[Resenha] Insano - Andy Collins

Insano
Série Originals # 1
Andy Collins



Gael Trent Malloy é o famoso vocalista da banda de Rock Originals, depois de um trágico acidente no palco que o deixa impossibilitado de andar, o sexy vocalista tenta recuperar seus movimentos com a ajuda dos seus amigos, o que ele não esperava era que, ao longo dessa jornada seu caminho cruzasse com o de Hanna Daves, a doce pintora que consegue quebrar suas barreiras sem nem ao menos mover um músculo.
Ele nunca quis ser a salvação de ninguém, até hoje.
Com ela, ele vai descobrir que suas limitações físicas não são nada diante do que a consome.


Dizer que a história do livro lembra muito a minha última resenha para o blog, o primeiro livro da série The Sinners da Olivia Cunning, Acesso aos Bastidores, é pouco. As similaridades vão muito (muito) além da temática rock stars. Sem puxar a brasa para a sardinha da gringa, aconselho quem estiver interessado(a) no livro que também faça a leitura do da Olivia, de preferência antes desse.

Na trama, temos uma banda reconhecida mundialmente, quatro integrantes tesudos, uma série que pretende abordar a história de cada um deles, um relacionamento homoafetivo entre dois integrantes (suspiro), ménage e um integrante versado em BDSM. 
“Braden, Micah, Josh e eu formávamos o Originals, uma banda que surgiu na garagem da casa do Braden e hoje já está na segunda turnê mundial.”
Agora, esmiuçando o enredo do livro de estreia da série, Insano, temos uma mocinha apresentada no formato clássico da heroína romântica que carrega um trauma nas costas. Hanna tem um bloqueio emocional que constrói uma mulher retraída em sua arte e afetuosamente insegura que não condiz com o mulherão que aparece tão dona de si na cama. Ela sempre está tomando iniciativa na hora H e eu sempre me perguntava se a personagem havia sido substituída, ou melhor, possuída por uma deusa pagã do sexo. 

O passado familiar dela é bem nebuloso e a autora vai soltando “lembranças” durante o desenrolar da história, mas nada que dê pistas do que realmente aconteceu até o momento da revelação final. Então, prepare-se para sentir vontade de pular logo para o fim e descobrir o que raios aconteceu com a garota. 

A justificativa dada é um tanto bizarra, ainda que não impossível. Essas situações estranhas se repetem na trama, como o casal dividir o mesmo terapeuta e outras que vou mencionar no decorrer da resenha.

O mocinho, Gael, também segue uma receita de bolo: gato, famoso, rico, muita promiscuidade, testosterona em excesso e por aí vai. Mas é um cara que guarda rancor de um chifre que tomou na adolescência e que por isso trata mulheres como valginas, porque bem, se a que eu amei me traiu há mais de uma década é porque nenhuma presta, e nem vai prestar, certo? 

Depois que sofre um acidente e fica incapacitado, ele ainda consegue ficar mais insuportável: trata mal os colegas da banda, médicos, enfermeiras, fisioterapeutas, psicólogos e qualquer um que atravesse seu caminho só porque finalmente se dá conta de que a fama e o dinheiro não conseguem acelerar milagrosamente o processo de cura do corpo humano. 

É dando piti atrás de piti que Gael inicia seu relacionamento com Hanna e, aparentemente, o fator fisga-bofe da história é a moçoila passar dias sem retornar suas ligações nem procurá-lo simplesmente porque entra em um transe artístico (isso mesmo, o recorde é de uma semana) inspirado, no caso, pelo sexo que faz com ele.

“— Eu vou foder você, Hanna. Vou foder essa bunda gostosa e te dar mais orgasmos do que jamais pensou que fosse possível ter.”
O relacionamento dos dois é um vai e vem não apenas no sentido literal, mas eventualmente, eles assumem a paixão e tudo fica bem, só que no meio do caminho (do começo ao fim do livro), temos as cenas de sexo, que é o que mais interessa em um erótico, não é mesmo? 

