17 julho 2018

[Resenha] A Parte que Falta Encontra o Grande O - Shel Silverstein

Na continuação do clássico A parte que falta, Shel Silverstein reflete com sua poesia singela e emocionante sobre amor-próprio e completude. Um livro infantil para todas as idades. A parte que falta está em busca de alguém para completar. Após ser abandonada pelo ser circular, ela aguarda um par perfeito em que possa se encaixar. Ela quer conhecer o mundo, e precisa de alguém que a faça rolar. Mas muitos seres não sabem nada sobre encaixe, outros já têm partes demais e alguns não sabem nada de nada. A parte que falta até encontra um encaixe perfeito, mas sua jornada juntos dura muito pouco. Até que ela se depara com o Grande O, um ser completo, que rola sozinho, e que pode dar a ela um ensinamento que mudará seu modo de enxergar a vida.
Nesta história, leitores de todas as idades vão refletir junto com a parte que falta sobre como podemos nos transformar e descobrir como evoluir nosso amor-próprio. Afinal, será que não podemos todos rolar por nós mesmos em nossas jornadas?


Livro: A Parte que Falta Encontra o Grande O|| SérieA Parte que Falta #02
Autor: Shel Silverstein|| Editora: Campainha das Letrinhas
Ano: 2018|| Gênero:  Literatura Estrangeira/Aventura
 Classificação: 5 estrelas || Resenhista: Luci
Skoob | Compre | Editora
Resenha livro 01

Participe do Top Comentarista de Julho




Sempre temos a ilusão, incutida desde sempre, que precisamos de alguém para nos completar. E assim era a parte que falta. Ela tinha um vazio, uma necessidade. Ela vivia só...

Assim, ela fazia de tudo para encontrar algo ou alguém onde ela pudesse se encaixar, que a fizesse sair desse mundinho. 

Ela até se encaixa em alguns. Mas não conseguiam rolar, e isso a impedia de avançar, ver o mundo à sua volta.

Mas quando ela pensou finalmente ter encontrado alguém com a qual ficou completa, e saiu a ver o mundo, a rolar, aconteceu algo inexplicável, ou nem tanto.

E como algumas vezes, algumas pessoas não suportam nosso crescimento, isso aconteceu com a pobre parte que falta. Ela foi deixada só, acomodada com sua condição. Como uma parte de pontas retas poderia rolar? Só lhe cabia a resignação. Até encontrar o Grande O.

Em traços simples, Shel Silversten, ao contar a história da parte que falta, nos traz uma mensagem bem profunda sobre nós mesmos, o que desperta alguns questionamentos: somos realmente incompletos, ou o somos porque procuramos sempre nos encaixar em determinados padrões que nos foram determinados?

Até quando o comodismo desse pensamento nos faz ficar presos em um mundinho limitado, sem procurar nos expandir, testar nossos limites e ir além?

Por que acalentar em nosso interior a sensação de incompletude, quando podemos nos aceitar como somos e nos adaptar para chegarmos aonde queremos?

Ao longo da leitura, são essas reflexões que são despertadas, e o autor toca fundo ao levantar, de forma bem sutil, mas que penetra em nossa mente, essa condição de vazio que penetra a alma das pessoas, as quais lhe faltam o autoconhecimento que pode mudar sua condição, de uma simples espectadora passiva do mundo, a uma protagonista de sua própria história.

E para isso, a vida nos exige sacrifícios e desconstrução de conceitos. mas vale a pena passar por eles, para sermos completos, sem que precise procurar alguém que nos encaixe.

Leitura curta, singela e profunda. É esse o resumo desse livro, cuja leitura deve ser obrigatória, para quem curte leituras que leve à reflexões, principalmente sobre si.


Compartilhe!

7 comentários :

  1. Oi, Lucilene.

    O livro que fala por si só, pois tem um fator determinante, que é justamente a busca por algo. Sendo essa busca aplicada bem real.

    E esses elementos motivacionais e questionadores, têm um traço muito importante passado para o leitor através das páginas.

    Preciso lê-lo o quanto antes!

    ResponderExcluir
  2. Olá Lucilene!
    Amo leituras que abordam e deixam reflexões durante e depois de lidas, este livro tem me despertado bastante interesse e estou torcendo pra ler em breve.
    Bjs!

    ResponderExcluir
  3. Lucilene!
    É um daqueles livros que com sua simplicidade nos faz questionarmos se determinadas coisas são realmente imprescindíveis e nos fazem falta de verdade. Será que não podemos ser completos com o que temos?
    Gostei muito.
    “É o coração que sente Deus e não a razão.” (Blaise Pascal)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA JULHO - 5 GANHADORES - BLOG ALEGRIA DE VIVER E AMAR O QUE É BOM!

    ResponderExcluir
  4. Achei esse mais interessante que o outro.
    Não é meu tipo de leitura, mas esse me ganhou e acho que daria uma chance.
    Parece ser ótimo para se pensar e refletir que as vezes mudar poder ser a resposta que faltava.

    beijinhos
    She is a Bookaholic

    ResponderExcluir
  5. É uma leitura que mexe com nossos pensamentos, mas tenho que concordar é verdade a gente sempre acha que esta faltando algo em nossas vidas, nunca estamos satisfeitos com nada. A leitura parece ser gostosa e o livro uma graça e muito bom para presentear.

    ResponderExcluir
  6. A história parece mesmo ser simples mais bem profunda, só lendo a resenha fiquei pensando nos questionamentos que ela levanta e achei isso bem bacana. Resenha ótima e ótima dica ;)

    ResponderExcluir
  7. Oi Luci,
    Acredito que o livro não traz bem uma história, e sim palavras que fazem nos olhar por dentro e refletir sobre como estamos vivendo e o que buscamos! Achei bem significativo e bonito, principalmente os traços dos desenhos, mesmo não sendo super trabalhados, são bem delicados.
    Beijos

    ResponderExcluir





Copyright © 2017 Every Little Book. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS | OddThemes | ILUSTRAÇÃO: Yuumei