19 dezembro 2017

[Resenha] Mil Pedaços de Você - Claudia Gray

Marguerite Caine cresceu cercada por teorias científicas revolucionárias graças aos pais, dois físicos brilhantes. Mas nada chega aos pés da mais recente invenção de sua mãe — um aparelho chamado Firebird, que permite que as pessoas alcancem dimensões paralelas.
Quando o pai de Marguerite é assassinado, todas as evidências apontam para a mesma pessoa: Paul, o brilhante e enigmático pupilo dos professores. Antes de ser preso, ele escapa para outra realidade, fechando o ciclo do que parece ser o crime perfeito. Paul, no entanto, não considerou um fator fundamental: Marguerite. A filha do renomado cientista Henry Caine não sabe se é capaz de matar, mas, para vingar a morte de seu pai, está disposta a descobrir.
Com a ajuda de outro estudante de física, a garota persegue o suspeito por várias dimensões. Em cada novo mundo, Marguerite encontra outra versão de Paul e, a cada novo encontro, suas certezas sobre a culpa dele diminuem. Será que as mesmas dúvidas entre eles estão destinadas a surgirem, de novo e de novo, em todas as vidas dos dois?
Em meio a tantas existências drasticamente diferentes — uma grã-duquesa na Rússia czarista, uma órfã baladeira numa Londres futurista, uma refugiada em uma estação no meio do oceano —, Marguerite se questiona: entre todas as infinitas possibilidades do universo, o amor pode ser aquilo que perdura?

Livro: Mil Pedaços de Você|| Série: Firebird #1 || Autor: Claudia Gray 
Editora: Agir Now || Ano: 2015 

 Gênero: Ficção científica, romance, young adult.
Classificação: 3 estrelas || Resenhista: Luiza








Marguerite Caine é filha de dois renomados cientistas e vive numa casa diferente e descontraída. Mora com os pais e a irmã, e sempre esteve rodeada de livros, ciência, equações e muita gente nerd. É algo totalmente normal ver a sala cheia de papéis e seus pais correndo pra lá e pra cá com ideias súbitas para uma equação. Fora o fato de que seus alunos passam a fazer parte da família e vivem em harmonia com o dia dia da casa. Só que Marguerite não é cientista, muito pelo contrário, ela ama a arte. É pintora de retratos e sonha em fazer uma faculdade na área.

Seus pais, Sophia Kovalenka e Henry Caine, fizeram a maior invenção de suas vidas, e talvez até de sua geração. Eles inventaram o Firebird, um objeto que permite a viagem para outras dimensões. Segundo o trabalho de Sophia e Henry, existem infinitas dimensões paralelas onde existimos, cada uma criada por uma variação da nossa própria dimensão. Então, existe outra dimensão onde acordei e decidi usar outra blusa, ou outra onde decidi não ir trabalhar hoje, e assim por diante. Cada pequena ação gera milhares de reações e em cada dimensão as coisas acontecem diferente.

Assim, existe uma dimensão em que os Beatles nunca se formou ou que o telefone não foi inventado. A regra para essa viagem é que, se você existe nessa dimensão, é porque seus pais existem (ou existiram), senão você não teria nascido, mas todo o resto pode ser diferente, você pode conhecer pessoas diferentes, viver em um país diferente e por ai vai.

O livro começa com Marguerite viajando para outra dimensão e aí somos levados ao motivo de sua viagem.

Seu pai foi assassinado e o principal suspeito é um de seus alunos, Paul, que era como se fosse da família. Além de matar Henry, ele roubou o Firebird e deletou todos os dados relativos a ele. Tudo isso é um grande choque para Marguerite e sua família, pois amavam Paul. Além de perder Henry, eles sofrem muito com a traição.

O outro aluno, Theo, que era grande amigo de Paul e também muito importante na vida de Marguerite, decide ir atrás dele nas outras dimensões utilizando um outro protótipo que ainda não estava finalizado. Ele faz uma programação para que consiga encontrar Paul aonde ele for e, é óbvio, Marguerite decide ir também.