Será que elas compensam o que falta? Infelizmente, não. As cenas não têm aquela tensão preliminar que engaja e deixa o leitor ansioso pelo finalmente e, em geral, são bem rápidas. A quantidade é boa, mas faltou qualidade para escrever uma boa cena erótica.
“— Carregar você no colo — ele puxa meu corpo e consigo sentir sua excitação – Fazer com que suas pernas envolvam minha cintura — ele beija meu pescoço —Encostar você nessa porta, e te foder tanto que você não teria como sair do quarto, até eu vim resgatar você.”
Há alguns erros de gramática que não chegaram a atrapalhar a leitura, mas que colocaram uma vírgula de pausa nela. O que mais me irritou e brochou na escrita foi que o livro inteiro parece uma tradução malfeita de livro gringo. Abusos do adjetivo “fodido”, sozinho e antes de outros, “merda” sendo usada como adjetivo em excesso, são alguns exemplos clássicos. Nunca é demais apontar que uma boa revisão sempre vale o investimento. Queria muito que isso não se repetisse nas continuações.

Vou confessar que o que me animou no livro foi a possibilidade dos novos casais, porque o casal inaugural não me conquistou. Há trechos apresentados no final do livro que trazem o que os leitores podem esperar das continuações. Uma tampa da panela para o Micah e o poliamor do Josh e Braden com a Mag. Adorei o fato de a escritora ser mente aberta para escrever poliamor com envolvimento entre os homens e espero que o Micah explore o seu lado dark com alguém do mesmo nível nesse departamento. 

Além desse livro, foi lançado um conto depois de Insano, com o título de Para Sempre e Mais um Dia, uma espécie de sequência com os mesmos protagonistas, que eu não li, portanto, não posso dar qualquer opinião.

Sempre fico feliz quando encontro um livro de uma autora brasileira que seja instigante e esteja no nível de competir com o mercado tão dominado pelos autores estrangeiros. Infelizmente, esse não é o caso. Mas quem quiser ler e compartilhar sua opinião aqui, no nosso espaço, ficarei muito feliz em podermos trocar ideias.

4 comentários:

  1. O livro não chamou minha atenção. O fato da personagem não ser forte e decidida não me agrada pois ela é insegura, mas na hora do sexo é determinada estranho. E não gostei do mocinho não dar valor as mulheres só porque foi traído, as pessoas não são iguais. No momento vou passar esse leitura.

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  2. Eu sempre olho a sinopse do livros, pra ver se vou gostar ou não da premissa, e eu gostei porque amo livro de Rock Star, voltei pra ver sua nota, e fiquei tristinha :( Nossa, só pelo que falou da banda já me lembrou demais de Sinners On Tour. "possuída por uma deusa pagã do sexo. " SOCORRROOOOOOOO AHSUHAUSHAU . Sinceramente? Não gosto quando é mostrado passagens da história do personagem, prefiro quando é contada pelo próprio, ex disso é a série Arrow, ódio mortal aos Flashbacks da série. Me deu uma preguiça de ler, mas deu sim uma vontade das continuações, espero poder ler em algum futuro próximo, e espero gostar mais que você kkk

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  3. Nunca li nenhum livro que relata um pouco do mundo do rock, ou que tenha personagem neste meio. Esse livro essa uma novidade pra mim, caso eu leio. Pois bem, fiquei bastante com pé atras se haverá clichês demais na historia. Por o livro, como voce disse, traz um formato de mocinha heroína romântica com carga de trauma na sua vida. Então fiquei me perguntando se historia não ficaria no mesmo contexto de muito que já li. Mas no decorrer da sua resenha notei coisinhas especiais que livro traz, por isso sem duvidas quero conhece mais sobre a vida do vocalista haha

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  4. Sabe aquele livro que de conquista pela capa é esse!! Sem dúvida a história e bem bacana mas não sei se leria esse livro agora não, não sei mais a história não me cativou tanto assim e os pontos negativos são tantos que sem duvida iria ficar com raiva em ler a história!!
    Beijoss

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