07 maio 2018

[Resenha] O Destino de Tearling - Erika Johansen


Desde que assumiu o trono de Tearling, Kelsea Glynn passou de princesa inexperiente a rainha destemida. Sua busca por justiça fez com que todo o reino mudasse com ela, mas quando os inimigos que fez ao longo do caminho ameaçam destruir seu povo, ela toma uma decisão inimaginável: se rende à Rainha Vermelha em troca de salvar Tearling. Sem as safiras, sem seus homens de confiança e trancafiada em Mortmesne, Kelsea precisa de novo recorrer ao passado, às experiências de mulheres que viveram antes dela, buscando em suas histórias a saída para uma situação impossível. O jogo está para terminar, e o futuro de Tearling será revelado de uma vez por todas. Com O Destino de Tearling, Erika Johansen traça o clímax inesquecível dessa aventura cheia de magia e emoção.


Livro: O Destino de Tearling || Série: A Rainha de Tearling#3
Autor: Erika Johansen || Editora: Suma de Letras
Classificação: 3 estrelas || Resenhista: Luiza
Ano: 2018 || Gênero: Fantasia, distopia, YA



Depois dos acontecimentos surpreendentes de A Invasão de Tearling, Kelsea Raleigh se vê numa situação desesperadora. Presa em Mortmesne, isolada de tudo, como ela poderia ajudar o seu povo? Sim, a guerra tinha sido evitada, mas havia tanto o que fazer.

A Rainha Vermelha se vê em situação parecida, sem saber o que fazer para retomar o seu domínio. É como um dominó que está desabando aos poucos. Não há mais ninguém em quem confiar, todos são traidores, todos a querem morta. A quem poderia pedir ajuda? Ela sente que seu inimigo sombrio se aproxima cada vez mais... ainda mais agora que foi libertado por Kelsea.

Há tanta coisa em jogo em ambos os reinos. Esse novo inimigo extremamente perigoso, que está deixando corpos pelo caminho. A rebelião em Mortmesne que cresce cada vez mais. O exército mort que está descontente por não ter conseguido a sua pilhagem. E os nobres, que foram afetados pela diminuição da quantidade de escravos.

Em Tearling, não é muito diferente. Clava recebeu uma incumbência e tanto de Kelsea. Ele deveria proteger o reino, restabelecer a ordem, cuidar de tudo por ela. Porém, não é tão simples assim. O exército foi severamente diminuído nos confrontos contra os mort, então a volta da população para as cidades mais distantes é lenta e inconstante, justo quando eles precisam de velocidade para que a colheita não seja perdida.

Com toda essa calamidade instaurada, a Igreja aproveita para ganhar poder, na ausência da monarca. O santo padre instaura caçadas a infiéis e começa uma limpeza cruel dentro de seus próprios portões. Sem falar que estão fazendo de tudo para dificultar o governo de Clava, depois que foram cobrados impostos. Fizeram-se um oponente digno de nota e no futuro se provariam ainda piores.

Mesmo sendo Regente, Clava jamais deixará de ser um soldado. Sim, ele cumpriu o que Kelsea pediu, começou a por fim à abominável Creche, que existia no submundo da cidade, estava dando o seu máximo para por ordem em tudo, mas não era um trabalho para ele. Seu instinto dizia o tempo todo para resgatar a Rainha, e é isso que ele decidiu fazer. Montou um pequeno grupo, combinou suas ações com Fetch e seu bando e partiram para dar o melhor de si.

Fetch volta a aparecer, mostrando o que tanto estava fazendo enquanto Kelsea lutava com tantos problemas no livro anterior. Sua vida pregressa começa a ser revelada, o que nos faz entender seu papel nesse grande jogo. Um personagem importante que pode ter estragado tudo ao ser tão cego.

Kelsea, mesmo sem suas safiras, volta a ter visões do passado. Um passado diferente, em outro momento, depois da Travessia, que começa a ensiná-la como esse ser sombrio e suas abomináveis criaturas apareceram e ela tem esperança em descobrir como destruí-lo.

Dessa vez, ela vê pelos olhos de Katie, filha de Dorian. Tinham se passado dezesseis anos depois da Travessia, e William Tear tentava estabelecer a comunidade com que tanto sonhou. Ele se casou com Lily e tiveram um filho, chamado Jonathan. William era o chefe da comunidade, onde todos contribuíam com trabalho e tudo funcionava como uma grande família. Uns plantavam, uns teciam, outros construíam. Havia uma escola onde as crianças eram ensinadas e aprendiam as regras, tinha também uma biblioteca, que era um lugar sagrado e continha todos os livros que conseguiram atravessar, os que não perderam pelo caminho.

