que ele viveu na infância molda muito as escolhas que faz e respinga sobre os caminhos que o leva ao trabalho e o afastam de Lucy. Apesar da história ser contada pelo ponto de vista da Lucy, fica claro o quanto ele não quer reproduzir o que o pai foi e fez.

Você me ensinou a buscar a beleza. Em meio às ruínas e à escuridão, você sempre encontrou a luz.
A partir do momento que eles se encontram na aula e interagem, devido ao atentado que aconteceu naquela manhã, vamos acompanhar a história de vida de duas pessoas que têm muita química, e essa química entre eles é algo muito obvio: Gabe é encantador, sincero, e a maneira que eles se encontram, se envolvem e já se separam nas primeiras páginas do livro, dá o tom de como essa relação entre eles vai se desenvolver.

Eles se reencontram na formatura e temos uma rápida noção de como estão as carreiras dos recém-formados. Seguimos acompanhando suas escolhas profissionais, e que temos certeza que o Upper East Side é realmente pequeno, pois eles esbarram novamente no aniversário da Lucy (seria o Gabe finalmente o presente que o universo resolveu entregar?). Como podem ver o livro é cheio de encontros e desencontros espaçados ao longo da história.


- Quero fotografar tudo. Felicidade, tristeza, alegria, destruição. Quero contar histórias com a câmera. Você me entende, não é? Stephanie não entendia. Mas você estava lá comigo. Sabe como aquilo muda a forma como a gente vê o mundo.

Enquanto Gabe vai atrás do sonho de fotografar pelo mundo aceitando um trabalho para fotografar a guerra no Iraque, Lucy cresce na carreira, produzindo um desenho infantil para a TV e se sente bastante realizada no trabalho, é ai que ela conhece Darren, um homem mais velho, encantador e que mostra o que ela poderia ter. Com isso aos poucos ela vai se abrindo a novas possibilidades de relacionamento com uma nova pessoa, mas o fantasma do que foi com Gabe vai acompanhando todas as linhas. 

Será que cada um de nós só recebe do mundo uma quantidade limitada de coisas boas?

Foi nesse ponto que a leitura desandou para mim. Apesar do Darren ter seus pontos falhos dentro da relação que ele constrói com a Lucy, sem saber ele luta uma batalha que não tem a mínima chance de vencer, pois ele luta contra o ideal de uma relação do passado que ficou no "E se...?" Não é justo com ele, mas é isso que acontece. Lucy nunca teve o fechamento dessa relação, sempre ficou na possibilidade e nunca se realizou de fato, ficou apenas na idealização, e para o Darren é muito difícil lutar contra isso.

A postura que a Lucy tem em não deixar o passado para trás e o fato do Gabe reaparecer sem realmente ter a intenção de ficar de vez, faz com que a história seja injusta com todos os envolvidos. Eu sei que as pessoas não são perfeitas, e que o egoísmo é algo que está sempre presente, mas a escolha narrativa da autora trava o desenvolvimento da história, principalmente quando Lucy decide não racionalizar e apenas sentir diante de uma determinada situação, ali se torna bem óbvio onde tudo isso vai acabar. O que com certeza estragou um pouco a leitura para mim.


Toda vez que encontro você o mundo está em pedaços.

Quando eu já estava totalmente desesperada com o rumo que essa história estava levando, veio o final, que me fez querer gritar com todos os personagens pois foi muito inconclusiva com o futuro de todos os envolvidos, o que fez com que eu sentisse mais raiva do que tristeza de fato, apesar da frustração sentida no final a última página é muito linda e sim emocionante.

Esse é, sem dúvida, um livro muito bonito e triste, que fala sobre amor, escolhas e perda. Minha experiência de leitura flutua entre 3,5 estrelas e 4, mas optei por deixar em 3,5, porque provavelmente o Blurb lá do começo entregou demais, e apesar de acompanhar facilmente a escrita de Jill Santopolo, faltou algo que me conectasse com os personagens.

Se eu indico a leitura? Com certeza, apesar de não ter todas as minhas expectativas correspondidas. Se você é fã de romances, esse é um ótimo exemplar para sair fora da caixinha dos romances que conhecemos; ou você vai se apaixonar ou odiar, porque não tem como ficar indiferente.

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11 comentários :

  1. Oi, Karina,

    Todo o cenário onde tudo começa - onde dá o ponta pé inicial -, é peculiar, mas chama a atenção. Vemos que a autora teve a proeza de criar algo puro, talvez singelo, em um local onde vidas estavam em jogo.

