12 maio 2018

[RESENHA] Amor Verdadeiro Na Livraria dos Corações Solitários - Annie Darling

Este é mais um romance delicioso da série A Livraria dos Corações Solitários, sobre a vida dos funcionários da livraria, um “alegre bando de desajustados”, que por uma razão ou outra desistiram do amor e, ainda assim, o encontram quando menos esperam. É uma verdade universalmente conhecida que uma mulher solteira, em posse de um bom emprego, quatro irmãs mandonas e um gato carente, deve estar em busca do seu verdadeiro amor. Será? Verity Love — fã de carteirinha de Jane Austen e uma introvertida em um mundo de extrovertidos — está perfeitamente feliz sozinha, muito obrigada. E seu namorado fictício, Peter Hardy, é muito útil para ajudá-la a escapar de eventos sociais indesejados. Mas, quando um mal-entendido a obriga a apresentar um total estranho como namorado para suas amigas, a vida de Verity de repente se torna muito mais complicada. Uma namorada fictícia também pode ser bem útil para Johnny. Indo contra todos os instintos de Verity, ela se deixa convencer a fazer uma parceria com ele para um único verão recheado de casamentos, aniversários e festas no jardim, com apenas uma promessa: não se apaixonarem um pelo outro. Mas isso não tem nem chance de acontecer, pois Verity jurou nunca mais ter um namorado, e o coração de Johnny já tem dona.

Livro: Amor Verdadeiro Na Livraria dos Corações Solitários || Autor: Annie Darling
 Série: Pequena Livraria dos Corações Solitários #2|| Editora: Verus
Ano: 2018 ||  Gênero: Chick-lit / Ficção / Literatura Estrangeira / Romance
Classificação: 3 estrelas || Resenhista: Luci


Verity Love é a mente por trás das finanças da antiga Bookends, agora “Felizes para Sempre”. Apesar de ser fã de Orgulho e Preconceito, a ponto de decorar cada parte do livro e usar frases para refletir determinadas situações na vida, sua natureza não é romântica.

Ela chegou a essa constatação após seu último — e único — namoro, quando entendeu sua incapacidade de amar e se entregar a alguém de forma incondicional. Seu mundo interior fica muito melhor se resumindo a silêncio, sem excessivos contatos físicos ou saídas para festas ou baladas. Ela é a perfeita definição da palavra antissocial.

Mas, diante das exigências sociais que a querem forçar a socializar com pessoas em boates, bares ou festas, assim como ter um namoro, para que tenha uma vida mais “convencional” — afinal, quem disse que uma mulher tem que fazer/ter tudo isso para ser feliz? — ela tem a pessoa perfeita ao seu lado: Peter Hardy, a personificação do namorado perfeito, cuja profissão — ele é oceanógrafo —, não permite que ele passe muito tempo ao lado de Verity. O melhor de tudo? Ele é seu namorado imaginário, criado por ela para fugir de todas as exigências de seus companheiros de trabalho. 

Mas, como diz o ditado, mentira tem perna curta. Uma bela noite, ela é seguida até seu restaurante favorito por suas amigas curiosas, loucas para conhecer Peter, o oceanógrafo. Para evitar ser pega na mentira, ela senta à mesa de um bonito estranho, e o convence a entrar no seu jogo como o substituto do seu namorado imaginário.

Só que Johnny, o estranho, faz questão de saber melhor sobre a história dela, e vê nisso uma oportunidade de ambos se ajudarem: eles fingiriam um namoro, para satisfazer as exigências dos amigos, que querem ver os dois felizes e acompanhados em eventos sociais. Tudo isso de forma impessoal, sem envolver sentimentos.

Só que, no decorrer do relacionamento dos dois, a distância que ambos pretendiam ter um do outro é quebrada, à medida que passam o conhecer o íntimo de cada um, o que os motivaram a agir dessa maneira. Começa com uma simples amizade, que vai se intensificando com laços mais fortes, até o ponto de Very se ver totalmente confusa sobre Johnny. Afinal, ela é a mulher que não cultiva sentimentos amorosos e tem como regras fugir disso.

No final disso tudo, Very terá percorrido um longo caminho para compreender a si mesma, e de quebra, verá que não é tão imune a sentimentos...



Eu esperei ansiosa a história de Very, afinal, me identifiquei muito com ela. Nesse livro, passamos a conhecê-la mais, o que moldou sua personalidade. Vemos como a autora trabalhou de maneira muito boa em criar a personagem, pois cada ponto de sua vida, o que a fez assim, é bem amarrado. Então vemos a personagem evoluir, ganhar ainda mais vida à medida que seus sentimentos se tornam reais e o passado vai sendo deixado para trás, quando é compreendido e aceito por ela.

O que deixou uma nuvem cinzenta no livro, no meu ponto de vista, foi Johnny. Enquanto Very deixava o passado para trás e se abria a novos sentimentos, ele continuou cultivando o passado, em uma ridícula noção de único e eterno amor por alguém que não merecia, e isso me fez querer gritar em vários momentos da leitura. A verdade estava na cara dele o tempo todo, mas ele era totalmente cego, e isso para mim desgastou o livro, porque esperava ver algo mais, que não rolou. E o final não contribuiu para isso, pois, para mim, Johnny não mostrou a evolução que esperei em todo o livro.

Mas enfim, a leitura vale a pena por Very, eu realmente me identifiquei com a personagem, e creio que muitos também irão se identificar. Sem contar que a narrativa é bem condimentada com doses de humor, drama e aquela pitada de romance que amamos.

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6 comentários :

  1. Oi, Lucilene.

    Bom, acho que esse tipo de mentira/acordo selado, costuma não dá certo, e o mais bacana foi tudo isso ter se desenvolvido em ambos, sentimentos verdadeiros com o passar do tempo.

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  2. Deve ser bem divertida essa parte do namoro de mentira, era de se esperar que se tornasse em algo mais real, é uma pena que o personagem deixa a desejar, mas quero ler o livro, pois a protagonista parece que vale muito a pena.

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  3. Olá Lucilene!
    Eu sempre acompanho resenhas desse livro e cada vez mais me interesso em ler, a escrita parece boa e a leitura divertida e agradável, espero ler em breve. Amo essa capa!
    Bjs!

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  4. Lucilene!
    Difícil quando um dos protagonistas quer tocar a vida para frente e esquecer o passado, e, o outro não quer sair dele.
    Uma ótima semana!
    “Moral é o que te faz sentir bem depois de tê-lo feito, e imoral o que te faz sentir mal.” (Ernest Hemingway)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA MAIO – 4 livros + vários kits, 5 ganhadores, participem!
    BLOG ALEGRIA DE VIVER E AMAR O QUE É BOM!

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  5. Oi
    Tenho muita vontade de ler esse livro,gostei da capa e pela resenha é divertido e leve,eu acho que Verity é romântica sim, ela só não percebe isso,como pode uma fã de Jane Austen não ser romântica . Esse tipo de situação que a protagonista inventa um "namorado" para fugir das pressões sociais sempre rende bons enredos. Um livro com humor,drama e romance, perfeito.

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  6. É um romance classico, esse acordo sempre costuma dar errado e um lado sempre se apaixona primeiro que o outro kkk mas o diferencial desse livro creio que seja o ambiente (biblioteca) e esses dois personagens tão diferentes que acabam nesse acordo juntos. Acho lindo ver o amadurecimento e as entregas dos personagens ao amor e que pena que o Johnny não deixa o passado ir embora :( ja me vejo sofrendo por esse livro

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