[Resenha]E Viveram Felizes para Sempre - Julia Quinn

E Viveram Felizes Para Sempre
Os Bridgertons # 9
Julia Quinn

Resenha livro : 1234567, 8


Alguns finais são apenas o começo...
Era uma vez uma família criada por uma autora de romances históricos...
Mas não era uma família comum. Oito irmãos e irmãs, seus maridos e esposas, filhos e filhas, sobrinhas e sobrinhos, além de uma irresistível matriarca. Esses são os Bridgertons: mais que uma família, uma força da natureza.
Ao longo de oito romances que foram sucesso de vendas, os leitores riram, choraram e se apaixonaram. Só que eles queriam mais. Então começaram a questionar a autora: O que aconteceu depois? Simon leu as cartas deixadas pelo pai? Francesca e Michael tiveram filhos? O que foi feito dos terríveis enteados de Eloise? Hyacinth finalmente encontrou os diamantes?
A última página de um livro realmente tem que ser o fim da história? Julia Quinn acha que não e, em E viveram felizes para sempre, oferece oito epílogos extras, todos sensuais, engraçados e reconfortantes, e responde aos anseios dos leitores trazendo, ainda, um drama inesperado, um final feliz para um personagem muito merecedor e um delicioso conto no qual ficamos conhecendo melhor ninguém menos que a sábia e espirituosa matriarca Violet Bridgerton.
Veja como tudo começou e descubra o que veio depois do fim desta série que encantou leitores no mundo inteiro.


Todo mundo quer saber o que acontece com os personagens depois que viramos a última página do livro. Como eles vivem, quantos filhos tiveram, o que fazem agora. Julia Quinn saciou nossa curiosidade em “E Viveram Felizes para Sempre”, fazendo um livro com segundos epílogos dos personagens que marcaram tanto os fãs da série.



Nesse segundo epílogo, temos Daphne e Simon tão apaixonados quanto antes. A autora nos mostra a família feliz que construíram e o amor incondicional que sentem um pelo outro. 

Simon finalmente, através de algo inesperado, resolve finalmente atravessar uma última barreira e deixar o passado para trás, apesar de, atualmente, ele não exercer nenhuma influência sobre ele. 

Quanto à Daphne, ela terá uma surpresa que pegará a ela e a todos de forma desprevenida, porém é algo que irá deixar mais sólido tudo aquilo que vivenciaram juntas até o momento.

Confesso que Simon e Daphne é um dos meus casais favoritos, então ler sobre os dois, “vê-los” após anos de casamento, foi muito gostoso de ler, porque se percebe o amadurecimento do casal, a paixão e o amor inabaláveis que ambos sentem um pelo outro, assim como a dedicação.


Quinze anos depois, Kate e Anthony continuam com o relacionamento no mesmo ritmo: cheio de provocações, desafios, paixão e muito amor. Nenhum dos dois perdeu a essência que fez com que sua história fosse tão gostosa de ler. 

A autora coloca os dois no divertido jogo de Pall Mall, tradição da família Bridgerton, e a tradição pela posse do famoso taco preto, o “taco da morte”. Ao escolher justamente fazer esse epílogo em meio ao jogo, Julia deu toda uma jovialidade e sensualidade entre esses dois competidores que usam todos os meios, até mesmo a paixão, para jogar.

No final, no entanto, os dois mostram que não há perdedores: ambos ganharam um ao outro e, com isso, uma vida repleta de amor e entrega.


Sempre tive curiosidade de saber como terminou Posy, a meia-irmã de Sophie, nossa querida Cinderela nessa saga. Então, considerei um presente esse epílogo, pois mostra como ela superou toda a história. 

Sophie, para ver a irmã feliz, decide arrumar um casamento para ela. Contudo, Posy já se acostumou à solteirice, afinal, ela não tinha a aparência que os homens procuravam em uma esposa. Mas mesmo acima do peso e tendo ouvido tantas palavras desprezíveis de sua mãe e irmã, ela aprendeu a se amar acima de tudo. Por isso não está mais preocupada com isso.

Porém, Benedict, sugere à Sophie um bom partido para ela: o simpático novo vigário, Sr. Woodson, que cai perdidamente apaixonado por Posy. Eles têm um primeiro encontro arrebatador, uma paixão que só pode ser denominada de fulminante. Enfim, uma história de amor em um epílogo de uma história de amor também apaixonante. 

Sobre Benedict e Sophie? Continuam tão apaixonados quanto antes, o amor dos dois parece sair do papel e fazer você sentir. É pedir demais querer um pouco mais deles?


Nesse livro, faltou uma coisa que a autora remediou aqui: como Eloise reage ao descobrir o segredo que a sua amiga, Penelope, escondeu por tantos anos.