    As escolhas feitas e seguidas e novas chances, é o grande destaque do livro, por ter esse poder de mudar e transformar vidas... Afinal, ambos os personagens seguiram caminhos opostos, e tiveram a oportunidade de, depois de tanto tempo, mudar o quadro.

    Quisera o destino assim, ou não...

    Enfim, é um livro que quero muito ler, principalmente por causa do cenário onde a história gira.

    Pena que ele não te agradou tanto!

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  2. Oi Karina, essa capa é bem bonita mas confesso que essa ideia de se lutar contra um ideal por parte do Darren me preocupa e esse final inconclusivo mesmo que emocionante também. Ainda assim a história parece valer a pena e se vai ser adaptada acho bom ler antes pra tirar minhas conclusões ;) Resenha tá ótima.

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  3. Olá Karina!
    Qro mto conhecer essa história, mas confesso que vou com menas expectativas já que li algumas resenhas negativas sobre ele...
    Mas, espero curtir a leitura qdo surgir uma oportunidade de ler...
    Bjs!

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  4. Ai eu também fico desconfortável quando sinto que um personagem legal só servil pra tapar buracos para outro, infelizmente ela só pode ficar com 1 deles mas acho que não precisaria ser tão injusto.
    Mas apesar disso me parece ser um bom romance, esses encontros e desencontros devem dar certa emoção a leitura e fiquei curiosa quanto a isso.

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  5. Karina!
    Não li ainda Um dia, portanto não sei bem do que se trata, mas de certa forma, mesmo tendo um tom melancólico e triste, gosto quando a narrativa vem como se fosse uma carta, demonstrando a intensidade dos sentimentos.
    “A força não provém da capacidade física. Provém de uma vontade indomável.” (Mahatma Gandhi)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA AGOSTO - 5 GANHADORES - BLOG ALEGRIA DE VIVER E AMAR O QUE É BOM!

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  6. Desde que vi o lançamento do livro fiquei com uma vontade de ler, pois parece ser encantador.
    Sempre me conecto com o livro quando eles tocam no 11 de setembro, e achei legal a autora seguir por esse ponto.
    Parece ser bem reflexivo.

    beijinhos
    She is a Bookaholic

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  7. Eu acho essa capa muito bonita e por si só ela já me chama atenção, apesar de romances não serem meus gêneros literários preferidos. Gosto da premissa da história e das comparações feitas, mas acho que o enredo, com tantos encontros e desencontros, se tornou um pouco confuso pra mim, não consigo entender ou me conectar com as personagens e seus sentimentos. Essa indecisão meio que tira um pouco da mágica que deve acontecer durante a leitura, e eu não consigo ficar indiferente a esse fato. Mesmo assim, acho que os sentimentos que o livro aflora são algo bastante positivo, e só por isso a leitura já valeria a pena.

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  8. Não gostei de Um Dia e só assisti Como eu era antes de você. Fiquei com receio de ler esse livro por causa desses desencontros do personagens e dessa indecisão da mulher, acho que isso não me agradaria, embora parece ser uma leitura que mexe com as emoções do leitor.

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  9. Li o livro e me lembrei imediatamente de Um Dia, livro esse que eu odiei por achar que a história na verdade é bastante depressiva, daquelas que jogam pra baixo as emoções do leitor. Concordo com essa resenha. Ela expressa muito de como me senti.
    Acho essa dificuldade da personagem em se desprender do passado muito deprimente e injusta com seu atual parceiro da vida. Achei muito imatura suas atitudes e as consequências disso são dramáticas.

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  10. Oi Karina.
    Gosto bastante de romance e faz tempo que não leio um bom.
    Já consigo imaginar o final do livro, por causa do blurb e da sua resenha.
    Acho que o que Lucy faz com Darren muito errado. Sim, somos humanos e egoístas, mas mesmo assim ainda é injusto. Acho que eu ficaria com bastante raiva dela e de Gabe.
    Eu estava bastante animada para ler esse livro, pois depois do lançamento vi tantas resenhas positivas em relação a ele. Mas depois de ler a sua resenha, vou baixar as expectativas.
    Pelo menos o final é surpreendente rs
    Beijos

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  11. Amo històrias com reencontros, sempre são emocionantes. Esse livro tem seus pontos negativos,mas creio que tenha um final feliz e que vai me fazer chorar. Com certeza essa recomendação vou aproveitar bastante.

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