[Resenha] Tara Pammi - Casamento de Conveniência (Paixão Ardente 20)

Casamento de Conveniência
Paixão Ardente # 20
Tara Pammi


A última tentação do sheik...
Graças a uma indiscrição recente, a reputação do sheik Zayn Al-Ghamdi está ameaçando o futuro de sua família. Por isso, quando a independente Amalia Christensen tem a audácia de chantageá-lo para garantir a liberdade do irmão, Zayn decide mantê-la sob suas vistas... e torná-la, temporariamente, sua noiva! O único dever de Zayn é servir seu país e não se deixar levar por sentimentos, mas a paixão que Amalia desperta nele pode fazê-lo quebrar a regra de não levar os negócios para a cama.


O sheik Zayn Al-Ghamdi, junto com seu grupo de amigos, são destaques nas colunas de fofocas em praticamente todos os jornais do mundo. Não pelo quanto são bem-sucedidos em suas vidas, não; na verdade, o comportamento deles está bem destacado nas colunas de fofocas, ressaltando a imagem de belos solteiros sedutores e descompromissados.

Isso, para a imagem de um sheik que precisa governar seu país com seriedade, é péssimo. Ainda mais quando sua irmã está para se casar com o representante de uma família bem tradicional, e o compromisso pode acabar às vésperas do casamento, devido a esse destaque negativo. Bem prático, Zayn decide resolver essa questão de forma bem simples: contrata uma agência para escolher a noiva ideal, que atenda aos seguintes requisitos: uma jovem atraente e virgem, com menos de 30 anos, sem ambições profissionais, que o encha de filhos saudáveis (ouvi alguém gritar "Machista?"), e, principalmente, com uma reputação tão imaculada quanto o seu corpo.

Claro que seus planos são frustrados quando Amalia Christensen aparece em sua vida. Ela nasceu em seu país, mas com a separação dos pais, ela partiu com a mãe, que deixou o irmão gêmeo de Amalia para ser criado pelo ex-marido. E é justamente pelo por esse irmão que ela volta a pisar nas terras do sheik Zayn, em busca de libertá-lo da prisão, considerando que um familiar do sheik o colocou lá. Audaciosamente, ela determina: ou tira seu irmão da prisão, ou ela envolverá a família do sheik em mais um escândalo.

Zayn é forçado a abandonar sua fila de pretendentes, escolhidas a dedo, para conter a impetuosa Amalia, que entrou como um furacão em sua vida. A solução mais viável é deixá-la bem à sua vista, fingindo um noivado enquanto investiga cuidadosamente como o irmão dela foi parar na cadeia. Só que essa resolução prática que ele escolheu começa a se voltar contra ele quando, apesar de sua mente racional lhe mostrar que Amalia é inadequada, ele passa a enxergá-la como muito além de uma noiva de conveniência.

Amalia Christensen era o tipo de mulher que fazia os homens ficarem gratos por serem homens, que trazia à tona todos os instintos primitivos e retumbantemente agressivos que eles fingiam não mais possuírem para satisfazerem às sensibilidades da mulher feminista moderna. Ele nunca havia sentido uma atração tão fulminante e tão rápida.
Então, como resistir a essa jovem tão inadequada, que está longe de atender ao ideal de mulher que ele projetou em sua mente? Ele seria realmente capaz de deixar a razão de lado e se entregar aos sentimentos que ela despertava nele e parecia corresponder com igual intensidade? Nesse ponto, temos um sheik dividido entre a razão para manter as aparências ou se entregar de vez às emoções que ele nem imagina ser capaz de possuir.



Casamento de Conveniência é um dos lançamentos da Harlequin do mês de julho, e apesar de estar marcado na capa 3/4, indicando a sequência de uma série, eu não consegui encontrar os livros anteriores, somente no site americano. Creio que tratam das histórias dos amigos do sheik. Bem, vamos aguardar e ver se eles ainda aparecem por aqui, quero muito conhecer a história deles.

Mas voltando para a história de Zayn e Amalia, posso dizer que é o típico livro de banca, com uma história curta, daquelas que amamos ler antes de dormir em uma tarde de preguiça.

Zayn é o retrato do machismo, mas levando em consideração os aspectos culturais de sua criação, podemos até perdoá-lo, se não levarmos em consideração que ele é um homem vivido, conhecedor do mundo e aproveita bem as festas que lhe aparecem pela frente. Sua visão limitada faz com que olhe com certo preconceito para Amalia, por ela ter escolhido viver no ocidente com sua mãe e ter pensamentos bem independentes sobre o papel da mulher na sociedade. Ou seja, totalmente seu oposto.

Já Amalia, para quem acompanha há anos os livros de banca, vai ver que ela é um exemplo da evolução das personagens femininas desse tipo de romance, pois não muda seus ideias e convicções, sabe sempre se impor, mesmo diante da sociedade conservadora a qual é forçada a viver durante seu falso noivado. E, claro, aos poucos ela faz com que suas ideias ganhem espaço.

Juntando esses dois personagens, temos uma leitura gostosa de ler, como já disse. É bem o estilo para quem curte os livrinhos de banca - sou fã incondicional, confesso. Assim, desejo uma ótima leitura a todos!

6 comentários:

  1. Eu curto romances de banca e faz um bom tempo que não leio um e esse me deixou com vontade, parece ser uma leitura agradável e divertida, já fiquei rindo do Zayn quando Amália apareceu com seu jeito independente deve ter sido uma surpresa para ele rs.

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  2. Oi Luci, eu gosto muito de ler romances de banca, mas acredita que ainda não li nenhuma história de Sheik?! Curti a resenha e fiquei bem curiosa sobre a história desses opostos, a personalidade de Amália determinada e vibrante parece ser o diferencial da história e gostei bastante. Curti a resenha e espero poder ler a história futuramente ;)

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  3. Não sou fan de livros de banca, e nunca li nada do gênero, no entanto ultimamente tenho procurado estórias diferentes, e está foi uma novidade que me chamou bastante atenção. Gosto bastante desses relacionamentos arranjados, onde os personagens vão acabar se envolvendo emocionalmente. Outro ponto e o fato do personagem pela sua criação ser machista, mas ainda sim consegue nos surpreende mudando de opinião. Pretendo sim dar uma chance a obra.

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  4. Ah, então essa série da pra ler de forme independente? Bom saber disso. Que pena que ainda não tem os dois primeiros livros :/
    Não curto muito ler livros de banca, na verdade faz muito tempo que não leio, acho que com este livro vai ser uma boa eu começar novamente a ler livros de banca. Pois, gostei da premissa, gostei do enredo, gostei do jeito que a leitura flui, gostei de tudo! Vou atrás desse livro numas das bancas que tem aqui na minha cidade, comprar e lê-lo.
    Adorei sua resenha, beijos.

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  5. Eu nunca li um romance de banca, mais confesso que nenhum nunca me deixou com vontade de ler (Confesso que a sinopse do livro não me convenceu a algum dia ler).
    Obs: Não costumo gostar nem de livros que o foco é somente no romance rsrs.

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  6. Olá Luci ;)
    Antigamente adorava um bom romance de banca, mas ultimamente parei de ler esse gênero sabe, não sei porque. Esses lançados pela Harlequin são ótimos, e gostei da premissa de Casamento de Conveniência!
    Acho que nunca li um livro com um personagem que é um sheik kkkk
    Só não gostei desse jeito machista de ser do Zayn, e já a Amalia acredito que vou gostar bastante da personalidade dela, forte e corajosa.
    Enfim, obrigada pela indicação, adorei!
    Bjos

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Laura Lendo...

Lud Lendo...

Luiza Lendo...