20 abril 2018

[Resenha] A Invasão de Tearling - Erika Johansen


Kelsea Glynn é a rainha de Tearling. Apesar de ter apenas dezenove anos e nenhuma experiência no trono, Kelsea ficou rapidamente conhecida como uma monarca justa e corajosa. No entanto, o poder é uma faca de dois gumes. Ao interromper o comércio de escravos com o reino vizinho e tentar conseguir justiça para seu povo, ela enfurece a Rainha Vermelha, uma feiticeira poderosa com um exército imbatível. Agora, à beira de ver o Tearling invadido pelas tropas inimigas, Kelsea precisa recorrer ao passado, aos tempos de antes da Travessia, para encontrar respostas que podem dar ao seu povo uma chance de sobrevivência. Mas seu tempo está acabando... Nesta continuação de A rainha de Tearling, a incrível heroína construída por Erika Johansen volta para outra aventura cheia de magia e reviravoltas.



Livro: A Invasão de Tearling || Série: A Rainha de Tearling #2
Autor: Erika Johansen || Editora: Suma de Letras
Classificação: 4 estrelas || Resenhista: Luiza
Ano: 2017 || Gênero: Fantasia, distopia, YA

Resenha do livro 1



Kelsea Raleigh, Rainha de Tearling, enfrentou coisas que jamais havia imaginado para se manter no trono. Erradicou o envio de escravos para Mortmesne, mas, com isso, declarou guerra. E não estava preparada para essa guerra que viria, nem o seu reino. 

O Tearling vivia em condições muito precárias, depois de tantos anos de negligência por parte da coroa. Era um povo que estava apenas redescobrindo como era ter algo pelo que lutar. Eles não estavam prontos. Kelsea já era amada e temida em proporções iguais, mas isso não seria o suficiente para vencer essa guerra. Precisavam de um exército, e o que tinham era pequeno demais para defender o reino.

Assim, traçaram um plano de batalha que propiciasse as melhores condições para eles, pelo tempo que conseguissem aguentar. Montaram armadilhas, tentaram atrasar ao máximo que o exército mort atravessasse as montanhas e decidiram evacuar as cidades e trazer todo o povo para Nova Londres. Não sabiam como conseguiriam alimentar e proteger a todos, mas era isso ou deixá-los lá para morrer e isso Kelsea jamais faria.

Por ter posse das safiras, Kelsea esperava que elas ajudassem de alguma maneira, que a guiassem pelo que deveria fazer para vencer essa guerra, mas estavam silenciosas e frias contra seu peito. Como eles sobreviveriam? O que ela faria ?

Quando pensou que sua magia estivesse completamente dormente, começou a ter visões do passado. Visões tão reais que era como se ela estivesse lá....

E assim conhecemos Lily.

Em um mundo dividido, Lily era esposa de um oficial importante do exército e vivia no lado rico de Nova York. Era o mundo antes da Travessia. Um mundo assolado por uma guerra civil, onde o governo controlava tudo e todos, usando a tecnologia a seu favor, e um grupo de pessoas, os rebeldes, lutavam contra essa opressão. Tudo era controlado. O que se via, o que se lia, até o que se comia. Todas as pessoas tinham um chip implantado no corpo que possibilitava que fossem rastreadas a todo momento. Tudo era automatizado, as casas tinham um sistema inteligente e cada um vivia de acordo com a sua posição. 

Isso se você fizesse parte dos ricos. Porque os pobres viviam do outro lado do muro e tinham que lutar todos os dias para sobreviver.

Era encorajado que a classe rica reproduzisse e até haviam benefícios para quem tinha filhos, pois o número de pobres estava ultrapassando o de ricos. Greg, o marido de Lily, queria muito ter filhos, mas ela tomava anticoncepcionais escondidos para que isso nunca acontecesse.

Porque ela não queria dar filhos a esse monstro que chamava de marido. Um homem abusivo que a agredia, estuprava e depois agia como se nada tivesse acontecido. E Lily não sabia o que fazer para melhorar a sua vida, apenas vivia um dia após o outro.

Até que um dia uma mulher baleada aparece em seu jardim e ela deve decidir se a entrega ou se a esconde. E ela faz a escolha certa.

Assim, conhece outro mundo que existe dentro do seu, de pessoas que acreditam em "um mundo melhor" e que estavam lutando por ele. Ela conhece William Tear, o homem que iria fazer esse mundo acontecer e aí sua vida muda irrevogavelmente.
Com muita dor e sofrimento ela atravessaria essa jornada.
“- Não existe mundo melhor.
- Vai existir - respondeu Dorian calmamente. - Está perto agora… tão perto que quase podemos tocar.”
Kelsea vive todas as experiências de Lily como se fosse com ela mesma. Até sua aparência começa a mudar, fica parecida com Lily. Ela não sabe ainda qual o propósito de conhecer o mundo antes da travessia e nem como isso pode ajudá-la na guerra que está chegando.

