19 outubro 2016

[Resenha] Dez Formas de Fazer um Coração se Derreter - Sarah MacLean


Dez Formas de Fazer um Coração se Derreter
Os números do amor #2
Sarah MacLean



Isabel Townsend não é exatamente o que se espera da filha de um conde. Apesar de ter a pele delicada e de saber se portar como uma dama quando necessário, a jovem também monta a cavalo, conserta telhados, administra a propriedade e cria o irmão caçula desde que a mãe faleceu – tudo isso sem despertar a menor suspeita de que não há um homem sequer para cuidar de sua família.
Para o pai dela, que só queria se divertir e gastar dinheiro em jogatinas, pouco importava o que ela fizesse. Porém, quando ele morre, Isabel se vê sem recursos e precisa defender os direitos do irmão, ameaçados pela chegada iminente de um tutor. Assim, não lhe resta saída senão vender sua coleção de estátuas de mármore, o único bem que herdou.
Para sorte sua, um especialista em antiguidades acaba de chegar ao condado. Inteligente e sensual, lorde Nicholas St. John é um solteiro convicto que deixou Londres para se livrar das jovens que passaram a persegui-lo desde que foi eleito um dos melhores partidos da cidade.
Em poucos dias, fica claro para Nick que Isabel é a mulher mais obstinada e misteriosa – além da mais interessante – que já cruzou seu caminho. Ao mesmo tempo, ao conhecê-lo melhor, a independente Isabel percebe que há homens em que vale a pena confiar. Enquanto eles põem de lado suas antigas convicções, seus corações se abrem para dar uma chance ao amor.



Nicholas St. John, o irmão gêmeo de Gabriel, o marquês de Ralston pelo qual nos apaixonamos no primeiro livro da série (pelo menos eu), está se vendo em uma situação constrangedora, para não dizer incômoda: uma revista feminina acabou de publicar uma lista de lordes solteiros disponíveis em Londres, e pelo seu charme e atratividade, ele se encontra nela, fazendo-o ser perseguido pelas mocinhas casadoras que desejam um bom casamento.

“Lorde Nicholas é um verdadeiro modelo de masculinidade. Bonito e charmoso, com uma aura de mistério que faz leques e cílios balançarem. E os olhos, cara leitora! Tão azuis!"

Aborrecido por ser o centro das atenções, principalmente porque está fugindo do matrimônio, pois o passado lhe ensinou que as mulheres não são dignas de confiança, ele aceita a tarefa de fazer uso dos seus dons de “caçador”, adquiridos no exército, assumindo a missão de encontrar a jovem irmã do Duque de Leighton, que repentinamente desapareceu sem deixar rastros. Em sua busca, ele não imaginava encontrar a arisca lady Isabel Townsend e sua peculiar forma de viver.

Lady Isabel é a filha de um conde que, devido à forma desregrada de vida, deixou a família completamente desamparada, na miséria. Isso a fez se transformar responsável pelo que restou dos bens — o que é bem pouco — e da educação do irmão, um jovem conde de apenas 10 anos, que ainda não tem a instrução necessária, já que lhe falta recursos para enviá-lo à escola como qualquer criança com título nobre.

Ao presenciar o que o amor faz com as mulheres, mais precisamente como um homem pode desestabilizar ou até destruir a vida de uma, faz da sua vida um propósito: proteger àquelas que precisam de amparo, que sofreu pelas mãos masculinas. Sua velha residência passa a ser intitulada “A Casa de Minerva”, onde todas as acolhidas passam a exercer funções para o bem comum de todas. E é justamente onde a irmã do Duque de Leighton vai parar, colocando Isabel e seu lar no caminho de Nicholas.

A intenção de Nicholas era apenas de fugir um pouco de Londres e encontrar a jovem desaparecida. Mas, ao encontrar Isabel, a única jovem que parece não o cobiçar como futuro marido, acaba se envolvendo nos seus mistérios e decide desvendar seus segredos. Isso é facilitado quando tem que avaliar uma coleção de estátuas que Isabel possui, deixando-o em contato mais íntimo com a falida lady.

Claro que isso desperta uma paixão súbita nos dois, que não esperavam se envolver de forma tão intensa em pouco tempo. Mas mesmo disposta a provar a paixão que Nicholas lhe desperta, Isabel tem uma clara resistência em se entregar completamente, pois a razão insiste que não deve dedicar-se inteiramente a um homem, principalmente confiar, mesmo que as emoções insistam em guiá-los para os braços um do outro.

“Não devia beijá-la. Ele sabia disso
No entanto, ela era diferente de qualquer mulher que já havia conhecido – e ele queria descobrir seus segredos. Mais do que isso: ele a queria. ”



Esse livro foi muito aguardado por mim, pois esperava que ele seguisse o ritmo do primeiro livro da série, mas, ao meu ver, deixou um pouco a desejar, mas acho que isso se deve ao fato de que criei expectativas demais.

A escrita da Sarah MacLean, para mim, é perfeita: envolvente e dinâmica, a construção dos personagens é muito boa, suas tramas não se alongam, você lê com fluidez. Esses pontos continuam impecáveis.

Mas, nesse livro, Isabel não me conquistou. Entendo os traumas que a autora construiu, mas do começo ao fim, ela girou sobre apenas um ponto: a capacidade de confiar ou não em Nicholas, mesmo ele demonstrando que era digno de estar presente e fazer parte da sua vida, de ser o companheiro ideal para ela. E isso custou muito a acontecer, me fazendo ter aquela raiva básica que todo leitor tem dos personagens.

Sobre Nicholas, ele é o cavaleiro perfeito, do tipo que se dedica a salvar àqueles que precisam, sem contar sua natureza apaixonada. E foi justamente ele que deu o toque especial ao livro, não só pelos momentos de paixão com Isabel, mas pelas atitudes que toma e pelos seus pensamentos, que o guiam.

No final da leitura, fiquei ansiosa pelo próximo livro, já que se trata de Juliana, a irmã dos gêmeos, e o frio Duque de Leighton, que deixou algo pendente nesse segundo livro.

Ah, não posso deixar de indicar a série, é ótima para quem curte romances de época!

Confiram a capa de todos os livros da série:


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