22 janeiro 2018

[Resenha] Piano Vermelho - Josh Malerman


Ex-ícones da cena musical de Detroit, os Danes estão mergulhados no ostracismo. Sem emplacar nenhum novo hit, eles trabalham trancados em estúdio produzindo outras bandas, enchendo a cara e se dedicando com reverência à criação — ou, no caso, à ausência dela. Uma rotina interrompida pela visita de um funcionário misterioso do governo dos Estados Unidos, com um convite mais misterioso ainda: uma viagem a um deserto na África para investigar a origem de um som desconhecido que carrega em suas ondas um enorme poder de destruição.
Liderados pelo pianista Philip Tonka, os Danes se juntam a um pelotão insólito em uma jornada pelas entranhas mortais do deserto. A viagem, assustadora e cheia de enigmas, leva Tonka para o centro de uma intrincada conspiração.
Seis meses depois, em um hospital, a enfermeira Ellen cuida de um paciente que se recupera de um acidente quase fatal. Sobreviver depois de tantas lesões parecia impossível, mas o homem resistiu. As circunstâncias do ocorrido ainda não foram esclarecidas e organismo dele está se curando em uma velocidade inexplicável. O paciente é Philip Tonka, e os meses que o separam do deserto e tudo o que lá aconteceu de nada serviram para dissipar seu medo e sua agonia. Onde foram parar seus companheiros? O que é verdade e o que é mentira? Ele precisa escapar para descobrir.


Livro:  Piano Vermelho ||  Autor:  Josh Malerman
Editora: Intrínseca ||  Ano: 2017 || Gênero: Ficção / Literatura Estrangeira
Classificação: 4 estrelas || Resenhista: Marlene

Algumas pessoa se acomodam antes do que deveriam.

Piano Vermelho é o segundo livro do autor Josh Malerman publicado aqui no Brasil pela Editora Intrínseca, sua primeira obra leva o nome de Caixa de Pássaros, o sucesso desse lançamento foi tão grande, que já está confirmado a adaptação pela Netflix. 

Philip Tonka é um sobrevivente, ele e seus companheiros de banda – Os Danes – foram chamados pelo governo americano para investigar um som estranho, que surge no deserto de Namíbia, esse som é capaz de enlouquecer as pessoas que o escute, assim como também desativar armas nucleares. 

Piano Vermelho é divido em duas narrativas, uma que conta a história de como eles foram chamados e a expedição que fizeram e a outra onde Philip Tonka acorda em um hospital após passar seis meses em coma com quase todos os ossos do seu corpo quebrado.

Josh manteve o clima de suspense do inicio ao fim, afinal, nós leitores estamos um tanto que no escuro em relação ao que aconteceu no deserto e o que ocorreu com os companheiros de banda do Philip, sem tirar o fato de que ele está se recuperando de uma maneira espantosa, de feridas em que um ser humano normal não sobreviveria. 

Philip foi um personagem bem interessante, todavia também foi muito estereotipado, isso não é algo ruim, porém, me decepcionei um pouco, pois esperava um personagem único que se destacasse de alguma forma. 

Logo no começo do livro, eu tive a impressão que ele sabia algo que não estava contando e grande parte de mim queria que ele abrisse logo o jogo e revelasse o que estava acontecendo, ao mesmo tempo, outra parte tinha medo das revelações que ele poderia estar guardando. 

“Os Estados Unidos não precisam de vocês , meu filho. Os Estados Unidos precisam é de um psiquiatra.”

Eu não posso falar muito a respeito dessa obra, porque qualquer coisinha que eu solte a mais pode ser um spoiler, todavia, tenho que dizer que adorei a construção do livro, a narrativa alternada foi um pouco confusa para mim o que não funcionou nos primeiros capítulos, mas, quando enfim conseguir me envolver com a história, não consegui parar até que terminei, o final me decepcionou um pouco, porém, não foi nada que mudasse meu conceito sobre o livro. 

A edição da editora Intrínseca está muito bonita, essa capa é sensacional, a cada novo começo de capítulo temos uma página preta, que ao meu ver combinou muito com a história, as páginas são amareladas e as letras confortáveis, não encontrei erro ortográficos. 

Essa é uma leitura emocionante, que me deixou aflita do inicio ao fim e como foi meu primeiro contato com a escrita do autor, posso dizer que comecei com o pé direito. Recomendo a leitura com certeza.

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8 comentários :

  1. Oi Marlene, apesar de ainda não ter lido nenhum livro do autor já ouvi falar dele por sua obra mais badalada e que você citou, Caixa de Pássaros, e tenho curiosidade de conhecer algum de seus livros. Eu curti a resenha desse, ele parece ser emocionante e gostei que mesmo que com algumas ressalvas você recomende a leitura. A dica tá anotada e espero ter a oportunidade de ler mais a frente *__*

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  2. Olá Marlene!
    Vontade pra conhecer obras do autor é não me falta viu...
    Ainda não tive essa oportunidade infelizmente, mas espero que em breve eu consiga, até pq a escrita dle é mto bem indicada e pelo que acompanho parece ótima assim como os enredos!
    Bjs!

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  3. Oi, pretendo ler Caixa de Pássaros antes da serie ser lançada, vejo bastantes resenhas positivas sobre esse autor e algumas nem tanto mas quero ler e tirar minhas conclusões. Eu adiei minha leitura por causa de todo hype, espero não me decepcionar...
    Fiquei muito curiosa sobre o titulo desse livro, adoro um bom mistério, vamos ver se irá me surpreender.

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  4. Oi!! Eu amei muito Caixa de Pássaros! Piano Vermelho está na minha lista para ler em fevereiro. Pelo visto o autor continua com uma escrita incrível. Eu também me senti aflita e presa na leitura do início ao fim de Caixa de Pássaros, você tem que ler!!!
    Beijos!!
    Nerd Fox

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  5. Oi Marlene.
    Ainda não li Caixa de pássaros, mas quero muito.
    Piano vermelho também tem uma premissa interessante. Muitas pessoas não gostaram dos finais desses dois livros do autor. Mesmo assim, ainda quero ler esses livros.
    Bjs

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  6. Confesso que tenho o pé atrás com esse autor, por causa de Caixa de Pássaros que li e fiquei frustrada com o final. Mas gosto de suspense e quando a leitura é envolvente e nos deixa aflito pelos acontecimentos, mas como você se decepcionou um pouco com o final fico com mais pé atrás ainda rs.

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  7. Não vou ser eu que vou julgar alguém mas realmente eu não consegui gostar desse livro eu me perguntei cada vez que eu li É um capítulo que é que eu tinha na cabeça porque a vontade de jogar esse livro na parede era enorme eu não sei se as minhas deduções era tão impressionantes assim o seu livro era previsível demais mas para mim bastou

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  8. Oi Marlene
    Li "Caixa de pássaros" do autor e achei a escrita dela bem fluida, por isso quando vi esse livro já coloquei na lista de desejados.
    A história é bem original, e também fiquei curiosa para saber o que aconteceu com Philip e seus companheiros, o bom é isso, que o autor de prende do começo ao fim...
    Beijos

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