A Rainha Vermelha também enfrenta seus próprios problemas. Há uma rebelião se formando em seu reino, além de todo o planejamento para a guerra contra o Tearling. Sem falar em seu medo da criatura do fogo.... Ela sabe que ele virá por ela e tem muito medo do que pode acontecer. Seu maior medo é destruir tudo que construiu, e perder a si mesma no processo. O que ela fará?

A Igreja também tem seus próprios propósitos no Tearling. Agora com o novo líder, seu papel na guerra vindoura pode atrapalhar muito a vida de Kelsea, ainda mais porque eles precisam da ajuda da Igreja se quisessem vencer. Porém, não será fácil, em meio a tantas tramas e reviravoltas

O destino do Tearling está em jogo. A guerra se aproxima. Kelsea precisa encontrar respostas no passado que a ajudem a vencer no futuro, mas isso se mostrará um caminho sem volta quando as vidas de todos se alinharem em um destino arrebatador.
“E agora Kelsea via que não havia diferença em qual visão ela vivesse. Passado ou futuro, nas duas direções só havia terror. Ela se virou para o horizonte e recomeçou a contar os próprios erros, se preparando para sofrer por cada um deles de novo, um de cada vez. Preparando-se para sofrer.”

Definitivamente, esse livro não foi como eu esperava. Tanto para bem quanto para mal. É até difícil falar sobre ele por ter TANTOS pontos a considerar. A única maneira mais organizada que consegui foi separando por itens, rs. Já estou prevendo que essa resenha vai ficar enorme =O Mas, culpa do livro que tem tanta coisa para falar, rs.

Primeiro, sobre a Kelsea. Continuou sendo uma personagem forte, corajosa, empoderada e, muitas vezes, destemida. Mesmo com todas as dúvidas e todos os medos pelo destino que a aguardava. As viagens no tempo para a história de Lily foram mudando-a de uma forma que ela mesma já não se reconhecia. Suas feições mudaram. Teve muitos momentos que ficou até cruel, e passou a ser temida. Eu já esperava que ela fosse mudar, e até que fosse ser temida, só espero que não seja algo que não mude mais, pois eu gostava muitooo da Kelsea bobinha e meio fútil rs. 

Tiveram momentos que eu queria matá-la, como no caso de Pen, o membro da guarda que tem uma super queda por ela. Mas, entendi. Ela é uma mulher, óbvio que iria ter alguma paixonite em algum momento. Mas sigo tendo esperanças pelo Fetch. 

Por sinal, falando nele. Ele deu uma sumida da história. Eu já suspeito do que ele esteja fazendo, mas só no próximo descobrirei mesmo.

Lily foi uma novidade boa. Foi como um tapa na cara ver a sua história, sentir o seu medo. Era brutal, cruel. O mundo antes da Travessia era bem como eu imaginei. Por isso o livro é também é classificado como uma distopia. Só que é também uma fantasia, pois existe magia no mundo pós-Travessia. Pode parecer complexo né? E é mesmo rs. Adorooo!!!

Eu estava morta de curiosidade para ler sobre o William Tear, e gostei. As motivações dele são bem fortes e a esperança que todos tem de construir um mundo melhor é comovente. Mesmos sabendo mais ou menos o que ia acontecer, torci muito por eles.

A alternância entre os dois mundos é que não me agradou muito. Essas pausas na história quase sempre me incomodam, acho que não teve nenhum livro que isso acontece que eu não tenha achado estranho. Mas, não atrapalhou tanto o andamento da história, porque as partes da Lily eram sempre cheias de ação.

A Rainha Vermelha foi a surpresa para mim. Posso dizer que nesse livro houveram muitos clichês que tornaram algumas partes previsíveis, mas a da Rainha de Mortmesne não foi uma delas. Passei até a respeitar a personagem, rs. (antes eu odiava!). Toda a rebelião que estava mergulhado o seu reino, mais o perigo que ela corria por causa da criatura do fogo e ainda a guerra contra o Tearling fizeram com que o reino tão bem construído e organizado que ela comandava se tornasse uma confusão tremenda. Ela estava perdendo cada vez mais o poder sobre o povo, já não sabia em quem podia confiar, sentia seu poder diminuindo e com isso vinha o medo, que era algo que ela não sentia há muito tempo..... Ah como eu quero saber o que acontece no próximo livro!

Há tantos outros personagens interessantes. O padre Tyler, o novo santo padre da igreja, e todo o plot que se forma com ele. Andalie e seus filhos. Conhecemos a história dela e vemos mais de sua filha Aisa, que se torna uma grande guerreira. Conhecemos seus medos e sua dor depois de todos os abusos do pai, assim como sua grande sede de vingança. Essa é uma das grandes qualidades da autora: ela criou personagens femininas muito fortes, que enfrentam uma miríade de situações difíceis e fazem o melhor possível com o que tem.

