20 março 2017

[Resenha] Pode Beijar a Noiva - Patricia Cabot

Pode Beijar a Noiva


Quando tudo parece estar perdido para Emma Van Court, que acaba de se tornar viúva, a promessa de uma grande fortuna lhe cai dos céus. Mas há uma condição para abocanhar a herança: ela terá de se casar novamente. Como não se especificou o noivo, todos os homens da pequena Faires, na Escócia, resolvem participar dessa corrida do ouro e passam a disputar as atenções da jovem viúva.Os competitivos pretendentes só não contavam com a presença de James Marbury, primo do falecido marido, Stuart, que chega ao vilarejo para ajudar Emma com os trâmites do inventário. No passado, os dois tiveram uma aproximação, e James ainda nutre fortes sentimentos pela, agora, viúva.Conseguirá ele afastar a horda de interesseiros pretendentes e finalmente se juntar à sua amada?

"A espinha dorsal, tia Regina Van Court explicara, nunca deveria tocar as costas de um acento.Havia muito Emma entendera que muito do que a tia lhe ensinara ou não era verdade ou era bobagem. Descobrira que uma dama poderia sentar-se como quisesse e ainda assim continuar sendo uma dama. Não era a maneira de sentar que determinava a linhagem de alguém. Era como alguém, contra todas as probabilidades, mantinha-se firme. Emma sentia que nisso havia provado ser uma dama."
Pode beijar a noiva é um romance de época escrito pela autora Meg Cabot, sob o pseudônimo "Patricia Cabot". Para quem só leu os livros mais teen's da autora, eu recomendo esse livro, é um estilo completamente diferente do que eu associava com a autora, mas que me surpreendeu satisfatoriamente.

Emma Van Court, agora Emma Chesterton, é uma viúva. Para sua desolação, seu azar parece crescer um pouco mais a cada dia. Tendo fugido para casar com Stuart Chesterton, seu grande amor de infância, Emma cortou todos os laços com a família e foi morar com seu novo marido em Shetland, uma ilha isolada no meio do Mar do Norte, na Escócia. Ambos viviam com o salário miserável de seu marido que aceitou um cargo como Cura, acreditando que sua missão na vida era ajudar as pessoas e dar auxílio espiritual às pobres almas.

Após uma epidemia de Tifo chegar à ilha todos os planos e sonhos do casal caem por terra e Emma se vê viúva e sem um vintém. Ela começa então, a dar aulas no farol para as crianças da ilha e faz sempre seu melhor para tentar ser positiva, mas após a notícia de uma herança inesperada e indesejada, Emma se vê em uma difícil posição. Para tomar posse do dinheiro, ela teria de se casar de novo, mas ela não tem qualquer pretensão de fazê-lo, independentemente da elevada soma de dinheiro.

Infelizmente, isso não foi motivo suficiente para desencorajar os novos pretendentes do dote da viúva que a cada dia se tornam mais invasivos e persistentes em esposá-la e tomar posse do dinheiro. Encurralada, ela culpa seu azar mais uma vez, ao encontrar ninguém menos do que o conde James Denham na porta de sua cabana.



James é um homem extremamente sensato. Tem uma confiança nata, daqueles que nasceram privilegiados e se orgulha de seu prestígio e posição, e que por vezes o torna arrogante, mas ele nunca soube dizer não para Emma. Era ele quem cuidava dela quando eram pequenos, era para ele quem ela corria para pedir ajuda e era ela a única com quem ele considerara o matrimônio. No entanto, a jovem sempre fora apaixonada por seu primo, Stuart, que o frustrava por sua natureza religiosa e sua insistência em prover ajuda aos necessitados.

Não entendam mal, ele não era contra ajudar, mas ele acreditava que seria uma ajuda maior ensiná-los como conseguir o próprio sustento e prover-se por si mesmos, do que sair distribuindo seu dinheiro. Inclusive, foi James quem patrocinou a faculdade de Stuart e se ressentia por o primo estar mais preocupado em se meter no meio do mato para pregar sobre doutrina e os riscos do pecado para à alma imortal, do que usufruindo do diploma obtido em Oxford.


James sempre fora apaixonado por Emma e jamais se conformou que ela tenha fugido para casar-se com seu primo e morar num lugar tão distante sem recursos ou qualquer conforto, uma vez que o salário de um cura, mal dava para uma pessoa se sustentar, quanto mais para duas pessoas em vias de constituir família. De fato, ele fez o que pode para impedi-la de cometer, o que julgava, um ato de loucura de ambos (se casarem já era ruim o suficiente, mas Stuart levar Emma para tão distante, onde ele sabia que passariam necessidade? Imperdoável), avisando a família. De nada adiantou porém, o ressentimento estabelecido entre eles perdura mesmo após a morte do marido. Será que James conseguiria persuadir Emma a abrir seu coração mais uma vez?

Eu gostei bastante da história, como disse antes, eu nunca tinha lido um livro da Meg desse gênero e foi bastante agradável. A recusa da Emma em ver a situação com clareza e perceber que James só estava tentando cuidar dela desde o início me irritou um pouco, assim como o interesse despropositado pelo Stuart, que sinceramente, parecia um homem tedioso e sem nenhuma vitalidade. Eu absolutamente amei o James, ele é o ideal de herói romântico, e apesar de ter uma severa inclinação para a violência, ele me conquistou totalmente.

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7 comentários :

  1. Oi, Amanda!!
    Adorei a resenha!! Fiquei bem interessada em ler o livro, pois adoro um romance de época. E quando é escrito por essa autora fiquei mais curiosa ainda para conferir esse livro!! Amei a indicação!!
    Beijos

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    1. Que bom que gostou, Marta! Nada como um romance de época gostoso de ler, não é?! *-*

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  2. Ainda não li nenhum livro da autora nessa outra versão, so na outra como Meg Cabot. Tenho vontade de conhecer seus romances históricos esse parece ser interessante, James parece ser fofo mesmo, pena que ela não ve isso. Esses caça dotes devem dar uma boa animada na leitura com ela tentando fugir deles.

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    1. É super interessante quando as autoras saem da zona de conforto e escrevem algo diferente! E ele é um romance bem amorzinho <3
      Beijos

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  3. Gostei bastante da premissa do livro, e apenas li 2 livros da Meg, mas não com seu pseudônimo. Como você disse, eu estou apaixonada pelo James, mas ao mesmo tempo bem p*** com a Emma. E também acho que o Stuart deve ser bem chatinho. Espero poder ler em breve!

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    1. Leia sim, Juliana. Eu amo os livros mais "teen" da autora, mas gostei dessa variação temática que ela fez *-*
      Bjss

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  4. Nunca li nenhuma romance de época escrito por Meg, porém fiquei curiosa em conhece sua narrativa. Emma, parece aquela tipo de mocinha capaz de arrisca tudo para viver um amor de verdade. Assim como Stuart. Mas ele acabaram vendo que não é nada fácil largar tudo, e agora terá enfrentar um vida miserável ahaha, quero saber como eles vão lidar com tudo isso

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