13 janeiro 2018

[Resenha] Mulher Maravilha: Sementes da Guerra - Leigh Bardugo




Antes de se tornar a Mulher-Maravilha, ela era apenas Diana.
Filha da deusa Hipólita, Diana deseja apenas se provar entre suas irmãs guerreiras. Mas quando a oportunidade finalmente chega, ela joga fora sua chance de glória ao quebrar uma lei das amazonas e salvar Alia Keralis, uma simples mortal.
No entanto, Alia está longe de ser uma garota comum. Ela é uma semente da guerra, descendente da infame Helena de Troia, destinada a trazer uma era de derramamento de sangue e miséria. Agora cabe a Diana salvar todos e dar seu primeiro passo como a maior heroína que o mundo já conheceu.





Livro: Mulher Maravilha: Sementes da Guerra  || Autor: Leigh Bardugo
Editora: Arqueiro|| Ano: 2017 ||  Gênero: Fantasia, Infantojuvenil 
Classificação: 3 estrelas || Resenhista: Luiza


Top Comentarista de Janeiro

Diana é uma jovem de 17 anos, filha da rainha Hipólita, princesa de Temiscira, uma ilha ocultada do mundo dos homens, onde viviam as amazonas. Elas são uma raça de guerreiras abençoadas pelas deusas Hera, Atena, Deméter, Héstia, Afrodite e Ártemis, que receberam a chance de viver nessa ilha mágica depois de terem provado seu valor nas batalhas. A única exceção era Diana, a única a nascer na ilha, pelo desejo de Hipólita de ter uma filha, e foi moldada no barro pelas mãos de sua mãe e abençoada pelas deusas.

Isso era um grande fardo em sua vida. Sempre tratada como princesa, ela nunca conseguia provar o seu valor, queria ser uma guerreira também como suas irmãs amazonas. Tinha muito de sua mãe dentro de si, uma valentia imensa e um grande desejo por aventuras e chegou o dia que ela finalmente poderia provar para todas que era capaz. Iria participar da grande corrida das amazonas e tinha certeza que ia ganhar.

Porém, as coisas não saem como o esperado. No topo da montanha da extremidade norte da ilha, Diana avista um navio em chamas, sendo atacado. Seus instintos primitivos diziam para ir até lá ajudar, ver se tinha alguém precisando de ajuda, mas isso ia contra às leis mais sagradas de Temiscira. Elas deviam se manter ocultas dos humanos e nenhum humano poderia pisar na ilha. A ilha não era visível para ninguém de fora, coberta  por uma névoa.

Mas é claro que Diana escolhe ir até o navio e acaba salvando uma menina que estava lá, a única sobrevivente. E, assim, quebra a regra mais sagrada levando-a para a ilha. O que ela estava pensando? Óbvio que teriam consequências, ela só não sabiam o quão graves seriam.
"Tentar salvá-los era atrair o exílio, e não havia exceção à regra - nem para uma princesa. Pare. Ela não soube ao certo por que não obedeceu. Quis acreditar que foi porque seu peito abrigava um coração de heroína, que exigia uma resposta àquele chamado."
Logo depois, a ilha começa a sofrer terremotos, e amazonas, que são imortais, começam a ficar doentes e ninguém sabe como parar esse caos, mas Diana não conta a ninguém o que fez. Ela sabe que é tudo consequência de sua escolha tola, e precisa tomar uma decisão o mais rápido possível.

Assim, ela vai até o Oráculo, a quem o Conselho das Amazonas sempre pedia conselhos. Mas, com o Oráculo, tudo tem um preço...

O que Diana descobre é que a garota é uma heptandra, semente da guerra, descendente de Helena de Troia, e o mero fato de estar viva significa que guerras acontecerão, por todo o mundo. É uma decisão difícil para Diana - deixar a menina morrer ou evitar essas guerras todas e salvar Temiscira?

Aí, o Oráculo apresenta a ela uma outra escolha: ela poderia purificar a menina e acabar com a maldição da linhagem de Helena de Troia se ela fosse levada à uma nascente em Terapne antes do pôr do sol do primeiro dia de Hecatombaion, que aconteceria em menos de duas semanas.