Enquanto lemos sobre os receios de Penelope em revelar a verdade para Eloise, temos como brinde, em cada linha, seu relacionamento apaixonado por Benedict, que, devo confessar, faltou um pouco na história deles, e isso é recompensado aqui. Você percebe a intensidade dos sentimentos e o desejo que um sente pelo outro. Sempre achei que o livro 4 da série era mais sobre Penelope do que sobre Colin, e aqui há um equilíbrio que amei ler, mesmo sendo tão curto.



Nesse segundo epílogo da história de um dos meus casais favoritos da série, vemos como, anos depois, estão os endiabrados enteados de Eloise, Amanda e Oliver, com foco especial em Amanda.

Pela visão dela, vemos como a chegada de Eloise mudou a vida de todos na sua casa tão carente de expressão de afeto, e como isso a ajudou a ser a mulher que é hoje: uma jovem com opiniões próprias, inteligente e livre de qualquer coisa que pode impedi-la de encontrar o amor e se entregar a ele.

E é o que acontece, com a chegada de Charles Brougham, sobrinho de sua vizinha. O jovem, com seu jeito simples e divertido mostra ter tantas coisas em comum com ela, que é praticamente não ansiar pela sua presença e alimentar sentimentos por ele.

Ainda vemos, através do seu olhar, a relação apaixonada que Eloise e Phillip têm, apesar de os dois terem personalidades tão opostas, mas que se complementam perfeitamente.

Por fim, uma leitura que poderia ser bem maior para o nosso deleite.


Quando terminei esse livro, fiquei com vários questionamentos, apesar de um deles ter praticamente resposta: Francesca sentiu-se realmente livre para se entregar a Michael? Os dois conseguiram ter filhos? Além disso, sentia a necessidade de ver mais de Francesca, longe daquele eterno dilema que ela sofria sobre se entregar à Michael.

Essas e outras perguntas são respondidas nesse epílogo, e quem adotou esse casal como um dos preferidos da saga, vai amar realmente ler esse trecho dedicado a eles.

A autora colocou nessa narrativa drama, tristeza, felicidade... uma mistura de sentimentos capaz de satisfazer o leitor que sempre espera por mais dos seus personagens. Para mim, particularmente, foi espetacular ter mais um pouquinho deles e ter meus questionamentos respondidos. Me fez suspirar e sorrir, como se deve esperar sempre de Julia Quinn e seus livros.


Quem já leu esse livro, com certeza se divertiu com a intrépida Hyacinth e ficou um tanto quanto angustiado com o final, afinal aquele momento deveria ser dela (quem já leu sabe do que falo). Então aqui retomamos com Hyacinth, anos depois, com filhos já adultos, em sua busca desenfreada pela caça ao tesouro. 

O que mais foi gostoso de ler foi sua filha, com a personalidade tão forte e brilhante quanto a dela e, claro, ainda o amor apaixonado entre Hyacinth e Gareth, que continua o mesmo homem apaixonante de sempre (sim, sua personalidade me conquistou).

Isabella despertou tanta curiosidade, que fiquei curiosa por uma história só dela, afinal, ela tem todas as características de um Bridgerton, que só aceita um pedido de casamento se for motivado por amor.


No segundo epílogo desse livro, que teve uma história tão linda, a autora teve unicamente um objetivo: matar o leitor do coração. Inicia justamente onde o livro finalizou: após o parto dos gêmeos, e o que se segue é uma tensão enorme que te faz duvidar se realmente vai terminar tudo bem. 

Sim, foi cheio de drama e sofrimento, devorei cada página, ansiosa para saber como terminava. E foi impossível não se emocionar com tudo! Depois das turbulentas primeiras páginas, houve uma calmaria cheia de sentimentos que amei ler cada linha.

Mais uma vez a autora soube claramente como fazer o leitor perceber a intensidade das emoções através de cada frase escrita. Impossível não a admirar por isso e desejar ler sempre mais das suas obras.


Eu não esperava esse capítulo no livro, mas foi emocionante lê-lo. Relata como ela conheceu Edmund Bridgerton e como acabou se apaixonando por ele. Em poucas linhas, a autora descreve o relacionamento apaixonante, até o momento em que ela fica viúva. 

Saber que os dois se amaram tanto e não puderam desfrutar por mais anos desse amor juntos foi... como posso explicar algo que você já conhecia o final, mas não estava preparada para ler e entender esse sentimento tão forte que a fez ficar só, porque ninguém poderia completá-la como Edmund completou?

É triste, mas ao mesmo tempo você admira a personagem mais ainda, porque ela conseguiu passar esse sonho de amor aos filhos, e cada um seguiu o caminho que ela os guiou.

Esse livro realmente fecha de forma magistral a saga dessa família. Sob o olhar de Violet, mostra que sempre vale a pena se entregar ao amor, mesmo que a vida o tire de você pelo caminho. 



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