Nenhum dos dois sabia o que esperar, até porque era um dispositivo ainda não testado com matéria, apenas com o transporte de energia para outras dimensões. E é uma surpresa quando Maguerite "acorda" em seu outro corpo, em outro lugar, em outro mundo.

E agora? Como encontrar Theo? E Paul?

Esse novo mundo parece muito mais avançado. Tem um anel, que é na verdade um celular, vídeos holográficos e uma Marguerite com uma personalidade totalmente oposta. Mais sombria, mais gótica e bem menos feliz. Ela logo descobre o porquê.

Nessa dimensão, seus pais e sua irmã já morreram e ela mora com a tia, em Londres! Theo está nos EUA e consegue entrar em contato com ela. Assim, eles partem em busca de resposta, tentando se adaptar a seus novos corpos, com novos hábitos, em um mundo completamente diferente. Nenhum dos dois parece saber o que estão fazendo, mas a raiva e a gana de vingança os guiam.

E acham Paul. Mas não era o que esperavam.

Ao pular para a próxima dimensão atrás dele, tudo muda de novo. E de uma maneira trágica se não fosse cômica!

Marguerite está na Rússia, em mundo que parece do século passado. Ela é filha do czar Alexandre V e faz parte da Dinastia Romanov. Nesse mundo, as pessoas ainda andam de barco e trens, o telefone acabou de ser inventado e é algo que apenas a realeza usa, a comunicação é por cartas e as damas tem criadas e usam vestidos enormes. E agora ???

Primeiro que é impossível achar Theo dessa maneira, sem telefone, nem internet e ainda no inverno russo, onde uma pequena viagem demora semanas. E, segundo, porque ela não faz ideia de como vai sair daqui, pois, ao chegar, seu Firebird cai no chão e se espatifa. Ela não é uma cientista como Theo, então não consegue consertá-lo.

Quando ela achava que não teria ninguém para ajudá-la, ela vê alguém conhecido: Paul. E ele não é nada menos do que o guarda pessoal da Marguerite que ela está habitando. E parece haver algo mais entre eles...

Numa aventura cheia de incertezas é possível descobrir a verdade? E se essa verdade for aquilo que mudará toda a sua vida? Entre mundos e dimensões, os problemas de Marguerite Caine estão apenas começando. E o maior deles ela terá que solucionar sozinha, dentro de seu coração.

Leva tempo para se apaixonar realmente por alguém. Mas acredito em momentos. O momento em que você descobre a verdade sobre alguém e vislumbram a verdade dentro de você. Nesse momento, você não pertence mais a si mesma, não completamente. Parte de você pertence a ele, e parte dele pertence a você. Depois disso, não há como voltar atrás, não importa o quanto você queira nem o quanto tente.



Esse foi um livro que ma atraiu de cara. Primeiro por essa capa MARAVILHOSA, segundo por ser da Claudia Gray, uma autora que leio desde a adolescência e amo de paixão e terceiro por ser ficção científica!

Confesso que o início não foi lá essas coisas. Demorei MUITO entrar no ritmo do livro. Já conheço bem o jeito da autora de inverter acontecimentos e deixar muitos mistérios pelo ar, mas isso me desanimou um pouco. Lá pela metade do livro, eu já estava completamente envolvida com a história e já era impossível parar.

Marguerite não é lá essas coisas, não é aquela personagem bem resolvida, nem muito inteligente, mas é corajosa. Quando decidiu embarcar nessa loucura, sem nem saber exatamente onde estava se metendo, ela só pensava numa coisa: vingança pelo seu pai. Seus sentimentos estavam muito confusos, pois Paul fazia parte da sua vida, e ela não sabia como iria viver sem seu pai. E assim ela foi, se jogou no abismo.
Meu ódio é mais forte que as dimensões, mais forte que a memória, mais forte que o tempo. Meu ódio é agora a parte mais verdadeira do que eu sou.
Podemos ver claramente que a mesma Marguerite que vai, não é a mesma que volta. Ela evolui bastante, amadurece, aprende e sofre =/ Uma das maiores perdas que alguém poderia sofrer.