Novamente, Diana faz a escolha mais difícil e decide partir com a menina para tentar salvá-la. Por ingenuidade ou não, ela desejava aventuras, desejava se provar uma guerreira e talvez essa fosse a sua oportunidade.

A menina se chamava Alia Keralis, ia fazer 17 anos também e era filha de um renomado cientista, dono de uma empresa mundialmente conhecida no ramo de biomedicina. Depois da morte de seus pais, Alia e seu irmão mais velho, Jason, tentavam encontrar um rumo para as suas vidas e dar continuidade à empresa dos pais, que foi o projeto de suas vidas. As coisas não eram fáceis para Alia, desde pequena as pessoas pareciam brigar o tempo todo em volta dela, era difícil conviver com outros e não gostava nem de sair de casa. Sem falar na superproteção a que era submetida, em função de ser herdeira dos Laboratórios Keralis.

Ela decide então fazer essa viagem de barco, escondida de todos e acaba sendo salva por Diana numa ilha fantasma cheia de coisas míticas. Quem eram essas mulheres? Como Diana era tão forte? E porque ela não parava de falar essas maluquices de ir para Terapne, na Grécia? Ela só queria ir para casa.

E é assim que Diana e Alia se veem no meio de uma viagem louca, sem saber o que vão encontrar pelo caminho e nem como chegarão ao seu destino final. Diana não sabe nada sobre o mundo dos humanos, apenas o que leu nos livros. Alia não acredita em nada do que Diana diz e vai fazer de tudo para ir para casa. E elas encontrarão aliados um tanto quanto diferentes que farão a diferença no final.
Qual será o destino de Diana e Alia ?
"Não podemos evitar a forma como nascemos ou o que somos. Mas podemos escolher o rumo de nossas vidas."


Esse era um livro que esperei muito, afinal, eu amoooo a mulher maravilha, desde pequena. Assistia ao desenho, lia os quadrinhos e recentemente me apaixonei pelo filme estrelado pela Gal Gadot. Já conheci várias versões da história, que contavam de maneiras diferentes a origem de Temiscira e a trajetória de Diana. Desde que foi criada, ela teve grande importância para as mulheres, em diversos momentos importantes da história e esse livro marca mais uma conquista, levando essa linda heroína ao mundo literário.

Porém, nem tudo são flores, e tiveram muitas coisas que me desagradaram nesse livro.

Sei que essa nova série, Lendas da DC, foi criada com o intuito de atingir o público jovem, dando um ar mais leve para os super heróis da DC e contando tudo de uma outra forma. Mas, achei que ficou tudo jovem demais, perdendo um pouco o brilho e a seriedade que existe por trás de tantas questões abordadas.

Mas o que mais me incomodou foi que o foco da história foi muito mais na Alia do que na própria Diana. Esperava ler mais sobre ela, MUITO mais. Para mim, isso foi um grande furo. 

A escrita de Leigh Bardugo é muito boa, o que eu já esperava, pois já li outros livros da autora. Ela soube desenvolver o enredo muito bem, conseguindo se enquadrar no mundo das amazonas sem parecer que não era uma história dela e sim, um conjunto de roteiros da DC que ela recebeu para transformar em um romance. 

Diana adolescente é como eu já imaginava. Ingênua, louca para provar o seu valor e cansada de ser tratada diferente pelas outras. Ela só queria traçar o seu próprio destino longe das asas da mãe. Claro que essa ingenuidade toda me cansou um pouco em alguns momentos, achei um pouco exagerada em algumas cenas. Mas, tinha um grande senso de honra, era extremamente corajosa e destemida e levava o lema das amazonas gravado no coração.
"- Olha só este lugar - disse Diana, maravilhada. - As luzes, a profusão de plástico. Tudo é tão brilhante.
Alia tentou conter um sorriso.
- Pare de brincar com os desodorantes.
- Mas parecem joias!
- Vamos andando."
Alia é uma típica adolescente rica que não pode ir a lugar nenhum sem segurança e que quase não tem amigos. Soma-se a isso o fato de ser uma Semente da Guerra e todos começarem a brigar ao seu redor. Quando ela descobre isso tudo, é obvio que não acredita, e nem na maioria das coisas que Diana fala. Entretanto, depois de presenciar um monte de coisas que não pode explicar, ela precisa admitir que tem coisas muito estranhas acontecendo e ela só pode confiar em seu irmão Jason, em sua melhor amiga Nim e seu amigo Theo.