Claro que uma hora a harmonia começaria a declinar. Não faz parte da natureza humana existir sem nenhum tipo de conflito, mas Tear ainda fazia o possível para unir o povo. Ele era visto como um santo, uma pessoa a ser respeitada e obedecida, mesmo este não sendo o seu objetivo, ele apenas queria ser igual aos outros, mas alguém precisava tomar as decisões difíceis. Não permitia religião em sua cidade e não encorajava seitas e cultos.

Só que, uma hora tudo começa a dar errado. Ele percebe que a vida de seu filho Jonathan pode estar em perigo e assim forma um grupo de guardiões que seriam treinados em combate. Até aquele momento isto não era permitido. Não havia lutas, não havia armas. Eles fariam tudo em segredo, e quando o momento chegasse, esses jovens estariam prontos para defender Jonathan.

Katie era uma dessas pessoas. Foi escolhida e não sabia nem porque, já que não tinha nada de especial. Mas, cumpriria o seu papel, faria o que fosse preciso.
E assim observamos esse pequeno reino iniciando seu declínio, e aprendemos o momento exato que o sonho de William Tear começa a ir por água abaixo. 
“Nossa espécie é capaz de altruísmo, sem dúvida, mas não é algo que fazemos por vontade própria, muito menos bem.”
Mas, como isso tudo poderia ajudar Kelsea? Ela observa tudo sob olhos de Katie, vive como se fosse ela própria. Porém, sente que seu tempo está acabando. O inimigo está se aproximando do Tearling. Ela precisa sair daquele calabouço.

Clava e seu séquito estão a caminho, mas chegarão a tempo?

Num desfecho emocionante e cheio de revelações, não há quem não se surpreenda. Uma aliança improvável vai pôr em prova o destino de todos. Será Kelsea capaz de consertar todos os erros do passado, quando não consegue corrigir nem os seus próprios? Para saber o Destino de Tearling, leia!!!!
“— São boas, aquelas histórias — continuou Clava, as bochechas coradas. — Ensinam as dores dos outros.
— Empatia. Carlin sempre disse que esse era o grande valor da ficção, nos colocar dentro da mente de estranhos.”


O final de A Invasão de Tearling foi daqueles destruidores. Sério, eu fiquei sem nem saber o que pensar. Imaginei que a Kelsea iria fazer alguma loucura, mas se entregar? Você tá louca filha??? 
Nesse momento, eu surtei. E já emendei nesse livro, porque não podia esperar nem mais um minuto.

TANTAS perguntas em aberto. Como que essa autora iria conseguir fechar tudo em um livro só? Sendo que ela abriu ainda mais perguntas com essa nova viagem ao passado.

Kelsea mudou, indiscutivelmente. Ela está com um ar de desolação que até desanima, depois que perdeu as safiras. Mas, mesmo assim, tenta ser forte e fazer sua parte. Ainda que não possa fazer muito presa naquele calabouço, mas enfim...

Minha sensação com esse livro é de que isso tudo deveria ter aparecido antes. MUITOS personagens novos foram introduzidos, lógico que não daria tempo de fechar todos os plots. E foi isso que aconteceu =/

Fetch finalmente apareceu mais e descobrimos qual sua participação nos acontecimentos de Tearling. Mas, cara, cadê aquele personagem enigmático do primeiro livro que chamava a atenção e causava ansiedade??? Nem um desfecho digno ele teve.... O que houve Johansen ???

A Rainha Vermelha foi uma das poucas que me agradou nesse livro, mostrando seu lado de fraqueza e revelando sua força interior para se manter como ela mesma. Eu gostei de como ela se comportou com a Kelsea e até entendi o que a levou a ser como é (entendi, mas não aceitei, rs). 

Aisa foi uma personagem que me surpreendeu. Mostrou muita força para a idade que tem, conseguiu enfrentar seu maior medo e ainda saiu em defesa do que acreditava. Que amor essa menina!

