14 maio 2018

[RESENHA] TCD- Textos Crueis Demais para serem lidos rapidamente



Indo contra a tendência dos textos curtos e superficiais que são postados nas redes sociais, o coletivo literário Textos cruéis demais para serem lidos rapidamente (TCD) passou a produzir e compartilhar um conteúdo extenso, profundo e extremamente poético em suas páginas no Facebook e no Instagram. Com seus escritos e ilustrações, eles acabaram atingindo um público muito maior do que o esperado, nos mostrando como, apesar da crescente agilidade que nossa comunicação exige, ainda precisamos de tempo para digerir e entender nossas complexas relações humanas. Para este livro, foram produzidos textos inéditos que ganharam a companhia das sensíveis ilustrações de Anália Moraes.





Livro: TCD - Textos cruéis demais para serem lidos rapidamente 
Ilustração: Ilustração: Analia Moraes ||  Autor:  Igor Pires da Silva 
Editora: Globo Alt | Ano: 2017 || Gênero: Crônicas
Classificação:  2 estrelas || Resenhista: karina

Eu estou completamente na vibe de ler livros de poesia e crônicas desde que eu descobri a Rupi Kaur e o Frederico Elboni, e foi em um encontro que a Globo alt promoveu para alguns blogueiros em São Paulo que eu descobri TCD, que é um livro que surgiu de uma página no facebook, que segue a linha de textos curtos de autores brasileiros, a proposta da leitura me ganhou logo de começo.

Passei uns 3 meses desejando muito ter o livro logo em mãos, porém, como o livro está sempre muito caro. eu adiava a compra até que ganhei de presente; talvez essa espera toda tenha gerado uma expectativa muito grande o que arruinou completamente minha experiência de leitura.



Basicamente de cruel o texto tem só o título, mas preciso concordar com o fato que dá para ler rapidamente mesmo. O tema abordado são as relações amorosas, algumas despedidas e o vazio que nos segue em alguns momentos durante a fase feliz de qualquer relação e a outra maioria depois de um término.

A facilidade de se reconhecer nas situações é o ponto que te prende no livro porque quem nunca levou um pé na bunda, não é mesmo? Porém, a maneira que é descrita foi o que me incomodou e me afastou de uma boa experiência, eu fiquei o tempo inteiro com a impressão de que o narrador-autor tentou juntar o maior número possível de palavras difíceis e poucos usadas da língua portuguesa para convencer o leitor ou o ex que já tinha se recuperado da bad que chega com o término do namoro [ porém, não teve sucesso] porque terminei a leitura achando que são textos de quem ainda está com muita dor de cotovelo.



Geralmente, nós não resenhamos livros que não amamos, mas senti a necessidade de lembrar que mesmo que você se apaixone por um novo gênero não são todos os livros que serão experiências maravilhosas, e o contrário também acontece.


Nesses livros de poesia-textos curtos temos uma diagramação diferente e que geralmente me agrada, porém, nessa edição a impressão que eu fiquei é que esqueceram de “justificar” o texto. Em alguns cantinhos da páginas tem trechos que estão no meio do texto maior, é quase como se eles já destacasse a melhor parte para o leitor, acabei achando informação repetida. Talvez toda essa crítica seja algo muito pessoal devido a expectativa que eu havia construído


Acabou que minha experiência de leitura foi se tornando tediosa lá pelo meio do livro, comecei achar tudo muito repetido e fui ficando com a sensação de amargura; então a maior dica para esse livro em específico é: não seja tão apressado como eu, conheça primeiro as páginas na internet para depois decidir se aposta ou não na edição física.

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12 comentários :

  1. Olá Karina!
    Eu amei conhecer esse livro, não tinha lido nd sobre ele ainda, eu sou fã do gênero, fico me perguntando agora como eu não conhecia ainda o livro, parece ser lindo, já vai para os desejados!!
    Bjs!

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    1. Aproveita pra conhecer a pg deles no facebook ! Bjinhos.

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  2. Oi, Karina.

    O livro aparenta ser intenso e de uma profundidade tremenda, que explora diversos sentimentos do ser humano, bem como, digamos, expõe situações vividas e sentidas.

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    1. A profundidade tá lá Dai, mas se conectar com ela vai muito da fase que o leitor está, no meu caso não rolou !

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  3. Karina!
    Sou bem fã de livros de poesias e contos.
    Talvez a cueldade seja pelos desencontros amorosos impressos nos poemas.
    Delícia quando podemos nos identificar com os textos, não é?
    Uma ótima semana!
    “Moral é o que te faz sentir bem depois de tê-lo feito, e imoral o que te faz sentir mal.” (Ernest Hemingway)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA MAIO – 4 livros + vários kits, 5 ganhadores, participem!
    BLOG ALEGRIA DE VIVER E AMAR O QUE É BOM!

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    1. To amando os livros da Ryane leão e da Rupi Kaur, mas a identificação com o TCD não rolou, bjos.

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  4. Olá Karina.
    Compreendo tua decepção, eu à partir dessa resenha perdi o pouco interesse que tinha. Achei superficial e "rancoroso " , enfim não aprecio o estilo ,e pelo que vi a única vantagem é que a leitura é rápida.

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    1. Foi exatamente o teor de rancor que me incomodou , acho que vale a pena dar uma olhada na pg do face antes de arriscar no livro ! Bjos.

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  5. Como não sou fã de poesias acho que não vai me agradar, ainda mais por ter essas palavras difíceis. Os temas são sentimentos que já passamos em algum momento das nossas vidas, pena que não agradou, também não gosto quando é repetitivo fica cansativa a leitura.

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    1. Mari do céu eu achei que eu tbm não era fã de poesia até que eu conhecia a Ryane leão ( brasileirissima) e a Rupi Kaur , chegue a conclusão que é só a gente achar uma escrita que bata com a nossa alma .....bjos

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  6. Eu adoro poesia mas confesso que esperava mais desse livro também. Ok que o título inclui a palavra "cruéis" mas não achei que seria pra tanto kkk. Acho que quem ta em busca de uma verdade bem dita seguida de um impulso pra superação não vai encontrar nesse livro. Me decepcionei com o conteúdo e também com a formatação (tenho toc com isso) mas recomendo pra quem gosta dessa coisa mais melodramática.

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    1. Hahahahah me abraçaaaa ! Não estamos sozinhas no Toc da formatação !!!! E concordo total com vc , melodramático é a palavra.

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