Nim é aquela típica amiga louca, disposta a tudo e muito MUITO doida. Theo é o típico nerd gênio de computadores, introvertido e muito leal. Jason é o irmão mais velho inteligente e muito controlador. E juntos, todos formam uma turma e tanto.

O desenrolar das coisas não me animou muito, achei a história arrastada em diversas partes. As mudanças de ponto de vista no meio dos capítulos não ajudou muito. O final foi um pouco previsível e algumas coisas não fizeram muito sentido.

Esse livro uma excelente oportunidade para quem não lê quadrinhos conhecer mais sobre essa heroína amada por gerações. É indicado para todas as idades, garantia certa de uma leitura leve, divertida e cheia de aventura. Leiam!
"As pessoas tendem a perder batalhas por não saberem que guerra estão lutando."


Esse livro faz parte da série Lendas da DC e terão mais três livros depois desse. O próximo volume será o do Batman escrito pela autora Marie Lu, seguido pelo da Mulher-Gato, escrito por Sarah J. Mass, e, por último, o do Superman, por Matt De La Peña.

O livro Batman - Criaturas da Noite será lançado no Brasil no dia 05/02/2018 e já está em pré-venda. Comprem AQUI. Vejam a capa:


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6 comentários :

  1. Acho interessante a ideia da história, trazendo autores famosos pra escrever histórias pra heróis consagrados, e sim concordo contigo sobre a importância da mulher maravilha e também curti muito o filme lançado. O que nos leva a criar altas expectativas pra história e é uma pena que ela tenha puxado mais pro lado juvenil e que você a tenha achado um pouco arrastada em alguns momentos. A capa é linda mas não sei se é um livro que leria agora, mas talvez futuramente eu resolva ler pra saber se terei as mesmas impressões que você sobre a história. Curti muito a resenha ;)

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  2. Não costumo ler livros de super-heróis. Uma pena ter tido muitas coisas que te desagradaram neste livro, mas que bom que a escrita da autora é muito boa e ela soube desenvolver o enredo muito bem. Para quem curte histórias de super-heróis este livro é uma boa dica de leitura.

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  3. Eu estava com muita expectativa sobre esse livro pena que ficou muito juvenil. Estou muito ansiosa para A Mulher-Gato escrita pela incrível Sarah J. Mass, os livros que eu li dela são mais adultos espero que ela mantenha esse estilo em Lendas da DC.

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  4. Oi Luiza!!
    Confesso que msm gostando da Mulher Maravilha, seus filmes, desenhos e histórias, não tenho mto interesse no livro, acho que ler resenhas negativas sobre a edição me desanimou bastante, eu espero um dia mudar de opinião e tentar pelo menos dar uma chance...
    Bjs!

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  5. Que pena que deixa a desejar, queria ler, mas agora até me desanimei esperava mais, gostaria que fosse focado na mulher maravilha adoro ela e saber mais sobre ela seria muito interessante. Não sei se teria tanta paciência com essa ingenuidade da Diana um pouco já era de se esperar mas muito não da rs. Sem falar na Alia que parece que a família é cheia de dedos com ela.

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  6. Oi Luiza.
    Vi várias resenhas negativas sobre esse livro, então fiquei bem receosa de ler.
    Os pontos negativos elencados por você me deixou com menos vontade de ler o livro. A personagem principal não deveria ser a Diana? Alia parece uma personagem bem chata.
    Acho que não lerei essa série. Apesar de ser escrita por ótimas autoras!
    Bjs

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