"O amor é real, pensou Aisa, mas secundário. Sem dúvida o amor não é tão real quanto minha espada."

O final foi daqueles arrebatadores, de cair o queixo. Se eu já achava a Kelsea destemida, agora tenho certeza. Eu só espero que o último feche todas as pontas soltas, que não são poucas. 

A Invasão de Tearling é uma continuação mais do que maravilhosa: é fenomenal. Abre tantas possibilidades para a história, nos mostra como tudo começou, no passado e nos faz ansiar muito pelo futuro do reino. O livro nos traz um conjunto de mulheres poderosas que, cada uma à sua maneira, tentam sobreviver e enfrentar os desafios da melhor forma, mesmo quando correm o risco de se perder no caminho. É uma história que te faz viajar sem sair do lugar, onde passado e futuro se unem para selar o destino de todos. Leiam A Invasão de Tearling que com certeza não vão se arrepender!
“- Estou vendo você, rainha Glynn - continuou Glee. - Estou vendo você cavalgando para a morte.”


Os direitos cinematográficos da série A Rainha de Tearling foram comprados pela Warner Bros! E quem viverá a Rainha Kelsea Raleigh será ninguém menos do que Emma Watson <3 
Além de fazer o papel de protagonista, Emma também é a produtora! Esse é o primeiro filme produzido por ela, e será ao lado de, nada menos do que David Heyman, produtor de Harry Potter <3

Em uma entrevista, Emma disse: 

'Meu agente me ligou e disse: "Eu tenho que ser honesto, isso é uma trilogia!" Eu estava relutante, mas quando li o livro, eu realmente fiquei com vontade de passar três anos naquele mundo,' ela explica. 'Vai ser intenso e eu terei que ficar fisicamente em forma, ganhar um pouco de músculo e aprender a brandir uma espada.'"

Ainda não há previsão para o início das filmagens, nem para o lançamento.

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7 comentários :

  1. Oi, Luiza.

    Essa ligação entre a Kelsea e a Lily, duas mulheres completamente diferentes, vivendo em épocas diferentes, é o que chama atenção, e que talvez pode mudar tudo.

    Espero que a adaptação se mantenha fiel aos livros... E, por essa, eu não esperava!

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  2. Olá, Luiza!
    Eu não curto distopia, mas achei a resenha incrível apesar de ficar confusa, acho que muita informação ao mesmo tempo. Duas mulheres diferentes em tempos diferentes ,mulheres que se transformam para enfrentar o mundo. Odiei esse marido da Lily ,homem detestável, sorte que surgirá um amor novo para ela. Sobre as diferenças sociais já convivemos com elas não é mesmo? Pena serem 3 livros...

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  3. Oi Luiza,
    Já havia lido resenhas do primeiro livro e achei que a autora inovou bastante por ser um livro de fantasia. Pretendo ler, e confesso que o personagem que mais me desperta curiosidade é a Rainha Vermelha, pelo que li esse livro fala mais do passado dela e acho que será interessante.
    Percebi mesmo que a Kelsea pareceu evoluir, apesar de não ter simpatisado com ela, quando ler poderei definir melhor.
    Bjs

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  4. Olá Luiza!
    Estou curiosa pra ler os livros da autora, tenho o primeiro vol mas ainda não consegui ler, eu chego lá..
    Espero gostar da leitura o tanto que a expectativa aumentou pra ler ...
    Bjs!

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  5. Quero muito ler essa trilogia ainda mais pela adaptação que espero que seja muito boa. Quantas coisas acontecem nesse volume fiquei impressionada, adorei pela parte das mulheres serem fortes, fiquei imaginando na realidade se tivéssemos um chip igual ao dos personagens onde seriamos vigiados o tempo todo que horror.

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  6. Oi Luiza!
    Me perdi com tantos personagens, confesso hahaha
    Como não li o primeiro talvez me falte algo para total entendimento, mas acho que esse é um dos livros que você pensa ahhh gostei mas ele tem defeitos. Pelo que eu li na sua resenha me interessei pela rainha principalmente, parece uma personagem diferente. Gosto de finais muito bons, sempre dão um up a mais na história.
    Bjs

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  7. Luiza!
    Não tinha lido ainda nenhuma resenha desse novo livro da autora e fiquei chocada em ver que ela inovou ainda mais nesse exemplar, trazendo visões à protagonista de um futuro bem distante do dela.
    Deve ser maravilhoso mesmo fazer essa leitura!
    Bom final de semana!
    “Os piores estranhos são aqueles que vivem na mesma casa e fingem que se conhecem. Conversam banalidades, mas nunca o essencial.” (Augusto Cury)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA ABRIL – ANIVERSÁRIO DO BLOG: 5 livros + vários kits, 7 ganhadores, participem!
    BLOG ALEGRIA DE VIVER E AMAR O QUE É BOM!

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