[Resenha] Quando Eu Parti – Gayle Forman

Quando Eu Parti – Gayle Forman
Editora Record, 2016.


Quando um coração falha, não é apenas o corpo que trai. Mas sonhos desfeitos, amores não vividos, destinos cruzados. Maribeth Klein tem a própria cota de problemas: do marido omisso até a chefe e "ex-amiga" Elizabeth, passando pelos gêmeos superativos. Ela está sempre tão ocupada que mal percebe um ataque cardíaco. Depois de uma complicação inesperada no procedimento cirúrgico, Maribeth começa a questionar os rumos que sua vida tomou e faz o impensável: vai embora de casa. Longe das exigências do marido, filhos e carreira, e com a ajuda de novos amigos, ela finalmente é capaz de enfrentar o passado e os segredos que guarda até de si mesma.

Olá leitores! Hoje trago para vocês o livro recentemente publicado pela editora Record de uma autora que eu já considerava queridinha, a Gayle Forman. Ela era minha velha conhecida através da duologia ‘Se eu ficar’, que confesso ter amado! Ela também escreveu a série ‘Apenas um dia”. Mas este livro é completamente diferente dessas séries, que tinham conteúdo mais voltado para teen e new adult. Nesse, os personagens são adultos, a temática é bem mais madura e complicada dramaticamente, e até mesmo a escrita mudou, sendo narração em terceira pessoa. Difícil escrever sobre este livro pois apesar de ter gostado dele, não posso dizer que conquistou um lugar especial na minha estante.
“Que tipo de mãe seria ela? A resposta lhe veio, imediata e óbvia. A mãe que tinha se levantado e saído de casa um mês atrás”.
Maribeth é uma quarentona (e poucos) que acaba de sofrer um infarto. Além disso, teve uma complicação cardíaca durante a cirurgia que a deixou em coma por alguns dias. Ao acordar e voltar para casa, para seu marido, seus filhos gêmeos de quatro anos e sua mãe adotiva, Maribeth se vê em uma sinuca de bico. Todos estavam agindo tão normais, quase como se não tivessem dado importância ao seu enorme acontecimento, até mesmo exigindo que ela se comportasse como a ‘velha Maribeth’ e voltasse a tomar conta de tudo e de todos novamente. É então que tudo se tornou demais para ela. Maribeth arrumou suas coisas e foi embora de casa (e isso não é um spoiler, está na sinopse, rs), decidindo que ela precisava de um momento só dela para se recompor. E é onde EU comecei a ter problemas com a personagem.
“Na produção-para-a-TV de Maribeth, ela era a vilã”.
Ok, ok. Todo mundo passa por crises, por estresse. Eu não tenho filhos, mas sei que trabalhar fora e ainda cuidar de gêmeos e um marido sem atitude realmente não deve ser fácil, ainda mais pós infarto, onde todos queriam retomar exatamente de onde ela tinha parado, como se nada tivesse acontecido. Ela realmente deve ter ficado p*** e com vontade de sumir. Mas entre ter vontade de sumir e REALMENTE sumir, deixando seus filhos e marido para trás é algo bem diferente, né? Depois junta todos os outros problemas na cabeça dela, questão de amizade, saúde, insatisfação no trabalho, insatisfação no casamento, relação difícil com os pais, enfim. Apesar de tudo isso, Maribeth não conseguiu me convencer que eram motivos suficientemente válidos para abandonar tudo, sem olhar pra trás, principalmente seus filhos de quatro anos, ainda mais deixando apenas um bilhete.
“Estava brincando de esconde-esconde... consigo mesma. Ninguém estava procurando por ela”.
O livro se chama ‘Quando eu parti’ porque a impressão que temos quando estamos lendo é que ela claramente só começa a viver de verdade depois que vai embora. É onde a maior parte do livro se passa e onde as coisas ficam um pouco mais interessantes (e também mais dramáticas). Eu gostei muuuiito mais do livro da metade para o final. A forma como a autora encontrou para nos contar a história da Maribeth e sua família disfuncional. Podia ter se alongado mais no final porque ficaram muuuitas coisas a serem ditas, mas ok.

Fica aqui então a dica para quem gosta de livros cheios de reflexões e drama, ‘Quando eu parti’ é um livro para você!

“Tudo a respeito dela parecia incipiente. Como uma cicatriz que ainda está se curando. Ou talvez como uma história que ainda está sendo escrita”.

  

7 comentários:

  1. Sinceramente? Não espero ler esse livro. Não me agradou a história e o rumo que parece ter tomado. Eu apenas conheço a autora pela duologia de Se eu ficar, e praticamente todas as resenhas que li sobre, eram negativas, então, é bem provável que essa autora não entre na minha estante nem física, nem virtual :/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. E eu nao acredito que eu deva te incentivar a começar por esse livro. Mas Se eu ficar é bem fofis :)

      Excluir
  2. Tenho o pé atrás com essa autora devido ter lido Se Eu Ficar e a sequência e nao ter gostado. Como tenho filhos sei como é o estresse kk. Mas tem que ter jogo de cintura e saber levar, acho que partir é desistir. Mas não sei os reais motivos da personagem para tal feito.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Isso foi oq eu menos gostei da historia, sabe? Apesar de nao ter filhos, JAMAIS me vejo numa posiçao de que eu saira de casa por tanto tempo e deixaria meus filhos.. acho q por isso ele nao me cativou tanto

      Excluir
  3. Acho que vou emocionar lendo esse livro haha
    A historia é gostosa de ler, e inspiradora. Imagina ter que passa por tanto procedimentos, e quase impossivel voce não começar a questionar sua vida. Fiquei curiosa como Maribeth vai lidar com todas essas coisas em sua vida

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sim, ela passa por poucas e boas!
      Depois venha me dizer oq achou ;)

      Excluir
  4. Oi, Nath!!
    Quase comprei esse livro mas desisti bem a tempo!! Não sei o que foi mais não gostei muito da história do livro. Então infelizmente eu passo a indicação!!
    Beijoss

    ResponderExcluir

Laura Lendo...

Lud Lendo...

Luiza Lendo...