Theo é um grande amigo, sempre disposto a ajudá-la em tudo, Considerava Henry como um pai e não hesitou em nenhum momento em se arriscar para vingá-lo. Paul é o grande ponto de interrogação. Aquele personagem super contraditório e que nunca sabemos o que pensar, mas, que sempre acaba surpreendendo.

Amei a premissa. Esse mundo que Gray criou me lembra em tantos pontos a série The Flash, o conceito de multiverso e infinitas dimensões. Gosto bastante de ficção científica como a engenheira que sou, mas vi alguns furos nas teorias dela (obviamente a maioria das pessoas não vai nem perceber maaaaaaaaas, eram uns detalhes que me incomodaram rs). Porém, nada que deixasse menos sensacional o enredo, me diverti bastante lendo e imaginando esses mundos! O da Rússia antiga foi o meu preferido ❤️

Obviamente, tem bastante romance, não esperava diferente de um livro da Claudia Gray. Se ela tivesse focado um pouco mais na parte de ficção científica eu daria 4 estrelas... Como não sou a maior fã de romances, dei 3, mas sem negar a genialidade da autora em criar isso tudo, apenas por ser uma premissa TÃO boa, mas mal aproveitada =X.

Eu amei o título, ele combina perfeitamente com a história em mais de um sentido. A cada vida, de cada dimensão, que Marguerite passava, ela notava pedaços de sua própria personalidade e das pessoas a sua volta. Era como se todo mundo fizesse parte de um todo que compartilhasse da mesma essência, mas com características diferentes. E o melhor sentido de todos é ela amar cada pedaço de uma pessoa, em cada uma das vidas <3

O final foi surpreendente, eu não esperava MESMO! E criou um bom link para os próximos livros.

Mil pedaços de você é aquele livro que com certeza vai te surpreender. Com um enredo inovador, ele não nos mostra apenas como podem existir infinitas dimensões paralelas à nossa como também nos prova que o destino move a nossa vida. E, não importa em que dimensão você exista, aqueles que você ama sempre te encontrarão.
Matemática ou destino? Qualquer que seja a força que continua nos colocando juntos em um mundo atrás do outro, é poderosa. Inegável. Mas ainda não sei se essa força será a minha salvação ou minha destruição.

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5 comentários :

  1. Tem algum tempo quero ler este livro, porém por causa da lentidão que a trama se desenvolve, e custa a engatar a leitura, era o que me deixa ficar com certo pé atrás desta obra. Apesar disto e notório o quanto a estória e bem descrita, com um cenário bem construído, o que me desperta interesse em poder conhecer.

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  2. Oi Luiza!
    Uau, fiquei até meio perdida com tanta informação que o livro trouxe. Já havia gostado da sinopse, mas sua resenha me instigou demais ... Acho que o livro pode ser classificado um pouco como distopia também né? Lendo a resenha tive a sensação de estar lendo um livro do gênero.
    Gosto quando os personagens principais evoluem conforme a história corre, acho isso essencial. Fiquei mto curiosa para saber como o é o final, ainda mais com você dizendo que surpreendeu! Também achei inovador ...
    Beijos

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  3. Eu lembro de ter ficado até empolgada em ler o primeiro livro quando eu vi que se transformou em uma trilogia fui procurar ainda mais sobre o que se tratava a história mas achei o livro chato tedioso a história confusa e o desenrolar super tedioso

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  4. Pena demorar para engrenar, pois achei interessante essas viagens para outras dimensões e as vidas que os personagens tem lá, fiquei ne questionando se fosse assim na vida real.

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  5. Oi!!
    Ganhei esse livro recentemente e vou fazer a leitura o mais breve possível!! Amei a premissa também e louca de curiosidade sobre essa estória!!
    Bjoss

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