17 outubro 2016

[Resenha] O diário de Bridget Jones - Helen Fielding

O Diário de Bridget Jones
Helen Fielding
Editora Paralela
Bridget Jones já é uma personagem querida por milhares de leitores. Seja pelas suas desventuras amorosas ou problemas com os pais, é muito fácil se identificar (e adorar) a personagem criada por Helen Fielding. Em uma nova edição comemorativa dos 20 anos desde o lançamento do primeiro livro, está é uma chance para um reencontro de fãs antigos ou uma nova paixão para quem nunca leu este clássico. Bridget continua atual e afiada como nunca: uma personagem tão perfeitamente imperfeita para ajudar todos que já sentiram que eram os únicos cuja vida não está sob controle



Acredito que Bridget Jones já é conhecida por todos devido aos seus filmes, o mais recente está nos cinemas agora. Mas apesar de saber tudo sobre a Bridget, eu ainda não tinha lido nenhum dos livros e nem visto os filmes, eu sei, absurdo isso, mas resolvi remediar a situação imediatamente e peguei logo o livro para ler! Para quem, assim como eu, não conhecia a Bridget, eu apresento-lhes:

Bridget é uma mulher com quase trinta anos, e completamente sem vida amorosa, o que causa a maior frustração para ela. Bebe quase todos dias, fuma demais, tem uma paixão não tão secreta há muito tempo pelo seu chefe Daniel Cleaver (um cafajeste gostoso, porém cretino), sua mãe tenta empurrar o filho de sua amiga para a Bridget, Mark Darcy um cara super sério que de cara, a Bridget já não simpatiza.

Ela é independente financeiramente, trabalha em uma revista, mas é totalmente insegura quanto a absolutamente tudo, apesar de ter apenas 58 kg (no começo do livro) ela se considera super gorda, e luta constantemente contra a balança, fazendo dietas de 500-1000 kcal por dia.

Sua família é daquelas tradicionais mesmo, pai e mãe amorosos, casados há muito tempo, até que passam por uma crise, onde sua mãe tem um caso, destruindo o coração do marido, e deixando a Bridget para lidar com o drama.

Daniel Cleaver é de fato um idiota que só quer transar com a Bridget, mas como ela é extremamente insegura e sempre foi apaixonada por ele, enxerga aquela recente atenção dele como um milagre e se joga no relacionamento secreto, até que descobre quem ele realmente é.

Já Mark Darcy é aquele homem super rigoroso, nunca brinca com nada e desde o começo, ele e a Bridget tem uma relação bem antagonista. Mas devido a alguns fatos, eles vão se aproximando e descobrem que tem mais em comum do que imaginavam.

No começo do livro, a Bridget nos mostra a sua lista de ‘Não vou’ e ‘Eu vou’ fazer no próximo ano. Assim resolve criar um diário contando seu dia a dia, bem como as calorias ingeridas, o peso no dia, quantas bebidas alcoólicas tomou e quantos cigarros fumou.
E entre idas e vindas e muitas cenas constrangedoras, a nossa protagonista acaba realizando pelo menos alguns deles, e nós acompanhamos cada passo dessa sua luta por auto confiança e auto conhecimento.



Tenho que admitir que criei altas expectativas quanto a esse livro, sempre ouvi todo mundo falar sobre a famosa Bridget Jones, e por ser chick lit, eu achei que iria amar o livro, o que infelizmente não aconteceu.

Eu detesto personagens com ‘mimimi’, a Bridget está sempre se sentindo inferior, gorda, feia, desastrada, e tudo de ruim mesmo. E reclama sempre sobre isso, tudo o que eu queria durante a leitura era levantar a Bridget e só sacudir ela! Essa constante obsessão com o peso, mesmo sendo de fato magra, só enfatiza a importância que a sociedade dá a estética e como isso afeta as pessoas que saem um pouco do padrão definido, e eu acho que nós hoje, vivemos em um mundo um pouco 'menos definido’, por isso ler algo onde a valorização do corpo é tão predominante me fez sentir como se estivesse em outra realidade. Sim, eu sei que o livro foi lançado originalmente em 1999, independente disso, eu estou lendo hoje, e mesmo assim em 1999 esse pensamento me causaria revolta.

Mas o problema não é só o ano em que se passa, eu leio romances históricos que se passam em 1800, e com mulheres fora do padrão da época, mas que não tem uma narrativa tão cansativa como esse teve. Realmente não me identifiquei com a escrita da autora, talvez tenha sido pela narração em forma de diário, ou por realmente não ter gostado da personagem.

Fato é que esse livro sempre foi considerado um sucesso, por várias mulheres se identificarem com a sua história e com os dramas vividos pela personagem, simplesmente não era a leitura certa para mim, mas tenho certeza que para as fãs de chick lit e de uma protagonista atrapalhada e romântica esse livro é uma escolha certa.

Espero que eu não desanime vocês a lerem, eu simplesmente não me identifiquei com a leitura, mas você pode!


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