09 maio 2018

[Resenha] A Parte que Falta - Shel Silverstein


Com sua poesia hábil e sensível, Silverstein aborda neste livro a busca do autoconhecimento e da completude. A metáfora se dá por meio da história de um ser circular a quem falta uma parte. Otimista, ele se lança no mundo à procura de preencher esta lacuna. À medida que descobre o universo ao redor – e também a si mesmo –, percebe que as relações interpessoais são muito mais complexas e delicadas do que pensava e que a felicidade quase sempre está dentro de nós mesmos – e não no outro. Uma prova de que a liberdade é o maior bem que podemos possuir.




 Livro: A Parte que Falta || Autor: Shel Silverstein
 Série: A parte que falta #1 || Editora: Companhia das Letras
Ano: 2018 ||  Gênero: Infantil / Infantojuvenil
Classificação: 5 estrelas || Resenhista: Luci




Impossível não pararmos, em algum momento da vida, e pensarmos que algo nos falta. Mas não algo físico, material; é algo que transcende a tudo ao nosso redor. E apesar de ser algo que vem do nosso interior, passamos a buscar no exterior esse algo que nos possa completar e nos fazer feliz.



E saímos em uma busca incansável, movidos pela ilusão efêmera de nos completar, de encontrar no exterior algo que se encaixe em nós, que nos motive a ir mais além, sempre adiante.


E nessa busca, encontramos pelo caminho o que pode essencialmente nos fazer feliz, contidos nas pequenas coisas ao nosso redor, mas que têm o poder de nos inspirar, nos dar alegrias e satisfações que nos impulsionam ao prazer de viver. Mas, muitas vezes cegos por um ideal, não enxergamos o que está dentro de nós. Não enxergamos que não nos falta parte alguma, que não podemos depender do outro e colocar a responsabilidade da nossa felicidade nas mãos de alguém.



Em traços simples, e em uma linguagem aparentemente comum, mas que passa uma mensagem fortemente filosófica, A Parte que Falta se encaixa naquela categoria de livro juvenil, mas podemos considerar, uma leitura obrigatória para adultos.

Ele aborda uma questão que uma vez por outra povoa nossa mente: nos falta verdadeiramente uma parte? Quantas vezes levantamos esse questionamento, sem nos darmos contas de que a vida nos presenteia, a cada dia, com pequenas satisfações diárias, cujo tempo, corrido, louco, não nos permite desfrutar. Afinal, andamos com tanta pressa pela vida, atendendo aos nossos compromissos, que não temos tempo de apreciar, de fato, o que nos é ofertado. E é justamente isso que gera a carência dentro de nós, que interpretamos como a falta de algo que, no entanto, está bem ao nosso alcance.

Além disso, esse livro traz outra mensagem importante: a busca da nossa felicidade começa explorando nosso próprio interior. 

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5 comentários :

  1. Oi, Lucilene.

    Acho que o livro tem essa leveza de deixar uma linda mensagem sobre a busca incessante por algo, mas que ao mesmo tempo, nos faz ver os dois lados da moeda e no que elas podem de fato, nos causar.

    Não é à toa que ele tem ganhado tanto destaque!

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  2. Parece ser uma graça esse livro e bem refletivo em relação a nossas vidas, realmente estamos sempre achando que falta algo, mas acho que é porque não reparamos para dar atenção aos pequenos acontecimentos ao nosso redor, as pessoas que estão presentes no nosso dia a dia.

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  3. Olá Lucilene!
    Segunda resenha que leio sobre esse livro, eu curti tanto que já criei aquela pontinha de expectativa, a leitura parece estar agradando bastante leitores que curtem o gênero, eu achei fofo e espero ler em breve.
    Bjs!

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  4. Lucilene!
    Interessante vver que traços simples, podem trazer um lido pleno que questiona a parte que falta em nós e nos torna sempre insatisfeitos...
    Livro grande.
    Uma ótima semana!
    “Moral é o que te faz sentir bem depois de tê-lo feito, e imoral o que te faz sentir mal.” (Ernest Hemingway)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA MAIO – 4 livros + vários kits, 5 ganhadores, participem!
    BLOG ALEGRIA DE VIVER E AMAR O QUE É BOM!

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  5. Oi Lucilene!
    Tipo de livro que por ser tão simples acaba sendo complexo, pra fazer pensar, quase um livro filosófico .
    Quantas vezes pensamos e não chegamos a certeza alguma. Bom para valorizar o que somos e o que temos.

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