22 janeiro 2017

[Resenha] Xeque-Mate Da Rainha - Elizabeth Fremantle


A corte do rei Henrique VIII, repleta de intrigas e traições, é palco para esse Romance histórico avassalador. Um romance histórico avassalador, repleto de intriga e traição. Elizabeth Freemantle conduziu extensa pesquisa para recriar o universo da corte do rei Tudor, Henrique VIII. Katherine Parr, sexta do rei, trilha um caminho perigoso entre paixão e lealdade. Muito mais nova que seu marido, ela precisa aprender rapidamente a lidar com os perigos da corte Tudor, especialmente no que diz respeito à sua fé e ao seu verdadeiro amor. Divorciada, guilhotinada, morta, divorciada, guilhotinada. Esse é o histórico das ex-mulheres do meu noivo. Estou apaixonada por um homem que não posso ter e prestes a casar com um homem que ninguém desejaria - meu noivo é Henrique VIII, que já guilhotinou duas esposas e divorciou outras duas e assistiu uma morrer durante o parto. Como sobreviverei uma vez que me tornar a rainha da Inglaterra?

Livro: Xeque-Mate Da Rainha | | Autor: Elizabeth Fremantle 
Editora: Paralela
Ano: 2016 || Gênero: Romance de época
Classificação: 3 estrelas || Resenhista: Luci




Em Xeque-Mate da Rainha temos Katherine Parr, uma dama que havia ficado mais uma vez viúva — foi seu segundo casamento —, e que é convidada à corte, onde chama a atenção de Henrique VIII, que já ouvira falar dos seus intensos cuidados e dedicação para com o falecido marido, deixando-a na mira de seu interesse para torná-la sua esposa.

Apesar de ter enviuvado recentemente, Katherine nesse momento está fortemente atraída por Thomas Seymour, um homem extremamente sedutor e com intensas ambições políticas. Ainda assim, ela interrompe seu caso amoroso para aceitar aquilo que o destino, ou a vontade superior do rei, ordena: tornar-se a sexta esposa de Henrique VIII.

Em seu casamento com o monarca, Kit, como assim era chamada pelos mais íntimos, mostra-se uma mulher que veste um manto de falsa submissão, para atender aos desejos do voluntarioso rei, mas na verdade ela exerce grande influência em seu reinado, agindo de forma ardilosa para que ele não perceba que está sendo guiado pelos pensamentos de uma mulher.

Dessa forma, Katherine consegue sobreviver às intrigas da corte e não ter o mesmo destino que as esposas anteriores de Henrique, sabendo jogar bem o jogo de poderes presente na aristocracia inglesa.


Bem, é um livro histórico, com personagens reais, cuja narrativa romantizada não obstrui os fatos históricos nele presentes. Elizabeth Fremantle narra com detalhes a corte inglesa e coloca o leitor dentro desse cenário, nos apresentando os personagens e a época com uma riqueza de detalhes que mostra um ótimo embasamento histórico.

Katherine Parr foi mais que uma rainha para ornamentar o trono ao lado de Henrique VIII. Mulher com grande poder de influência entre os seus, soube se colocar muito bem na corte e fazer-se sutilmente, mas firmemente, estabelecendo sua marca. Adepta à reforma religiosa protestante, conseguiu reunir um grupo de pessoas para disseminar a causa, mesmo que isso a tenha colocado sob o risco de ser acusada de traição e heresia e consequentemente ser condenada à morte.

Outro fato que chama a atenção sobre Katherine, que ela foi a primeira rainha a escrever e publicar um livro, o que revela muito do seu caráter independente, livre do conservadorismo da época que impunha que o papel da mulher estava em um patamar bastante inferior.

Henrique VIII é retratado de forma magnânima pela autora, bem longe do perfil romantizado que essa figura história muitas vezes suscita entre escritores de romances ou roteiristas de TV. Sua personalidade energética e voluntariosa, um homem sempre disposto a conseguir o que quer para si, assim como sua luxúria e sua habilidade de manter o poder são fielmente descritas.

Sobre os personagens secundários, destaco o papel de Dot, a jovem criada pessoal de Katherine, que teve sua história contada paralela a da rainha. Ela representou um bom modelo de fidelidade e lealdade para com os que ama, mesmo estando em uma posição de inferioridade social. Torci muito para que seu romance com William Savage acontecesse e tivesse um final feliz, mesmo sabendo que, por se tratar de um romance histórico, seu destino há muito foi traçado sem que a autora tivesse que traçar um para ela.

O que mais apreciei foi o livro destacar Katherine Parr. Na narrativa histórica, somente a história do homem, do rei, é contada, não há nada intensivo sobre as mulheres que fizeram parte dela, e a autora traz isso para os leitores de uma forma que fascina. Confesso que, após a leitura, eu fui pesquisar mais sobre Katherine, senti a necessidade de conhecer mais dela. Creio que a escritora cumpriu bem seu papel em nos revelar tão fascinante personagem.

Considero esse romance uma leitura obrigatória para os amantes de livros históricos.


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9 comentários :

  1. Gosto muito de livros histórias que são contados através de personagens reais. Dá um toque mais que especial a leitura. Fiquei bem curiosa pra saber como a Katherine se sobressaiu naquela época tão complicada para as mulheres. Queria ler!

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  2. Livros históricos não são meu gênero favorito, mas amo romances em época medieval, imperial e etc. Mas personagens femininas fortes são meu ponto fraco! Vou dar uma chance :D

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  3. Ai que incrível a primeira rainha a publicar um libro! Veio quebrando tabús mesmo. Deve ter sido muito difícil para a Katherine a vida naquela época e ter que se mostrar e ser forte para o mundo.
    Com certeza vou procurar mais sobre ela e vou ler o livro.

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  4. Que lindo Luci!!
    Eu ainda não tinha lido resenhas do livro, axei perfeito!
    Vai pra minha listinha com toda ctz!!!
    Bjs!

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  5. Já goste da Katy, mulher que sabe enrolar o marido 🙊🙊.
    Adoro um romance histórico, aprender mais de época em que nossos antepassados viveram, e sem fala que tudo sempre parece mais elegante, mesmo quando ele é narrado em uma família mais humilde.

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  6. Eu já tinha visto esse livro e me interessado, mas não tinha lido resenha, que mulher formidável, como acabei de comentar em outra resenha, adoro quando colocam personagens femininas forte e destemidas, ela soube muito bem como dominar na corte em um tempo tão desvalorizado para as mulheres.

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  7. Eu não sei porque, amo romance mas quando chega no histórico eu dou uma empacada legal. Parei de ler histórico depois da decepção que foi ler Julia Quinn, mas preciso voltar a ler. Esse parece ser muito mais que um romance histórico com cenas picantes, tem história. É série ou livro único? Bjs

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  8. Oi Luci, já me interessei. Gosto de história e um livro ambientado em uma "época" que realmete aconteceu, aliado a romance é uma leitura certa. Já quero na minha estante. Vou dar uma pesquisada. Bjs

    Fadas Literárias

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  9. Oi,
    Me interessei muito pelo livro. Deve ser muito complicado escrever uma história que tem como base lugares, épocas e pessoas reais, acho que isso só pode levar a dois resultados, ou fica realmente muito bom ou sai da realidade é acaba não conquistando ninguém. Pela resenha é a primeira opção, e eu adorei conhecer ele.

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