A narrativa do passado foi muito boa, envolvente, mas, repito: gostaria que tivesse vindo antes, para ser melhor usada. É aquilo né gente, eu tenho um conceito muito bem formado sobre trilogias na minha cabeça: no primeiro a autora introduz tudo, o mundo, os personagens, os desafios futuros; no segundo ela explora tudo, pode até surgir novas pessoas e novos fatos, e geralmente termina com muitas perguntas para o terceiro; e no terceiro tem a guerra ou batalha e os desfechos de todo mundo (e quiçá uma parte do futuro). 

Só que, nesse terceiro livro ela introduziu (muitos) novos personagens (?!), novos plots (???) e no final não fechou nem o que tinha aberto no segundo livro, rs. Na minha opinião, foi um final extremamente infantil e bastante cruel. Não posso mais comentar nada sobre isso senão seria spoiler.

Só posso dizer que estava muito empolgada e me decepcionei bastante. O andamento do livro estava muito bom, e nos últimos capítulos tudo foi por água abaixo =( É uma pena, fico triste porque para mim é um desperdício de uma boa história que ela criou e que poderia ter sido muito mais....

No geral, é um livro repleto de ação e revelações bombásticas que te farão ansiar para chegar o final desesperadamente. Uma história bastante envolvente, com personagens muito bons, mas que, infelizmente não tiveram um bom desfecho. Ainda assim, vale muito a pena ser lido para compreender os eventos que levaram o Tearling a ser o que é. E, também, pelas personagens femininas fortes e badass que fazem essa série ser um fenômeno. O Tearling vai deixar saudades...
“Essas pessoas sentem tanto orgulho de seu ódio! O ódio é fácil e, ainda por cima, preguiçoso. É o amor que exige esforço, o amor que cobra um preço de cada um de nós. O amor tem um custo; esse é o valor dele.”

Os direitos cinematográficos da série A Rainha de Tearling foram comprados pela Warner Bros! E quem viverá a Rainha Kelsea Raleigh será ninguém menos do que Emma Watson <3 
Além de fazer o papel de protagonista, Emma também é a produtora! Esse é o primeiro filme produzido por ela, e será ao lado de, nada menos do que David Heyman, produtor de Harry Potter <3

Ainda não há previsão para o início das filmagens, nem para o lançamento.

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7 comentários :

  1. Sempre tive vontade de ler esses livros, mas agora com a resenha vou desistir. O tema é maravilhoso, mas saber que muitas pontas ficaram soltas e que entraram muitos personagens me dá angústia ,fora esse final que pelo jeito não agradou.

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  2. Oi Luiza!
    Eu tenho o primeiro vol, inclui na meta deste mês e espero conseguir ler ele se não só no próximo, mas tô qrendo ler o ato antes pq to curiosa pra conhecer o enredo e a escrita, pelo que acompanho a leitura é boa e está agradando bastante leitor..
    Bjs!

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  3. Oi, Luiza.

    Bom, a Kelsea mostrou bastante lealdade ao seu povo, né?

    E acho que esse, é um momento e impasse bastante decisivo...

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  4. Luiza!
    Muito triste ver um final de séries que traz ainda mais novos personagens e nos plots são criados, deixando a história original quase não dá tempo de findar.
    Não li ainda nenhum dos livros da série.
    Desejo uma ótima semana!
    “Um homem pode ser destruído, mas não derrotado.” (Ernest Hemingway)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA MAIO – 4 livros + vários kits, 5 ganhadores, participem!
    BLOG ALEGRIA DE VIVER E AMAR O QUE É BOM!

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  5. Esse volume esta cheio de acontecimentos é tanta coisa, é uma pena que a autora não deixou tudo bem fechadinho, pois gosto assim. Achei estranho no último livro a autora introduzir tantos personagens novos, fiquei me perguntando se foi necessário se não ficou confuso, mas o bom é que tem muita ação que gosto.

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  6. Gente, vocês deveriam ler os livros ao invés de formar opiniões baseadas em resenhas. Sim, a resenha é importante, mas cada um é cada um, e a sua leitura será diferente da amiguinha, da priminha, da sobrinha.

    A trilogia vale sim muito à pena. Se vocês estão esperando o livro PERFEITO, sinto informar, mas não vão encontrar.

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  7. Não conhecia essa história, mas gostei muito da trama. Kelsea me parece ser uma personagem muito forte, ela me lembrou muita da Feyre de "corte de espinhos e rosas" Uma pena que tenha ficado com tantas pontas soltas, perguntas sem respostas e personagens sem desfecho isso desanima a leitura mas eu quero dar uma chance a esses livros.

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